sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Ética e cidadania

4º Bimestre - Turma 701

Escola de Aricanduva desenvolve projeto sobre ética e cidadania


A Escola Municipal Aricanduva está desenvolvendo o projeto “Conviver Para Ser Feliz”, que envolve toda a comunidade escolar e tem como tema Ética e Cidadania.

Conforme a direção da Escola, o projeto tem por objetivo levar a reflexão sobre os valores éticos morais e sociais, através de atividades motivadoras e desafiadoras, que levam os participantes a repensar sobre a convivência harmônica.

“Dessa forma o projeto contribui para que todos atinjam uma melhor qualidade de vida dentro do seu cotidiano e também serve como uma aprendizagem para a vida, porque acreditamos que somente assim poderemos ter uma humanidade mais justa, digna e igualitária”, justifica a diretora Eunice de Melo Akiyama.

Fonte: tnonline

Cultura

4º Bimestre - Turma 701

Recital de piano leva cultura de graça através da música a moradores de Barra Mansa
Evento aberto para comunidade vai acontecer no Salão Nobre do UBM, com início às 19h. Endereço do campus é Rua Vereador Pinho de Carvalho, nº 267, no Centro.



O pianista Eduardo Abreu se apresenta na noite desta sexta-feira (26) em Barra Mansa, RJ, em um recital gratuito e aberto à comunidade. O evento vai acontecer no Salão Nobre Professor Jayme Dantas, no Centro Universitário de Barra Mansa (UBM), com início às 19h. O endereço do campus é Rua Vereador Pinho de Carvalho, nº 267, no Centro

“O evento faz parte do programa de extensão do curso de Música através do projeto ‘UBM in Concert’. Ele é realizado toda última sexta-feira do mês com o objetivo de apresentar e divulgar a música para a comunidade”, informam os organizadores.

Eduardo Abreu começou a estudar piano aos 9 anos. Em 2014, entrou na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde está em fase de conclusão do curso de bacharelado com habilitação em piano.

Em 2017, ele foi finalista do Concurso Nacional de Jovens Solistas da Orquestra Sinfônica de Goiânia (GO). Atualmente faz a divulgação do seu trabalho pelo estado do Rio.


Fonte: G1



Política

4º Bimestre - Turma 701

Saiba mais sobre as propostas de Bolsonaro e Haddad para as Forças Armadas

Candidatos concordam que Ministério da Defesa precisa de modernização e divergem sobre participação de militares em operações de segurança pública.


O fortalecimento das Forças Armadas está nos planos de governo dos dois candidatos que disputam o 2º turno da eleição presidencial.

Tanto Fernando Haddad (PT) quanto Jair Bolsonaro (PSL) pretendem, caso eleitos, investir em equipamentos militares e na defesa das fronteiras.

O Brasil é o 11º país que mais gasta com Forças Armadas no mundo em termos absolutos, segundo relatório deste ano do Instituto Internacional de Pesquisas de Paz de Estocolmo (Sipri). Em 2017, de acordo com o Ministério da Defesa, o governo federal empenhou R$ 92,5 bilhões. Mas, proporcionalmente, esse valor é baixo: equivale a 1,4% do PIB – a Rússia, por exemplo, gasta 4,3% do PIB.

Há divergências entre os candidatos quanto ao uso de militares na segurança pública. Bolsonaro concorda com isso e Haddad diz que a função das Forças Armadas é cuidar da soberania nacional.

Hoje, as Forças Armadas comandam a segurança pública do Rio de Janeiro por causa da intervenção federal no estado, decretada pelo presidente Michel Temer.

As Forças Armadas também são empregadas em operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Foram 5 neste ano, como na crise de venezuelanos em Roraima, no combate à onda de violência que atingiu Natal e Mossoró (RN) entre dezembro e janeiro e na greve dos caminhoneiros, em maio.

O professor Günther Rudzit, especialista em Segurança Nacional pela Georgetown University,diz que a prinicipal demanda das Forças Armadas hoje é sua modernização tecnológica e estrutural. O especialista considera controverso o uso dos militares em operações de segurança pública (leia mais após as promessas dos candidatos).

Veja, abaixo, as promessas de Bolsonaro e Haddad, na ordem em que aparecem na última pesquisa eleitoral.


Jair Bolsonaro (PSL)




Fortalecimento

O plano de governo do candidato do PSL promete "valorização e a proteção" dos integrantes das Forças Armadas. O documento diz que os combatentes precisam de "equipamentos modernos, não somente de veículos e armas". Ele não detalhou, porém, quais seriam esses equipamentos.


"Devemos recuperar as condições operacionais de nossas Forças Armadas, com a valorização e a proteção de seus integrantes! Diante das crises, nossos combatentes precisam de equipamentos modernos, não somente de veículos e armas. Ameaças digitais já são presentes", afirma o texto

Previdência

Bolsonaro defendeu, em entrevista à GloboNews, a exclusão dos militares de uma eventual reforma da Previdência.

O candidato do PSL – que é capitão reformado do Exército – condicionou a equiparação do regime previdenciário da categoria ao dos civis à concessão de direitos como greve, hora extra e fundo de garantia.

"Nós temos lá no artigo 7º [da Constituição Federal] um montão de direitos. Dê o direito ao militar de fundo de garantia, hora extra, greve… Dê todos os direitos para os militares, que a gente bota eles na [reforma da] Previdência. Dê todos os direitos. Não é só o militar. Segundo dados do então Estado Maior das Forças Armadas, ao longo de 30 anos de serviço, o militar na verdade trabalha em torno 45, dado aquele tempo de serviço extra que não é computado para nada. E olha só, os militares estão sempre prontos para cumprir qualquer missão, em qualquer hora em qualquer lugar", disse, em entrevista à GloboNews, em 3 de agosto.

"Você quer um mesmo salário para todo mundo no final, e ao longo sua carreira, da vida laborativa toda, vai continuar como é no momento? Cansei de passar sábado e domingo em operações por aí", afirmou, também na GloboNews.

Forças Armadas na segurança pública
Também no plano de governo, o presidenciável diz que as Forças Armadas e as instituições militares participarão do combate "a todos os tipos de violência".

"Nossas Forças Armadas precisam estar preparadas, através de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, com a participação das instituições militares no cenário de combate a todos os tipos de violência", diz o plano de Bolsonaro.

Ainda de acordo com o plano de governo, as Forças Armadas "terão um papel ainda mais importante diante do desafio imediato no combate ao crime organizado, sendo importante buscar uma maior integração entre os demais órgãos de segurança pública, principalmente na estratégia de elevar a segurança de nossas fronteiras".

Em um eventual governo de Bolsonaro, as Forças Armadas também atuarão nas áreas de saúde e educação, principalmente "em áreas remotas", conforme descrito no plano de governo.

"Além disso, no papel de consolidação nacional, devemos lembrar da participação das Forças Armadas no processo de atendimento da saúde e da educação da população, principalmente em áreas remotas do país", diz o documento.

Colégios militares


O candidato do PSL também propõe usar os colégios militares como "exemplo" e criar unidades do tipo nas capitais onde elas ainda não existem.

"Agora, essas escolas têm que servir de modelo, como no estado do Amazonas, estado de Goiás. O que eu pretendo, já que está na minha alçada, não sei, se eu for presidente, é: capital do estado que, por ventura, não tenha uma escola, um colégio militar do Exército, nós vamos criar. E o maior colégio militar do Exército será no Campo de Marte, em São Paulo", disse Bolsonaro em visita a Presidente Prudente em 22 de agosto.


Ministro da Defesa militar

O candidato do PSL também adiantou que deve colocar um militar à frente do Ministério da Defesa, o general da reserva Augusto Heleno. A pasta, criada em 1999, foi ocupada por civis até o início de 2018, quando Temer nomeou o general Silva e Luna.

Fernando Haddad (PT)






Fortalecimento

O plano de governo do candidato petista promete que "retomará os investimentos e valorizará as Forças Armadas, recompondo os efetivos e melhorando as condições de trabalho".

O documento afirma que um eventual governo Haddad vai investir na construção do submarino de propulsão nuclear e blindados Guarani, além de criar uma política aeroespacial na Base de Alcântara do Maranhão. No plano de governo, a candidatura do PT elenca ainda o lançamento de um satélite geostacionário e a criação de um sistema de foguetes.

"Será retomada a política de defesa de nosso território e mares, 'a defesa da Pátria' preconizada para as Forças Armadas por nossa Constituição, por meio de projetos para o resguardo de nossa soberania, como a consolidação de uma Base Industrial e Tecnológica da Defesa (BITD), o submarino de propulsão nuclear, a política aeroespacial a partir da Base de Alcântara, o satélite geoestacionário, o Sistema de Foguetes - Astros 2020 e Blindados Guarani", afirma o documento.

Haddad também promete recuperar a Política Nacional de Defesa (PND), aprovado em 2005 e atualizado em 2012. O documento, segundo o Ministério da Defesa, "estabelece objetivos e diretrizes para o preparo e o emprego da capacitação nacional, com o envolvimento dos setores militar e civil, em todas as esferas do Poder Nacional".

"Recuperaremos a PND como pilar do novo modelo desenvolvimento nacional, implementando ações estratégicas de curto, médio e longo prazo de modernização da estrutura nacional de defesa. Além disso, priorizaremos a reorganização da Base Industrial de Defesa, para assegurar o atendimento às necessidades de equipamento das Forças Armadas apoiado em tecnologias sob domínio nacional, preferencialmente as de emprego dual (militar e civil)", explica o plano.

Sobre o regime previdenciário aos militares, o assessor econômico de Haddad, Guilherme Mello disse: "É evidente que algumas profissões têm tratamento diferenciado. Mas são exceções. Militares têm alguma coisa diferente, professores são exceções. A regra é que todos se aposentem pelo mesmo regime".

Forças Armadas na segurança pública


O plano de governo faz críticas à atuação das Forças Armadas na intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro e diz que, nesse caso, o Exército foi levado a assumir "indevidamente" o papel das polícias.

"Assiste-se, também, a um progressivo desvirtuamento do papel constitucional das Forças Armadas de resguardar nossa soberania. O maior exemplo disso é intervenção militar no Rio de Janeiro, em que o Exército foi levado a assumir indevidamente o papel das forças de segurança pública", diz o documento.

Ministro da Defesa civil
O plano de Haddad também estabelece que o Ministério da Defesa será ocupado por um civil.

"O governo Haddad retomará os investimentos e valorizará as Forças Armadas, recompondo os efetivos e melhorando as condições de trabalho. O ministério da Defesa voltará a ser ocupado por um civil. A Constituição será aplicada de maneira imediata e firme contra quem ameace a democracia com atos e/ou declarações", diz o o documento

Quais os desafios?

As demandas dos militares para os próximos anos se concentram, principalmente, na modernização dos equipamentos e das estratégias, avalia Günther Rudzit, da UnB. Na visão dele, as Forças Armadas devem estar preparadas para o desenvolvimento tecnológico, inclusive com inteligência artificial e robótica.


"Estamos com as Forças Armadas no século XX, mas o mundo já começou a olhar para o século XXII", afirmou.


É de interesse militar, por exemplo, o bom funcionamento da internet no Brasil.



"Se a internet cair, o país parou. Imagine o caos no espaço aéreo. Imagine perder o controle na transmissão de energia. É o mínimo da segurança nacional", detalhou Rudzit.


O professor ponderou, no entanto, que é preciso mudar a estrutura do Exército para abrir caminho rumo a uma modernização. "Marinha e Aeronáutica são, fundamentalmente, forças profissionalizadas, têm um envolvimento tecnológico muito grande", afirmou.

A visão majoritária nas Forças Armadas, segundo ele, é de que há demanda por investimentos, mas não por mudanças estruturais. "Na visão deles, não precisa mudar a estrutura, mas dar mais dinheiro e dar enfoque às ameaças", disse.

Para Rudzit, apesar de nada indicar a aproximação de uma guerra envolvendo o Brasil, as Forças devem sempre estar preparadas. "Quem, em 1981, imaginava que Argentina e Reino Unido entrariam em conflito no ano seguinte?", disse, referindo-se à Guerra das Malvinas (1982).

E a Previdência?

O tema deve ser discutido pelo presidente eleito porque, segundo a proposta de orçamento de 2019 enviada ao Congresso Nacional em setembro, a aposentadoria dos militares trará um déficit de R$ 43,3 bilhões para as contas públicas, pois a receita será de R$ 3,3 bilhões enquanto as despesas, de R$ 46,6 bilhões.

Diferentemente de servidores públicos e outros trabalhadores, os militares não têm regime previdenciário – e, sim, proteção social. "Ele vai para inatividade remunerada, condição da reserva, e recebe pelo Tesouro", explicou Fábio Zambitte, advogado especialista em Previdência.

As regras para a inatividade remunerada variam de acordo com a posição do militar. De acordo com Zambitte, é natural que militares deixem a ativa mais cedo porque a profissão exige preparo para situações extremas – aí, a idade pode pesar. "Ele vai para a reserva porque, na ativa, ele precisa estar pronto para a guerra", comentou.

Apesar da resistência dos militares em entrarem na reforma de Previdência, Zambitte reconhece que melhorias no sistema de proteção ainda podem ser feitas. "Nenhum modelo é imune a melhorias. As pessoas hoje envelhecem com melhores condições", ponderou o advogado.


Fonte: G1


terça-feira, 23 de outubro de 2018

Te contei?

4º Bimestre - Turma 701


ASSASSIN'S CREED ODYSSEY REVIEW


Odisseia é, como consta no dicionário, uma longa jornada marcada por acontecimentos imprevisíveis e, geralmente, dramáticos. Ouso dizer que não houve qualquer outro game na franquia Assassin's Creed com um título tão apropriado quanto Odyssey, que chega para PlayStation 4, Xbox One e PC nesta sexta-feira (5). O game é, literalmente, uma obra imensa cheia de momentos surpreendentes ocasionalmente emocionantes. Aos fãs da franquia, adianto o seguinte: trata-se do melhor Assassin's Creed desde o final da saga de Ezio Auditore. No entanto, não espere tanta proximidade com jogos mais antigos. Depois de Origins, a série claramente vai se manter em um caminho completamente diferente.

Poder escolher quem seria o protagonista da história logo me chamou atenção. Claro que isso já havia sido anunciado há algum tempo, mas o ato de tomar a decisão foi marcante; evidenciou a determinação em criar algo realmente único dentro de uma franquia cheia de altos e baixos. Na primeira jogatina, nem precisei pensar -- escolhi Kassandra logo de cara. Há mais de uma década os jogos da série são protagonizados por homens, com exceção de expansões, títulos em 2D e, claro, de Assassin's Creed Syndicate, no qual Evie Frye é facilmente a personagem mais interessante, mas divide o protagonismo com Jacob, irmão dela.

Na prática, há pouquíssimas diferenças entre as jornadas de Kassandra e Alexios. Os papéis de ambos acabam se invertendo na trama, opções de relacionamento variam um pouco, mas, essencialmente, trata-se da mesma história. A princípio, permiti-me certa resistência à ideia de ter dois personagens ocupando um mesmo papel em vez de duas histórias pelo menos um pouco diferentes que acontecem simultaneamente, como foi em Syndicate. No entanto, basta abrir o mapa e conhecer todos os tipos de missão que existem para entender que simplesmente não havia como oferecer duas perspectivas completamente distintas na campanha em um jogo com tantos, mas tantos detalhes.

Em mais de um sentido, Assassin's Creed Odyssey é colossal. Cerca de 20 ilhas preenchem o arquipélago grego, que é totalmente explorável; algumas delas são extremamente extensas enquanto outras são pequenos pedaços de Terra pouco ou nada povoados. Embora o estilo de arquitetura marcante da Grécia Antiga se repita por praticamente todos os lugares por onde o jogador passa -- algo que faz sentido -- a diferença de desenvolvimento em cada local chama atenção. Essas ilhas não repetem um padrão de "área mais moderna" e "área rural de caça". Em alguns casos, sequer há grandes construções; existem apenas povoados ou acampamentos de soldados e mato.

Vale notar que as ilhas maiores são pedaços de terra gigantes. De Macedônia até Lacônia, portanto, do norte ao sul, passando por Arcádia, Coríntia, Beócia e mais algumas cidades-estado, há apenas terra e é possível andar a cavalo por todo este trecho do mapa. Já quem quiser sair da pequena e pobre Cefalônia para chegar até Lesbos, que fica há mais de 14 mil metros de distância atravessando o mapa na horizontal, terá de percorrer o trajeto de barco, a cavalo e depois a barco novamente. A partir do momento em que pode explorar o mundo livremente, o jogador até consegue cumprir ambos os trajetos que mencionei, mas não sobreviverá a um ataque sequer dos inimigos mais fortes que ocupam áreas mais avançadas e desafiadoras.

Todas as regiões do mapa são divididas entre influência espartana e influência ateniense. O jogador pode participar das chamadas Batalhas de Conquista, na qual dois exércitos imensos se enfrentam e Kassandra ou Alexios precisam eliminar os capitães do adversário, para determinar qual nação será predominante em cada lugar. Apesar de não serem o foco do jogo e parecerem um pouco perdidas em meio à narrativa, trata-se de uma experiência que passa toda a grandiosidade e brutalidade de uma guerra real e empolga tanto quanto vicia.

A progressão em Assassin's Creed Odyssey deixa claro que a franquia abraçou, de fato, o conceito de RPG em mundo aberto. Assim como em Origins, há níveis para Kassandra ou Alexios e todos os inimigos. Ao longo da campanha, conforme o jogador vai progredindo, os personagens são levados a novas regiões, mas isso nem sempre significa que eles conseguirão sobreviver por lá. Embora, em média, exista certa coerência entre o nível do jogador e o ponto no qual se está jogando a campanha, algumas missões da história principal exigirão níveis mais altos; vão forçar o jogador a buscar missões paralelas ou contratos de mercenário, profissão dos protagonistas.

As diferenças de nível, claro, não apenas serviram para me fazer buscar outras atividades, como limitou a exploração "segura", no sentido de que se, por exemplo, eu encontrasse um inimigo em uma região na qual Kassandra ainda era fraca, morreria na hora. Como não estava pronto para sair de peito aberto enfrentando quem fosse preciso antes de descobrir novos ambientes -- fugir dos piratas com navios mais poderosos não é tão fácil --, acabei sendo incentivado a analisar com calma cada cantinho das regiões pode onde passava sem me preocupar com tomar uma flechada nas costas ou encontrar um leão poderoso e faminto que me destruiria com facilidade e agilidade.

Essa investigação minuciosa do que havia ao redor da personagem me levou, inevitavelmente, a reparar em alguns detalhes que são realmente fascinantes. Animais, sejam lobos, javalis ou leões, brigam entre si, assim como exércitos troianos e atenienses. Cadáveres deixados para trás, seja por tropas ou por Kassandra, não demoram a ser devorados por urubus que saem voando quando sentem a aproximação da protagonista. Civis às vezes reagem quando são atingidos acidentalmente por algum guarda. Galinhas ficam extremamente irritadas quando você as acerta com uma flecha e conseguem tirar quantidades bem grandes de saúde quando atacam o jogador -- sim, elas conseguem até matar. Acredite.

Para evitar ser assassinado por tropas de Atenas e de Esparta, ou por galinhas malucas, como já havia comentado, é necessário aumentar o nível do personagem por meio da obtenção de experiência. Quanto mais avançado estiver, mais poderosos ou resistentes serão os equipamentos que ele, ou ela, poderá equipar. Isso vale para todas as categorias: armas primárias (uma em cada mão após um tempo), arco, armadura para cabeça, para torso, para cintura, para os braços e para as pernas, além de skins para a montaria -- inclusive uma de pégaso (saudades Cavaleiros do Zodíaco).

Até aqui, nada de tão novo. Equipamentos desbloqueáveis por nível já fizeram parte de outros games da série, como o próprio Origins. Em Odyssey, no entanto, cada espada, lança, machado ou maça traz vantagens específicas consigo. Maior dano de fogo ou de veneno, capacidade de dano otimizada contra soldados de uma facção específica, maior probabilidade de dano crítico, aumento da adrenalina adquirida enquanto em combate ou até mesmo melhorias de habilidades específicas estão embutidas nos equipamentos que encontramos ao longo da jornada. Algumas destas vantagens podem, inclusive, ser entalhadas nos itens de armadura ou nas armas em lojas de ferreiro, o que contribui para que o jogador torne o próprio estilo de jogo mais eficiente. É possível evoluir cada uma das vantagens entalhadas no equipamento em até cinco níveis, cumprindo desafios que podem ser encontrados no menu "Lista de Entalhes".

Agora, até que ponto isso tudo interfere no gameplay de fato? Bom, os jogadores mais quietos, que gostam de se comportar como se fossem parte da ordem dos assassinos clássica, logo podem perceber que ataques furtivos, assim como em Origins, não significam morte instantânea para o alvo. Para poder eliminar alguém com maior velocidade e chamando menos atenção, precisei aumentar muito o nível de "Dano de Assassino" da Kassandra. Isso pode ser feito de maneira mais direta por meio da árvore de habilidades, sobre a qual discorrerei em breve, e intensificado por meio das vantagens de equipamento. Logo, quanto maior a porcentagem de dano extra (dos equipamentos) e maior a base de dano estabelecida para este tipo de ataque, maiores são as chances de um assassinato furtivo instantâneo. Perceba que este é apenas um exemplo.

Existem outros dois tipos de dano principais em Assassin's Creed Odyssey além do já citado dano de Assassino: dano de Caçador e dano de Guerreiro. Cada uma destas três formas de ataque estão disponíveis na árvore de habilidades com os nomes Caça (11 habilidades desbloqueáveis), Combate (12) e Assassinato (12). Todas podem ser adquiridas com apenas um ponto de habilidade, mas algumas se mantenham bloqueadas até atingirmos determinado ponto da história ou determinado nível. Além de desbloqueá-las é possível otimizá-las duas vezes.



As habilidades de Caça e Assassinato devem ser priorizadas pelos jogadores furtivos, pois são opções mais silenciosas de ataque por focarem, respectivamente, em arco e flecha e ataques mortais que não chamam atenção nem arremessam os oponentes para tão longe. Um detalhe interessante, inclusive, é que a tradicional visão de águia, utilizada constantemente no passado, foi bem simplificada e faz parte das habilidades de assassinato agora em vez de estar disponível desde o início.

Conforme desbloqueamos essas formas inéditas de ataque, é possível incluí-las em uma das duas rodas de habilidades com quatro espaços, que correspondem aos quatro botões dos controles dos consoles. Enquanto o jogador explora ou quando entra em combate, é possível apertar L1/L2 ou LB/LT para destacar um destes dois círculo de habilidades e utilizar os golpes especiais de Arco e Flecha ou combate corpo a corpo, o que traz maior variedade para atacar e pensar em estratégias para enfrentar soldados muito poderosos -- seja o oponente quem for, quando estiver lutando em uma montanha, tente levar o inimigo até a ponta do precipício e utilize o Chute Espartano para eliminá-lo rapidamente arremessando-o lá de cima, vale muito a pena.


Eu poderia ter simplesmente avaliado ou compartilhado minha experiência com tais mecânicas em vez de descrever como funcionam, mas é importante evidenciar a transformação completa pela qual passou o sistema de combate do game. Está tudo muito mais profundo, exatamente como um RPG precisa ser. Em alguns momentos, confesso, senti falta da tradicional hidden blade que me ajudou em tanto assassinatos instantâneos no passado, mas após me adequar à nova realidade, consegui simplesmente abraçar a ideia. Com ou sem hidden blade -- que foi substituída pela muito versátil e poderosa lança de Leônidas --, acredite, este game respeita a essência de Assassin's Creed muito mais do os títulos pós-Unity.

A história do mundo moderno, por exemplo, embora nunca tenha sido a parte mais divertida dos jogos anteriores, finalmente voltou a contar com momentos genuinamente marcantes nos quais os personagens do passado conseguem, de certa forma, se comunicar com os do presente. Foi impossível não pensar em Ezio, Altair e Desmond enquanto jogava e percebia como o tempo, aos poucos, tornava-se mais tolerante com permitir o encontro entre representantes de gerações extremamente distantes uma da outra; algo emocionante.


Como você já deve ter imaginado pelo tamanho absurdo do mapa, que é dividido entre muitas ilhas, a navegação é parte fundamental da exploração. Desbravar os mares pode não ser muito rápido, mas é tão fácil cruzar o caminho de um barco pronto para iniciar uma batalha, que você nem percebe o tempo passando enquanto se desloca. Sempre que Kassandra estava em alto mar, me mantive atento a quem se aproximava e em quais momentos valia a partir para o combate -- que, neste caso, é protagonizado por arqueiros e não canhões.

A movimentação do barco é muito simples e fluida. A adaptação não leva muito tempo e logo você aprende as melhores posições para disparar flechas padrão e flechas de fogo, entende como encontrar pontos fracos no barco adversário e passa a ter coragem para enfrentar mais embarcações ao mesmo tempo. A vida debaixo d'água é extremamente rica, aliás. Se após um combate quiser descer e explorar um pouco, mesmo que não em uma missão de matar tubarões ou caçar tesouros, faça isso. Poucas coisas são tão assustadoras quanto nadar ao lado de duas baleias, mesmo que elas não sejam perigosas.

Alguns dos personagens que conhecemos ao longo desta jornada podem se juntar a nós enquanto outros realmente o fazem e não há como evitar por questões de narrativa. Dialogar com Sócrates em Atenas, ouvir às observações de Heródoto enquanto passeava por entre as ilhas e conhecer o próprio Pythagoras só não foi tão divertido quanto me tornar amigo do próprio Leonardo Da Vinci em Assassin's Creed II. Estes são, sem dúvida alguma, os personagens históricos mais interessantes que apareceram desde a mente brilhante do Renascentismo.

Algo que não havia mencionado até então, mas também é uma das primeiras novidades com as quais nos deparamos, são justamente as opções de diálogo, que possibilitam uma construção mais pessoal das personalidades de Kassandra e Alexios. Podemos interpretar como eles responderiam às questões que os fazem ou agir como agiríamos na vida real. Não há nada de particularmente inovador no sistema de conversas para a indústria como um todo, mas trata-se de uma adição muito bem-vinda a Assassin's Creed.



Na verdade, há sim uma utilidade particular para as conversas que fazemos em Odyssey: por meio delas é possível identificar localidades de missões. Embora o game ofereça dois modos -- um com todos os ícones do mapa desbloqueados e outro no qual todos são pontos de interrogação e somos forçados a explorar tudo --, o jogador é avisado de que Odyssey deve ser aproveitado seguindo a segunda proposta. Conversar com NPCs e fazer perguntas que diminuíam meu raio de busca por alvos neste mapa imenso foi muito mais compensatório do que simplesmente utilizar a águia Ikaros para identificá-los rapidamente em lugares que nunca vi antes e estariam mapeados mesmo sem exploração prévia.

Assim como as respostas contribuem para estabelecer a relação do protagonista com outros personagens, ações também irão afetar como não apenas quem faz parte da história irá se lembrar de Kassandra ou Alexios, mas também o povo. Quanto mais caos causar em público, maiores serão as possibilidades da cabeça do personagem ser colocada a prêmio e mercenários virem te perseguir. Por incrível que pareça, adorei a sensação de descobrir que havia mercenários me perseguindo e que eles podiam chegar perto de mim a qualquer momento. Em uma situação, enquanto jogava com Kassandra, percebi que havia um mercenário extremamente forte por perto. Quando o vi, me escondi e na hora ele começou a correr de um lado para o outro como se soubesse que eu estava por perto. A sensação é semelhante a de ser perseguido por Nemesis em Resident Evil 3; um misto de pavor e desejo por desafio.

Existem nove "níveis" de mercenários e um dos objetivos paralelos do protagonista é tornar-se o mais poderoso entre eles aniquilando todos os rivais, seja se defendendo quando é atacado ou caçando um por um. Essa diversão por si só renderá boas dezenas de horas, pois exige tornar o personagem ainda mais forte.

Se contra mercenários podemos tanto ser presa quanto predador, somos definitivamente quem caça nas missões dos Cultistas. Claro que não vou estragar a surpresa dizendo todos os detalhes a respeito deste culto maligno, mas simplesmente tenha em mente que se trata de um grupo cujos membros precisamos identificar, localizar e executar. Este modo vale praticamente um jogo à parte de tão empolgante que acaba sendo. Você destrói toda uma organização secreta membro por membro até chegar ao grande vilão, cuja revelação, que não demora tanto assim, pode causar certo espanto.

Algumas questões técnicas são o único aspecto que podem chamar a atenção dos jogadores negativamente. É preciso acessar os menus constantemente para trocar de arma e armadura, mas a navegação por entre as opções do menu são extremamente demoradas. Além disso, quando estamos utilizando Ikaro e vamos para muito longe -- ou mesmo quando utilizamos a viagem rápida -- o tempo de loading é absolutamente lento e até desencoraja, em alguns momentos a utilização de recursos cruciais para agilizar a exploração e fortalecer o personagem. Talvez algum patch resolva estas questões no futuro, mas atualmente tratam-se dos maiores problemas do game.

Quem deve jogar este game?

Os fãs de Assassin's Creed se preocupam há algum tempo com como os games que sucedem a conclusão da jornada de Ezio Auditore parecem ignorar boa parte de toda a mitologia da franquia que envolve a primeira civilização. Felizmente, Odyssey retoma este núcleo da história, o que pode agradar os fãs de longa data. No entanto, o sistema mais complexo de RPG pode afastar outros jogadores que não estão acostumados com gerenciamento de inventário ou aplicação de vantagens em armas, por exemplo. Trata-se de um game essencial para os jogadores que curtem um bom game em RPG de mundo aberto e um título que pode dividir os fãs mais tradicionais da franquia.

O VEREDICTO

Assassin's Creed Odyssey é, tranquilamente, o melhor game da franquia desde o final da saga de Ezio Auditore. Com maestria, soube aprofundar conceitos introduzidos à série por meio de Origins e transformou completamente a experiência de viver na pele de um Assassino. Pensando no aspecto macro, trata-se de um dos melhores games de RPG em mundo aberto dos últimos tempos ao lado de The Witcher 3: Wild Hunt, The Elder Scrolls V: Skyrim e muitos outros queridinhos do público. A pluralidade e consequente vida útil do game é de grandeza inédita entre os jogos da Ubisoft e estabelece um padrão de qualidade elevado para os próximos títulos da franquia.


Fonte: ign


Saúde e Bem Estar

4º Bimestre - Turma 701

Ao menos 72 bebês nasceram com microcefalia 
em Angola, segundo OMS

Casos de malformação congênita podem ter ligação com surto de zika. Falta de dados, diagnóstico e deficiências no sistema de saúde teriam dificultado acompanhamento do vírus



LUANDA - Ao menos 72 bebês nasceram com microcefalia em Angola entre fevereiro de 2017 e maio de 2018, de acordo com um relatório interno da Organização Mundial da Saúde (OMS) ao qual a Reuters teve acesso. Os casos indicam uma possível relação com suspeita de vítimas de um surto emergente de zika no país.

O relatório da OMS reviu ainda em abril que dois casos de uma cepa perigosa do zika confirmada no início de 2017, junto com os casos de microcefalia identificados desde então, o que fornece "fortes evidências" de casos de microcefalia ligado ao zika em Angola.

A falta de dados e testes de diagnóstico, juntamente com um sistema de saúde inadequado, dificultou o acompanhamento do surto. Mas novas descobertas de uma equipe de pesquisadores em Portugal sugerem que é o primeira no continente africano envolvendo a cepa asiática da doença.
Foi a cepa asiática que causou pelo menos 3.762 casos de malformações congênitas relacionadas ao zika, incluindo microcefalia, no Brasil desde 2015, além de graves surtos em outros países latino-americanos. Médicos e pesquisadores agora temem que ele se espalhe de Angola para outros países do continente africano.

O Ministério da Saúde de Angola informou que tinha registros de 41 casos de zika e 56 de microcefalia desde janeiro de 2017, quando começou a coletar dados. Não ficou claro por que os números diferem do relatório interno da OMS. A falta de capacidade de teste significa que muitos casos de microcefalia não são detectados, acrescentou a pasta, observando que a microcefalia tem muitas causas.


"Provavelmente nem todos os casos de microcefalia podem ser atribuídos ao vírus da zika", afirmou o ministério, listando uma série de outras causas potenciais, como a sífilis e a rubéola.

"Não podemos deixar nossa atenção sobre isso cair", disse Eve Lackritz, uma médica que lidera a força-tarefa da OMS para a zika. "Temos que ficar vigilantes e ter uma ação responsiva."

Nascido em um bairro pobre da capital de Angola, Luanda, Emiliano Cula, menino de 10 meses de idade, tem microcefalia, malformação congênita marcada pelo tamanho da cabeça e sérios problemas de desenvolvimento. Ele ainda não consegue se sentar e tem dificuldade em ver e ouvir.

"Eles não sabem o que causou isso", afirma a mãe de Cula, Marie Boa. "O médico disse que pode ter sido causado por um mosquito, mas eu não sei se isso é verdade". A mãe, de 18 anos, não sabe se seu primeiro filho vai andar ou falar.


'Precisamos de atenção e investimento contínuos'

A epidemia do Brasil levou a OMS a declarar uma emergência de saúde pública global em fevereiro de 2016 para investigar e, finalmente, identificar o vírus como causa de microcefalia e outras malformações congênitas. Lackritz se preocupa com um sentimento de complacência agora que a crise na América Latina diminuiu.

"Nosso trabalho está apenas começando", disse ela. "Precisamos de atenção e investimento contínuos para garantir a proteção para mulheres e bebês do mundo".

Para ela, é preciso uma melhora no diagnóstico, maior capacidade de laboratório e programas para monitorar malformações fetais.

Apenas um laboratório em Angola está atualmente testando o zika, de acordo com o Ministério da Saúde do país. A fim de melhorar a velocidade e a precisão dos diagnósticos, os laboratórios além do capital precisariam receber capacidade de teste.

A jornada das mães dos bebês diagnosticados com microcefalia, então, está apenas começando. Não existe um programa de saúde pública para ajudar as crianças, que precisam de fisioterapia regular e outros cuidados.

As famílias são muitas vezes encaminhadas para o Centro de Neurocirurgia e Tratamento da Hidrocefalia em Luanda, embora o centro careça de financiamento. Espera-se que as famílias paguem pelas consultas, que custam entre US$ 7 e US$ 21, o que está muito além das possibilidades de muitos em um país onde 30% da população vive com menos de US$ 1,90 por dia.


Zika na África

Descoberto pela primeira vez na floresta tropical Zika, em Uganda, em 1947, o vírus da zika circulou silenciosamente durante anos, causando sintomas leves e semelhantes à gripe em partes da África e da Ásia. Com o tempo, o vírus se dividiu em duas linhagens geneticamente distintas - as linhagens africanas e asiáticas - e nenhuma delas foi associada a grandes epidemias.

No final de 2007, a cepa asiática desencadeou o primeiro grande surto de zika em humanos na ilha de Yap, na Micronésia, infectando 73% dos moradores com mais de 3 anos. Em 2013, um surto na Polinésia Francesa foi o primeiro ligado à microcefalia.

O primeiro caso confirmado por laboratório da cepa asiática no Brasil foi em 2015. Até 2016, o vírus, transmitido pelo mesmo mosquito transmissor da dengue e da febre amarela, se espalhou para quase todos os estados do país, atingindo mais a região Nordeste. Como consequência, milhares de bebês nasceram com menor tamanho de cabeça do que o esperado para a idade.

Até o momento, a cepa africana do zika não tem sido associada à microcefalia, razão pela qual as autoridades de saúde estão preocupadas com o surgimento da cepa asiática em Angola, país que serve como um importante centro de viagens para o resto da África.

Fonte:o globo



Educação

4º Bimestre - Turma 701


Brasil conquista quatro ouros e uma prata em olimpíada latino-americana de astronomia
Equipe nacional ficou em 1º lugar no quadro geral de medalhas, se tornando o maior medalhista da história da competição. Estudantes são selecionados após campeonato no Brasil.



Jovens estudantes que representavam o Brasil ganharam quatro medalhas de ouro e uma de prata na 10ª Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), realizada entre 10 e 20 de outubro, em Ayolas, no Paraguai.

As medalhas de ouro foram conquistadas pelos estudantes: Caio Nascimento Balreira, Katarine Emanuela Klitzke, Vinícius Rodrigues de Freitas, e Luã de Souza Santos. A medalha de prata ficou com Gabriel Gandra. No quadro geral de medalhas, a delegação brasileira ficou em primeiro lugar.

Com este resultado nas 10 olimpíadas, o Brasil conquistou ao todo 30 medalhas de ouro, 16 de prata e 4 de bronze, se tornando o maior medalhista da história da competição.


A olimpíada latino-americana é a única modalidade internacional a realizar provas em que alunos de diferentes países são avaliados também em grupos multinacionais. Além disso, é a única olimpíada que obriga que os grupos sejam de ambos os gêneros. Em 2019, a OLAA será no México.

Desafios da competição

As provas da olimpíada foram divididas em parte teórica, que mescla as delegações, prática e de reconhecimento do céu, que envolve o manuseio de um telescópio. Em uma das provas, os estudantes tem que construir foguetes de garrafas PET impulsionados a água pressurizada, o foguete que voar mais longe ganha.


Delegação brasileira

Os jovens brasileiros foram selecionados dentre mais de 700 mil alunos do ensino fundamental e médio que participaram da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astrofísica (OBA).

Para competir, é preciso obrigatoriamente ter uma boa pontuação na OBA para, em seguida, participar de provas seletivas online. Depois, se classificado, o estudante faz um exame presencial.

Aqueles que forem escolhidos passam por treinamentos com astrônomos e especialistas, na cidade de Vinhedo, no interior de São Paulo, junto ao Observatório Astronômico Abraão de Morais, da USP. Eles aprenderem a usar telescópios e também a construir e lançar foguetes de garrafas PET.


Fonte:G1



Mundo

4º Bimestre - Turma 701

Suspeito de enviar pacotes-bomba nos EUA é acusado de 5 crimes federais e pode ser condenado a 48 anos de prisão

Procurador Geral Jeff Sessions diz que acusações ainda podem mudar ou ser ampliadas com avanço da investigação. Digital e DNA encontrado em envelopes enviados a políticos democratas levaram à identificação de Cesar Sayoc.




Cesar Sayoc, preso nesta sexta-feira (26) e suspeito de enviar 13 pacotes com explosivos para políticos ligados ao Partido Democrata e outros críticos do presidente Trump, foi acusado de cinco crimes federais e poderá ser condenado a até 48 anos de prisão.

Segundo o procurador geral, Jeff Sessions, Sayoc irá responder a acusações por transporte interestadual de explosivo, envio ilegal de explosivo, ameaças contra ex-presidentes, ameaça ao comércio interestadual e ataque a oficiais federais e ex-oficiais. Sessions chegou a dizer que a pena seria de até 58 anos, mas depois o Departamento de Justiça corrigiu o número.

“As acusações podem mudar ou ser ampliadas à medida que a investigação avance, mas queremos também ressaltar que qualquer pessoa é inocente até que se prove sua culpa”, declarou Sessions em uma entrevista coletiva na tarde desta sexta.

De acordo com o diretor do FBI, Christopher Wray, a identificação de Sayoc foi possível inicialmente graças a uma digital encontrada no pacote enviado à deputada democrata Maxine Waters, na Califórnia. Além disso, seu DNA também estava presente em outros pacotes.

Wray detalhou ainda que os pacotes continham dispositivos construídos com canos de PVC de cerca de 15 centímetros, um pequeno bloco, uma bateria, e material energético potencialmente explosivo. Segundo o diretor do FBI, o material explodiria se exposto à combinação ideal de calor, choque ou fricção. “Eram explosivos reais”, garantiu.



Segundo a rede CNN, Cesar Sayoc tem 56 anos, mora na Flórida e foi detido várias vezes desde o início dos anos 90. Em 2002, foi preso por "ameaça de bomba" e "ameaça de descarregar dispositivo destrutivo", de acordo com registros do Departamento de Polícia da Flórida.

Sayoc ainda foi preso em 1999 por posse de um veículo roubado. Ele não era uma figura conhecida pelo serviço secreto, disseram várias fontes policiais à rede de TV.

Sayoc é registrado no Partido Republicano. Ele se registrou pela primeira vez para votar na Flórida em 4 de março de 2016.

A televisão americana exibiu imagens do local da prisão em que a polícia apareceu apreendendo uma van cheia de adesivos, alguns deles retratando Donald Trump e Mike Pence.

O presidente Trump elogiou a rapidez das autoridades na captura do suspeito, e voltou a dizer que a violência política não deve ter lugar nos Estados Unidos.


Mais cedo, também nesta sexta, mais três pacotes semelhantes aos anteriores foram encontrados: um na Flórida endereçado ao senador democrata Cory Booker, outro em Nova York, com o nome de James Clapper, ex-Diretor de Inteligência Nacional do governo Obama, e endereçado à sede da rede CNN na cidade, e mais um em Sacramento, na Califórnia, endereçado à senadora democrata Kamala Harris.

Fontes de segurança já haviam dito que acreditavam que alguns dos pacotes foram enviados de um posto na Flórida. As buscas se concentraram em uma agência da cidade de Opa-locka, perto de Miami. Nenhum dos 13 pacotes-bomba encontrados chegou a explodir.

O ator Robert De Niro comentou nesta sexta a entrega do artefato explosivo no imóvel onde funciona seu restaurante e sua produtora, em Nova York. Ele se disse aliviado. "Agradeço a Deus por ninguém ter se ferido e agradeço às bravas e engenhosas forças de segurança e aos policiais por nos protegerem", disse ele.

Poucos dias antes da eleição legislativa americana, o crítico de Trump ressaltou a importância do voto. "Há algo mais poderoso do que bombas, e esse é o seu voto. As pessoas devem votar!”


O que se sabe sobre os pacotes-bomba interceptados nos EUA
Todos eles têm as mesmas características: envelope pardo, seis selos com bandeira dos Estados Unidos e endereço de remetente de Debbie Wasserman-Schultz, deputada democrata pela Flórida, mas com a grafia do sobrenome dela errada.



Os pacotes encontrados antes desta sexta-feira foram endereçados para as seguintes pessoas:

Joe Biden, ex-vice-presidente do governo de Barack Obama (dois pacotes foram endereçados em seu nome)

Robert De Niro, ator e produtor

Barack Obama, ex-presidente

Hillary Clinton, ex-secretária de Estado

John Brennan, ex-diretor da CIA, cujo nome estava em pacote mandado para a CNN

Eric Holder, ex-secretário de Justiça (o pacote não chegou ao seu endereço e retornou ao endereço de Debbie Wasserman-Schultz na Flórida)

Maxine Waters, deputada democrata da Califórnia (dois pacotes foram enviados em seu nome)

George Soros, investidor (caso ocorrido na segunda-feira)




Fonte: G1




segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Ciências

4º Bimestre - Turma 701


A rara e altamente mortal ameba que vive em lagos e come 'cérebro' humano

Meningoencefalite amebiana primária é letal em 97% dos casos; Espanha e Argentina tiveram registros neste ano.



Casos recentes fizeram alguns países se depararem com uma infecção cerebral de nome difícil, ocorrência rara e alta letalidade: a meningoencefalite amebiana primária.

No mês passado, um surfista morreu após contrair a infecção, decorrente de uma ameba (um tipo de organismo unicelular), em uma piscina de ondas no Texas, Estados Unidos.

Na Argentina, este ano, um menino de oito anos contraiu a ameba e perdeu a vida depois de ter nadado em uma lagoa.

Também no início deste ano, uma menina de dez anos sobreviveu à infecção do parasita após contraí-la em uma piscina municipal da Espanha - neste caso, uma rara ocasião em que a vítima resiste, já que 97% dos casos de meningoencefalite amebiana primária são letais.

Afinal, do que se trata este mal de nome complicado?


Por que a bactéria se alimenta de 'cérebros'?
De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), a ameba Naegleria fowleri é um microrganismo que vive em ambientes úmidos, como solos mais encharcados e fontes de água fresca, doce e morna - como rios e lagoas. Em casos de menor incidência, esses microrganismos podem ser encontrados também em piscinas com tratamento de cloro inadequado ou na água de torneira aquecida.

Segundo o CDC, a presença dessa ameba em ambientes aquáticos doces é comum, mas as infecções são raras - não há ainda métodos e métricas satisfatórias para quantificar a incidência da meningoencefalite amebiana primária no material líquido e a ligação disso com a contaminação em humanos.

Quando ocorre, a infecção se dá com a entrada da água contaminada no corpo pelo nariz.

É desta forma que o parasita chega ao cérebro e ataca o tecido cerebral. Daí o nome pelo qual esse organismo é conhecido: "a ameba que come cérebros". A alimentação basal delas, porém, conta com bactérias encontradas nos sedimentos de regiões alagadas.

Temperaturas quentes favorecem o desenvolvimento do microrganismo: por isso, a maioria dos casos ocorre no verão.

Os sintomas iniciais se parecem com os de uma meningite bacteriana, como dor de cabeça, febre e náusea; com a piora, podem surgir torcicolo, perda de equilíbrio e convulsões.

Segundo o CDC, estão descartadas infecções por meio da ingestão pela boca de água contaminada ou do contato entre pessoas.

Existe tratamento?

Felizmente, trata-se de uma infecção rara.

De acordo com o CDC, apenas 143 pessoas contraíram essa infecção nos Estados Unidos entre 1962 e 2017. No entanto, somente quatro sobreviveram.

"Houve 34 registros de infecções nos Estados Unidos nos 10 anos entre 2008 e 2017, apesar das milhões de exposições à àgua em atividades recreacionais a cada ano. Como comparação, nos 10 anos entre 2011 e 2010, houve mais de 34 mil mortes por afogamento no país", diz o site do órgão.

No Brasil, estudos da década de 80 indicaram registros de cinco casos da infecção no país. Mas, segundo o parasitologista Danilo Ciccone Miguel, os dados disponíveis não permitem afirmar com convicção que eles foram decorrentes da Naegleria fowleri. Apenas um destes casos foi submetido a uma análise mais precisa.

"O caso descrito e confirmado por métodos imunológicos para detectar a presença da ameba em cortes de cérebro foi de um paciente no Rio de Janeiro e realizado post-mortem. Não há artigo para este relato, apenas uma descrição do caso foi publicada em uma conferência no Colorado, Estados Unidos, em 1983", escreveu à BBC News Brasil por e-mail Miguel, professor e pesquisador do Instituto de Biologia da Unicamp.

"A demora no diagnóstico aliada à rápida evolução da doença tornam a confirmação da etiologia (o estudo das causas) bastante complicada. Logo, acredita-se na subnotificação de casos não só no Brasil, como no mundo todo".

O pesquisador brasileiro conta ainda que, no país, amostras coletadas em piscinas e lagos artificiais em locais como Porto Alegre e Rio de Janeiro já detectaram a presença de diferentes amebas que podem causar outras doenças no homem. É o caso das acantamebas, que podem gerar ceratite (inflamação da córnea), encefalite (levando à inflamação e inchaço do cérebro) e infecções na pele.

"Contudo, sem dúvida, a espécie Entamoeba histolytica é a mais comum no Brasil e no mundo. É responsável por causar amebíase intestinal e extra-intestinal no homem", explica o pesquisador, lembrando que a amebíase também pode ser fatal.

Rituais acendem alerta em países como o Paquistão


Para tratar a meningoencefalite amebiana primária, costuma-se usar uma droga antiparasitária chamada miltefosina. Em 2013, essa medicação salvou duas vidas.

Neste ano, a menina de dez anos que sobreviveu à ameba na Espanha também foi tratada com antiparasitários, já que antibióticos não funcionam nesses casos.

Por aspectos culturais, a infecção exige uma maior atenção em países como o Paquistão, em que rituais de ablução (purificação na água) aumentam a probabilidade do contato do nariz com a água contaminada.

Quando se trata da prevenção, o recomendado é que se mantenha a água distante do nariz ao nadar e mergulhar em água doce, seja cobrindo o nariz com a mão, deixando-os fora da água ou usando itens para cobrir os orifícios.


Fonte:G1





sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Ética e cidadania

3º Bimestre - Turma 701

Brasileiros solidários abrem casas para desconhecidos que fogem de furacão nos EUA

Em grupos de Facebook, moradores de três estados americanos tentam se preparar para a chegada de Florence, que promete inundações e devastação.



Uma onda de solidariedade criada por brasileiros tem se espalhado antes da chegada do furacão Florence, que se aproxima de três estados americanos e ameaça provocar inundações, desabastecimento e mortes, segundo autoridades americanas.

"Bom dia, moro em Tampa. Se alguém precisar de abrigo porque não tem para onde ir por conta do furacão, minha casa está aberta. Me chama em inbox."

"Bom dia, moro em Orlando. Alguma família precisando de abrigo para o furacão, me chame no inbox. Posso receber ate 2 familias em meu apartamento."

"Sou da Virgínia, mais pro interior, se alguma família não tiver pra onde ir eu ofereço minha casa. Deus guarde todos vocês."

"Ei gente! Moro em Danbury/Connecticut, se alguém precisar de abrigo podem me chamar."

As mensagens surgiram em grupos no Facebook criados por brasileiros que vivem na Carolina do Sul, Carolina do Norte e na Virgínia, principais estados na rota do fenômeno descrito como "extremamente perigoso" e "catastrófico" que deve chegar ao continente até esta sexta-feira.

Em comum, os brasileiros que decidiram abrir seus lares para receber pessoas que fogem do furacão têm a lembrança de situações passadas, quando eles próprios precisaram deixar suas casas em busca de abrigo em ginásios, escolas ou casas de parentes.

Autora de um dos convites, a auxiliar de limpeza baiana Ana Souza, que vive com o marido há 17 anos na Flórida, precisou deslocar os móveis da sala do apartamento alugado onde o casal vive para abrir espaço a pelo menos 8 colchões infláveis que já começam a receber famílias em fuga.

Memória do caos



"Eu passei por isso o ano passado e sei como é difícil", conta Souza à reportagem.

"Tem muita gente precisando, gente que não tem condições mesmo. Então, eu senti vontade de pelo menos fazer um pouco e não tem problema nenhum abrir as portas da minha casa. Se pudesse eu ajudaria mais, porque tem gente que nem gasolina pra vir para outro estado tem. É muito difícil."

Moradora de Tampa, na Flórida, ela encarou em casa a passagem do furacão Irma, em agosto de 2017, que deixou um rastro de destruição e pelo menos 40 mortos no Caribe e outros 50 na Flórida.




"Foi muita chuva, vento muito forte, muitas árvores quebradas", lembra. "Meu marido fechou todas as janelas com madeira. Compramos muita comida e água, mas, graças a Deus, o furacão não passou por aqui e foi desviado."

Os primeiros hóspedes já chegaram: a família da dona de casa cearense Maria de Oliveira, que trouxe o marido, veterano militar e portador de deficiência, a filha de 13 anos e dois cachorros.

"É uma pessoa com um coração muito grande. Abrir a porta da casa para gente que ela não conhece em uma situação dessa é difícil. São muito poucas pessoas que têm coragem e coração para isso", diz Oliveira por telefone, enquanto se alojava no colchão inflável.

Moradora de Lumberton, na Carolina do Norte, ela própria já é veterana de furacões.

"O furacão Mathew (2016) foi minha primeira experiência. Eu nunca tinha passado por algo do tipo. Ficamos 7 dias sem energia e água", diz.

Imigrantes ilegais



Outra brasileira, que prefere não ter o nome divulgado, também abriu as portas da casa em Orlando e pretende oferecer abrigo a imigrantes em situação irregular nos EUA.

"Quase todo ano passa furacão aqui, alguns mais fortes e outros menos. No ano passado, eu não estava preparada para receber o Irma. Tinham me dito que seria tranquilo mas um dia, de madrugada, recebemos um alerta para evacuar tudo nas próximas horas. Eu não sabia o que fazer, para onde ir, e vi num grupo uma pessoa de Atlanta oferecendo abrigo. Ela me recebeu", conta.

"Assim como recebi ajuda no ano passado, quis estender isso a outras famílias porque sei que o risco é muito grande. Muita gente não tem ninguém próximo para acolher, outros estão ilegais e ficam com medo de ir para abrigos", diz a brasileira, que receberá 10 pessoas na casa em que vive com o filho e o marido.

"Não estou preocupada com a documentação de quem vem. 90% dos brasileiros que moram aqui já estiveram em algum momento em situação ilegal, e este foi o meu caso também. Isso para muitos é um status temporário e não cabe a ninguém julgar isso."

Os visitantes também serão alojados em colchões infláveis no quarto do filho da brasileira.

"Eles vão ficar confortáveis. Fico feliz. É uma corrente que vira, sabe?"

Geradores emprestados



Além de abrirem as portas de casa, brasileiros têm oferecido outros tipos de auxílio aos conterrâneos.

A família da empresária mineira Veríssima Saias, que vive em Myrtle Beach, bem no caminho do furacão, na Carolina do Sul, decidiu adiantar as férias e seguir para um resort na Flórida.

"Recebemos aviso de evacuação. A partir das 2h da tarde, ninguém mais entra ou sai da cidade", diz. "Carreguei documentos, roupa do corpo, e o resto ficou tudo para trás."

Donos de caminhões e uma empresa de construção civil, eles tentaram convencer funcionários e conhecidos a deixar o local, mas não tiveram sucesso.

"Muita gente saiu, muitos amigos, mas alguns poucos ficaram. Tentei ajudar algumas pessoas, mas elas recusaram. Muitos com animais de estimação quiseram ficar"

No furacão do ano passado, ela conta, a família ficou sem energia elétrica por duas semanas.

A forma encontrada para ajudar os que ficaram foi ceder energia elétrica.

"Emprestamos todos os geradores de energia da empresa para os funcionários. Vários ainda estavam nas caixas", conta.

Os equipamentos garantirão eletricidade para motoristas de caminhão, pedreiros e ajudantes. "A lei do retorno é como o mar. A maré sempre traz de volta", diz Saias.

A família de 6 pessoas havia acabado de terminar a construção de sua casa de 400 metros quadrados, em uma região nobre.

"Temos seguro", afirma. "Vão-se os anéis, ficam os dedos."

Florence



Prestes a chegar à Costa Leste dos EUA, o furacão Florence pode "matar muita gente", segundo as autoridades locais.

Em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (13), o administrador da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema), Brock Long, disse que as tempestades podem trazer inundações catastróficas para as áreas do interior.

Nesta quarta-feira, o furacão teve sua intensidade rebaixada para uma tempestade de categoria 2 (com ventos de 165 km/h).

Segundo Long, enquanto a velocidade do vento diminuiu, a área de impacto se ampliou e as previsões de chuva se mantiveram inalteradas.

O nível previsto por meteorologistas para a água das enchentes pode chegar a até 4 metros.

"É uma tempestade muito perigosa", disse Long. "Inundações no interior matam muitas pessoas, infelizmente, e é isso que estamos prestes a testemunhar."


Fonte: G1

Ciências

3º Bimestre - Turma 701


Como o Japão pretende levar pessoas ao espaço de elevador

País prepara primeiros testes para a construção de uma estrutura que viajará a 200 km/h e será capaz de transportar 30 pessoas.




Parece ficção científica, mas é um plano concreto: um elevador que leva pessoas até o espaço. O projeto vem do Japão, que quer ser o primeiro país do mundo a transportar viajantes dessa maneira.

A ideia é construir um elevador capaz de transportar até 30 indivíduos dentro de um contêiner em forma oval que se moverá a 200 km/h em trajeto de oito dias. Um motor elétrico impulsionaria a cabine através do cabo, que teria um comprimento total de 96 mil km.

Para tanto, o país deve lançar um teste, o primeiro do tipo no espaço. Um foguete com um mini-elevador de 10 cm será lançado da ilha japonesa de Tanegashima e, quando chegar ao espaço, viajará por um cabo de 10 metros suspenso entre dois mini satélites.

O teste estava previsto para dia 10 de setembro, mas a previsão de chegada do tufão Jebi atrasou seu lançamento.

Os responsáveis pelo projeto, que pretende chegar até a Estação Espacial Internacional, a 400 km de altura, são uma equipe de especialistas da faculdade de Engenharia da Universidade Shizuoka. No teste, uma câmera acoplada registrará cada um dos movimentos.

Mas essa ideia não é nova. Cientistas sonham com ela há décadas.


Velocidade máxima


Em 1895, o físico russo Konstantin Tsiolkovsky ficou deslumbrado com a Torre Eiffel, em Paris. E pensou que poderia usar uma estrutura similar para lançar corpos aos espaço.

A ideia era usar a força centrífuga da rotação do planeta, como se fosse uma corda amarrada a uma bola de futebol que gira, para impulsionar a estrutura.

Mas como concretizar essa ideia?

Os cientistas japoneses confiam em seu sistema, desenvolvido pela empresa Obayashi Corporation com custos de de quase US$ 9 milhões (cerca de R$ 38 milhões).




"Nossos especialistas em construção, clima, dinâmica do vento e design dizem que é possível", disse um porta-voz da empresa quando o projeto estava em sua fase inicial.

Espera-se que ele esteja pronto para ser lançado até o ano 2050.


"Em teoria, um elevador espacial é altamente plausível. As viagens espaciais podem tornar-se algo popular no futuro", disse Yoji Ishikawa, que dirige a equipe de pesquisa.


Nem todos estão de acordo.

Ventos contrários

O maior desafio é encontrar material suficientemente forte para enfrentar a gravidade e os ventos da atmosfera. Por isso os projetos até agora propõem nanotubos de carbono, material muito mais forte que aço.

A Nasa e a Agência Espacial Europeia também querem tornar viável a ideia do elevador espacial – o físico americano Bradley C. Edwards disse que é preciso pelo menos mais 20 anos para construí-lo.

Em 2009, a Agência Espacial Europeia mostrou um protótipo do objeto na Segunda Conferência Internacional de Elevadores Espaciais.

Mais tarde, a empresa canadense Thoth Technology Inc. conseguiu obter uma patente nos Estados Unidos para criar um torre inflável de 20 km de altura que alcançaria o mesmo propósito.

Para o empresário Elon Musk, que tem uma empresa de exploração espacial, a SpaceX, a ideia é "extremamente complicada".

"Não acho que seja realista criar um elevador espacial. Seria mais fácil construir uma ponte de Los Angeles a Tóquio", disse em uma conferência no MIT.


Fonte: G1










quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Mundo

3º Bimestre - Turma 701






Meninos resgatados de caverna e mergulhadores são homenageados em evento de gala na Tailândia

Jovens também responderam perguntas de jornalistas e do público em shopping center de Bangcoc. Exposição interativa reproduz cenário da caverna onde ficaram presos.




Os 12 meninos e seu treinador que ficaram presos por quase três semanas em uma caverna inundada no norte da Tailândia tiveram um dia agitado na capital Bangcoc nesta quinta-feira (6).

Eles foram convidados de honra em uma recepção de gala ao ar livre oferecida pelo primeiro-ministro Prayuth Chan-ocha e sua esposa, que homenagearam os envolvidos no resgate perigoso e dramático dos membros do time de futebol “Javalis Selvagens”.



Antes, porém, falaram para repórteres e público em uma exposição em um dos maiores shoppings de Bangcoc.

A exposição apresenta uma reprodução da caverna com sons simulados de água escorrendo. Equipamentos usados por equipes de resgate e outros itens estão em exibição.



Psicólogos recomendaram que os garotos fizessem um descanso pausa de seis meses após o resgate, em julho, por causa de sua saúde mental. Mas o governo militar da Tailândia, ávido por compartilhar a glória da boa notícia, os convocou para apresentações públicas e entrevistas.

Outros esforços para promover sua história incluíram a construção de um museu e a consagração como herói nacional do ex-membro da marinha tailandesa que morreu enquanto mergulhava na caverna, entregando tanques de oxigênio.


Polêmica com Elon Musk


Uma exceção à sensação de bem-estar tem sido uma disputa entre o empresário de tecnologia americano Elon Musk e um especialista em desmoronamento britânico, Vernon Unsworth, cujos conselhos e experiência foram considerados cruciais para a operação de resgate.






Unsworth criticou como ostentação uma sugestão de Musk, o CEO da Tesla, Inc., para emprestar um mini-submarino para o esforço de resgate, e Musk respondeu no Twitter com comentários sugerindo que o britânico era um pedófilo.

A questão foi revivida na semana passada, quando Musk - questionado sobre a ameaça de um processo por difamação - reduziu suas acusações, sugerindo em e-mails ao site de notícias BuzzFeed que Unsworth era um “estuprador infantil” e se mudou para o norte da Tailândia para tomar “uma noiva que tinha cerca de 12 anos na época”. Ele não forneceu nenhuma evidência.

Unsworth, que participou da recepção de gala desta quinta-feira, se recusou a comentar sobre assuntos relacionados a Musk.

O porta-voz adjunto do governo, Weerachon Sukhondhapatipak, que organiza as aparições dos meninos, respondeu com preocupação aos comentários de Musk, destacando a Tailândia como um destino para turistas sexuais.

“Quando há esse tipo de percepção, não devemos ignorar isso. Isso reflete nossa imagem, que precisamos consertar. Nós não vamos culpá-lo e dizer "Oh, ele disse todas essas coisas ruins", disse ele. "Devemos pegar essas informações e usá-las para fazer mudanças".


Acesso controlado

Para os meninos, a maioria adolescentes, a controvérsia de Musk não é sequer mencionada. Eles são cuidadosamente guiados por um comitê do governo tailandês criado para controlar quem tem acesso a eles à medida que atraem a atenção dos cineastas e da mídia.



Pelo menos cinco deles disseram mais ou menos as mesmas palavras no fórum do shopping de quinta-feira: "minha vida é a mesma, mas mais pessoas estão se aproximando de mim".

Os rapazes detalharam muito a sua experiência em uma coletiva de imprensa depois que foram liberados da observação hospitalar após o resgate, e em entrevistas com a rede de televisão americana ABC.

Em sua palestra moderada por Weerachon no shopping Siam Paragon na quinta-feira, eles deram respostas muito concisas. Adul Sam-on reconheceu que a área onde eles estavam hospedados na caverna fedia a urina - a questão das excreções corporais tinha sido assunto de muita conversa nas mídias sociais.

Sem perguntas


Os meninos pareciam não ter conhecimento do conselho inicial do governo para não importuná-los sobre a sua provação.

Adul disse que ficou surpreso quando conheceu autoridades como diplomatas americanos que não perguntaram o que aconteceu na caverna. Ele disse que só mais tarde alguém lhe disse que havia uma proibição de fazer perguntas sobre isso.Seu companheiro de equipe Ekarat Wongsukchan disse que também ficou surpreso por não ter recebido tais perguntas. "Eu comecei a duvidar se eu também estava preso na caverna", disse ele.

O evento “Unidos como um”, organizado pelo governo, fez com que os meninos trocassem as camisas polo amarelas por uniformes escolares tailandeses padrão, consistindo de camisas brancas abotoadas em cima de shorts na altura do joelho. Eles subiram ao palco rigidamente para expressar sua gratidão ao rei Maha Vajiralongkorn Bodindradebayavarangkun e todos os que ajudaram em seu resgate.



Uma banda universitária tocou músicas populares, incluindo "Você nunca vai andar sozinho" e "Somos o mundo" para uma multidão que incluiu militares americanos e australianos uniformizados que ajudaram na missão de resgate


Na sexta-feira, os meninos devem visitar o Grande Palácio de Bangcoc, um importante destino para turistas tailandeses e estrangeiros.

Fonte: G1