sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Ética e cidadania

3º Bimestre - Turma 701

Brasileiros solidários abrem casas para desconhecidos que fogem de furacão nos EUA

Em grupos de Facebook, moradores de três estados americanos tentam se preparar para a chegada de Florence, que promete inundações e devastação.



Uma onda de solidariedade criada por brasileiros tem se espalhado antes da chegada do furacão Florence, que se aproxima de três estados americanos e ameaça provocar inundações, desabastecimento e mortes, segundo autoridades americanas.

"Bom dia, moro em Tampa. Se alguém precisar de abrigo porque não tem para onde ir por conta do furacão, minha casa está aberta. Me chama em inbox."

"Bom dia, moro em Orlando. Alguma família precisando de abrigo para o furacão, me chame no inbox. Posso receber ate 2 familias em meu apartamento."

"Sou da Virgínia, mais pro interior, se alguma família não tiver pra onde ir eu ofereço minha casa. Deus guarde todos vocês."

"Ei gente! Moro em Danbury/Connecticut, se alguém precisar de abrigo podem me chamar."

As mensagens surgiram em grupos no Facebook criados por brasileiros que vivem na Carolina do Sul, Carolina do Norte e na Virgínia, principais estados na rota do fenômeno descrito como "extremamente perigoso" e "catastrófico" que deve chegar ao continente até esta sexta-feira.

Em comum, os brasileiros que decidiram abrir seus lares para receber pessoas que fogem do furacão têm a lembrança de situações passadas, quando eles próprios precisaram deixar suas casas em busca de abrigo em ginásios, escolas ou casas de parentes.

Autora de um dos convites, a auxiliar de limpeza baiana Ana Souza, que vive com o marido há 17 anos na Flórida, precisou deslocar os móveis da sala do apartamento alugado onde o casal vive para abrir espaço a pelo menos 8 colchões infláveis que já começam a receber famílias em fuga.

Memória do caos



"Eu passei por isso o ano passado e sei como é difícil", conta Souza à reportagem.

"Tem muita gente precisando, gente que não tem condições mesmo. Então, eu senti vontade de pelo menos fazer um pouco e não tem problema nenhum abrir as portas da minha casa. Se pudesse eu ajudaria mais, porque tem gente que nem gasolina pra vir para outro estado tem. É muito difícil."

Moradora de Tampa, na Flórida, ela encarou em casa a passagem do furacão Irma, em agosto de 2017, que deixou um rastro de destruição e pelo menos 40 mortos no Caribe e outros 50 na Flórida.




"Foi muita chuva, vento muito forte, muitas árvores quebradas", lembra. "Meu marido fechou todas as janelas com madeira. Compramos muita comida e água, mas, graças a Deus, o furacão não passou por aqui e foi desviado."

Os primeiros hóspedes já chegaram: a família da dona de casa cearense Maria de Oliveira, que trouxe o marido, veterano militar e portador de deficiência, a filha de 13 anos e dois cachorros.

"É uma pessoa com um coração muito grande. Abrir a porta da casa para gente que ela não conhece em uma situação dessa é difícil. São muito poucas pessoas que têm coragem e coração para isso", diz Oliveira por telefone, enquanto se alojava no colchão inflável.

Moradora de Lumberton, na Carolina do Norte, ela própria já é veterana de furacões.

"O furacão Mathew (2016) foi minha primeira experiência. Eu nunca tinha passado por algo do tipo. Ficamos 7 dias sem energia e água", diz.

Imigrantes ilegais



Outra brasileira, que prefere não ter o nome divulgado, também abriu as portas da casa em Orlando e pretende oferecer abrigo a imigrantes em situação irregular nos EUA.

"Quase todo ano passa furacão aqui, alguns mais fortes e outros menos. No ano passado, eu não estava preparada para receber o Irma. Tinham me dito que seria tranquilo mas um dia, de madrugada, recebemos um alerta para evacuar tudo nas próximas horas. Eu não sabia o que fazer, para onde ir, e vi num grupo uma pessoa de Atlanta oferecendo abrigo. Ela me recebeu", conta.

"Assim como recebi ajuda no ano passado, quis estender isso a outras famílias porque sei que o risco é muito grande. Muita gente não tem ninguém próximo para acolher, outros estão ilegais e ficam com medo de ir para abrigos", diz a brasileira, que receberá 10 pessoas na casa em que vive com o filho e o marido.

"Não estou preocupada com a documentação de quem vem. 90% dos brasileiros que moram aqui já estiveram em algum momento em situação ilegal, e este foi o meu caso também. Isso para muitos é um status temporário e não cabe a ninguém julgar isso."

Os visitantes também serão alojados em colchões infláveis no quarto do filho da brasileira.

"Eles vão ficar confortáveis. Fico feliz. É uma corrente que vira, sabe?"

Geradores emprestados



Além de abrirem as portas de casa, brasileiros têm oferecido outros tipos de auxílio aos conterrâneos.

A família da empresária mineira Veríssima Saias, que vive em Myrtle Beach, bem no caminho do furacão, na Carolina do Sul, decidiu adiantar as férias e seguir para um resort na Flórida.

"Recebemos aviso de evacuação. A partir das 2h da tarde, ninguém mais entra ou sai da cidade", diz. "Carreguei documentos, roupa do corpo, e o resto ficou tudo para trás."

Donos de caminhões e uma empresa de construção civil, eles tentaram convencer funcionários e conhecidos a deixar o local, mas não tiveram sucesso.

"Muita gente saiu, muitos amigos, mas alguns poucos ficaram. Tentei ajudar algumas pessoas, mas elas recusaram. Muitos com animais de estimação quiseram ficar"

No furacão do ano passado, ela conta, a família ficou sem energia elétrica por duas semanas.

A forma encontrada para ajudar os que ficaram foi ceder energia elétrica.

"Emprestamos todos os geradores de energia da empresa para os funcionários. Vários ainda estavam nas caixas", conta.

Os equipamentos garantirão eletricidade para motoristas de caminhão, pedreiros e ajudantes. "A lei do retorno é como o mar. A maré sempre traz de volta", diz Saias.

A família de 6 pessoas havia acabado de terminar a construção de sua casa de 400 metros quadrados, em uma região nobre.

"Temos seguro", afirma. "Vão-se os anéis, ficam os dedos."

Florence



Prestes a chegar à Costa Leste dos EUA, o furacão Florence pode "matar muita gente", segundo as autoridades locais.

Em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (13), o administrador da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema), Brock Long, disse que as tempestades podem trazer inundações catastróficas para as áreas do interior.

Nesta quarta-feira, o furacão teve sua intensidade rebaixada para uma tempestade de categoria 2 (com ventos de 165 km/h).

Segundo Long, enquanto a velocidade do vento diminuiu, a área de impacto se ampliou e as previsões de chuva se mantiveram inalteradas.

O nível previsto por meteorologistas para a água das enchentes pode chegar a até 4 metros.

"É uma tempestade muito perigosa", disse Long. "Inundações no interior matam muitas pessoas, infelizmente, e é isso que estamos prestes a testemunhar."


Fonte: G1

Ciências

3º Bimestre - Turma 701


Como o Japão pretende levar pessoas ao espaço de elevador

País prepara primeiros testes para a construção de uma estrutura que viajará a 200 km/h e será capaz de transportar 30 pessoas.




Parece ficção científica, mas é um plano concreto: um elevador que leva pessoas até o espaço. O projeto vem do Japão, que quer ser o primeiro país do mundo a transportar viajantes dessa maneira.

A ideia é construir um elevador capaz de transportar até 30 indivíduos dentro de um contêiner em forma oval que se moverá a 200 km/h em trajeto de oito dias. Um motor elétrico impulsionaria a cabine através do cabo, que teria um comprimento total de 96 mil km.

Para tanto, o país deve lançar um teste, o primeiro do tipo no espaço. Um foguete com um mini-elevador de 10 cm será lançado da ilha japonesa de Tanegashima e, quando chegar ao espaço, viajará por um cabo de 10 metros suspenso entre dois mini satélites.

O teste estava previsto para dia 10 de setembro, mas a previsão de chegada do tufão Jebi atrasou seu lançamento.

Os responsáveis pelo projeto, que pretende chegar até a Estação Espacial Internacional, a 400 km de altura, são uma equipe de especialistas da faculdade de Engenharia da Universidade Shizuoka. No teste, uma câmera acoplada registrará cada um dos movimentos.

Mas essa ideia não é nova. Cientistas sonham com ela há décadas.


Velocidade máxima


Em 1895, o físico russo Konstantin Tsiolkovsky ficou deslumbrado com a Torre Eiffel, em Paris. E pensou que poderia usar uma estrutura similar para lançar corpos aos espaço.

A ideia era usar a força centrífuga da rotação do planeta, como se fosse uma corda amarrada a uma bola de futebol que gira, para impulsionar a estrutura.

Mas como concretizar essa ideia?

Os cientistas japoneses confiam em seu sistema, desenvolvido pela empresa Obayashi Corporation com custos de de quase US$ 9 milhões (cerca de R$ 38 milhões).




"Nossos especialistas em construção, clima, dinâmica do vento e design dizem que é possível", disse um porta-voz da empresa quando o projeto estava em sua fase inicial.

Espera-se que ele esteja pronto para ser lançado até o ano 2050.


"Em teoria, um elevador espacial é altamente plausível. As viagens espaciais podem tornar-se algo popular no futuro", disse Yoji Ishikawa, que dirige a equipe de pesquisa.


Nem todos estão de acordo.

Ventos contrários

O maior desafio é encontrar material suficientemente forte para enfrentar a gravidade e os ventos da atmosfera. Por isso os projetos até agora propõem nanotubos de carbono, material muito mais forte que aço.

A Nasa e a Agência Espacial Europeia também querem tornar viável a ideia do elevador espacial – o físico americano Bradley C. Edwards disse que é preciso pelo menos mais 20 anos para construí-lo.

Em 2009, a Agência Espacial Europeia mostrou um protótipo do objeto na Segunda Conferência Internacional de Elevadores Espaciais.

Mais tarde, a empresa canadense Thoth Technology Inc. conseguiu obter uma patente nos Estados Unidos para criar um torre inflável de 20 km de altura que alcançaria o mesmo propósito.

Para o empresário Elon Musk, que tem uma empresa de exploração espacial, a SpaceX, a ideia é "extremamente complicada".

"Não acho que seja realista criar um elevador espacial. Seria mais fácil construir uma ponte de Los Angeles a Tóquio", disse em uma conferência no MIT.


Fonte: G1










quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Mundo

3º Bimestre - Turma 701






Meninos resgatados de caverna e mergulhadores são homenageados em evento de gala na Tailândia

Jovens também responderam perguntas de jornalistas e do público em shopping center de Bangcoc. Exposição interativa reproduz cenário da caverna onde ficaram presos.




Os 12 meninos e seu treinador que ficaram presos por quase três semanas em uma caverna inundada no norte da Tailândia tiveram um dia agitado na capital Bangcoc nesta quinta-feira (6).

Eles foram convidados de honra em uma recepção de gala ao ar livre oferecida pelo primeiro-ministro Prayuth Chan-ocha e sua esposa, que homenagearam os envolvidos no resgate perigoso e dramático dos membros do time de futebol “Javalis Selvagens”.



Antes, porém, falaram para repórteres e público em uma exposição em um dos maiores shoppings de Bangcoc.

A exposição apresenta uma reprodução da caverna com sons simulados de água escorrendo. Equipamentos usados por equipes de resgate e outros itens estão em exibição.



Psicólogos recomendaram que os garotos fizessem um descanso pausa de seis meses após o resgate, em julho, por causa de sua saúde mental. Mas o governo militar da Tailândia, ávido por compartilhar a glória da boa notícia, os convocou para apresentações públicas e entrevistas.

Outros esforços para promover sua história incluíram a construção de um museu e a consagração como herói nacional do ex-membro da marinha tailandesa que morreu enquanto mergulhava na caverna, entregando tanques de oxigênio.


Polêmica com Elon Musk


Uma exceção à sensação de bem-estar tem sido uma disputa entre o empresário de tecnologia americano Elon Musk e um especialista em desmoronamento britânico, Vernon Unsworth, cujos conselhos e experiência foram considerados cruciais para a operação de resgate.






Unsworth criticou como ostentação uma sugestão de Musk, o CEO da Tesla, Inc., para emprestar um mini-submarino para o esforço de resgate, e Musk respondeu no Twitter com comentários sugerindo que o britânico era um pedófilo.

A questão foi revivida na semana passada, quando Musk - questionado sobre a ameaça de um processo por difamação - reduziu suas acusações, sugerindo em e-mails ao site de notícias BuzzFeed que Unsworth era um “estuprador infantil” e se mudou para o norte da Tailândia para tomar “uma noiva que tinha cerca de 12 anos na época”. Ele não forneceu nenhuma evidência.

Unsworth, que participou da recepção de gala desta quinta-feira, se recusou a comentar sobre assuntos relacionados a Musk.

O porta-voz adjunto do governo, Weerachon Sukhondhapatipak, que organiza as aparições dos meninos, respondeu com preocupação aos comentários de Musk, destacando a Tailândia como um destino para turistas sexuais.

“Quando há esse tipo de percepção, não devemos ignorar isso. Isso reflete nossa imagem, que precisamos consertar. Nós não vamos culpá-lo e dizer "Oh, ele disse todas essas coisas ruins", disse ele. "Devemos pegar essas informações e usá-las para fazer mudanças".


Acesso controlado

Para os meninos, a maioria adolescentes, a controvérsia de Musk não é sequer mencionada. Eles são cuidadosamente guiados por um comitê do governo tailandês criado para controlar quem tem acesso a eles à medida que atraem a atenção dos cineastas e da mídia.



Pelo menos cinco deles disseram mais ou menos as mesmas palavras no fórum do shopping de quinta-feira: "minha vida é a mesma, mas mais pessoas estão se aproximando de mim".

Os rapazes detalharam muito a sua experiência em uma coletiva de imprensa depois que foram liberados da observação hospitalar após o resgate, e em entrevistas com a rede de televisão americana ABC.

Em sua palestra moderada por Weerachon no shopping Siam Paragon na quinta-feira, eles deram respostas muito concisas. Adul Sam-on reconheceu que a área onde eles estavam hospedados na caverna fedia a urina - a questão das excreções corporais tinha sido assunto de muita conversa nas mídias sociais.

Sem perguntas


Os meninos pareciam não ter conhecimento do conselho inicial do governo para não importuná-los sobre a sua provação.

Adul disse que ficou surpreso quando conheceu autoridades como diplomatas americanos que não perguntaram o que aconteceu na caverna. Ele disse que só mais tarde alguém lhe disse que havia uma proibição de fazer perguntas sobre isso.Seu companheiro de equipe Ekarat Wongsukchan disse que também ficou surpreso por não ter recebido tais perguntas. "Eu comecei a duvidar se eu também estava preso na caverna", disse ele.

O evento “Unidos como um”, organizado pelo governo, fez com que os meninos trocassem as camisas polo amarelas por uniformes escolares tailandeses padrão, consistindo de camisas brancas abotoadas em cima de shorts na altura do joelho. Eles subiram ao palco rigidamente para expressar sua gratidão ao rei Maha Vajiralongkorn Bodindradebayavarangkun e todos os que ajudaram em seu resgate.



Uma banda universitária tocou músicas populares, incluindo "Você nunca vai andar sozinho" e "Somos o mundo" para uma multidão que incluiu militares americanos e australianos uniformizados que ajudaram na missão de resgate


Na sexta-feira, os meninos devem visitar o Grande Palácio de Bangcoc, um importante destino para turistas tailandeses e estrangeiros.

Fonte: G1


Política

3º Bimestre - Turma 701



Jair Bolsonaro leva facada durante ato de campanha em Juiz de Fora

Candidato era carregado nos ombros por apoiadores quando homem se aproximou e o feriu na barriga. Bolsonaro foi levado para a Santa Casa da cidade, passou por uma cirurgia no intestino e ficará internado na UTI. Suspeito foi preso.

O candidato do PSL à presidência, Jair Bolsonaro, levou uma facada durante um ato de campanha em Juiz de Fora(MG), na tarde desta quinta-feira (6). Ele era carregado nos ombros por apoiadores quando um homem se aproximou e o feriu na barriga. O agressor foi preso

Bolsonaro foi socorrido e levado à Santa Casa de Misericórdia da cidade. O hospital informou que ele deu entrada na emergência, por volta de 15h40, com "uma lesão por material perfurocortante na região do abdômen". Segundo os médicos, Bolsonaro chegou com a pressão baixa por causa da perda de sangue.

O candidato teve lesões nos intestinos delgado e grosso e passou por uma cirurgia que durou cerca de 2 horas e terminou por volta das 19h40. O estado de saúde dele é estável. Por volta das 19h55, Bolsonaro foi levado para a UTI da Santa Casa de Juiz de Fora, onde passará a noite.

O médico Luiz Henrique Borsato disse que a estimativa é de que Bolsonaro fique de uma semana a 10 dias internado em recuperação. Uma equipe do Hospital Sírio-libanês, de São Paulo, deve chegar ainda nesta noite à cidade mineira para avaliar uma possível transferência de Bolsonaro.

Inicialmente, um de seus filhos, o deputado estadual Flavio Bolsonaro, tinha afirmado que o ferimento era superficial, mas exame indicou a suspeita de uma lesão no fígado.

Na cirurgia, os médicos constataram que não tinha ocorrido lesão no fígado, mas que havia três lesões no intestino delgado – que já foram tratadas. Segundo os médicos, a facada foi profunda e também atingiu a artéria mesentérica, que leva sangue para a intestino.


Os médicos fizeram uma ileostomia, procedimento que conecta o intestino delgado para uma bolsa fora do corpo, evitando que as fezes passem pelo intestino grosso e possam causar uma infecção no local onde foi tratada a perfuração.

Em nota, a Polícia Federal afirmou: "[Bolsonaro] contava com a escolta de policiais federais quando foi atingido por uma faca durante um ato público na cidade de Juiz de Fora (MG). O agressor foi preso em flagrante e conduzido para a Delegacia da PF naquele município. Foi instaurado inquérito policial para apurar as circunstâncias do fato".

Agressor presso
No momento em que foi esfaqueado, Bolsonaro fazia corpo a corpo com eleitores na região do Parque Halfeld. O suspeito de atacar o candidato foi identificado pela PM como Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos. Segundo informações da polícia, após o ataque, ele foi agredido por pessoas que estavam no local.

O advogado de Adélio, Pedro Augusto Lima Possa, disse que seu cliente assumiu a autoria do atentado, e que ele agiu por "motivações religiosas, de cunho político". "Ele não tinha intenção de matar, em momento algum. Era só de lesionar", disse Possa




A polícia fez buscas em um imóvel onde Oliveira morou em Montes Claros, cidade a cerca de 800 km de Juiz de Fora, mas não encontrou nada. O agressor é formado em pedagogia, foi filiado ao PSOL entre 2007 e 2014 e tem passagem na polícia em 2013 por lesão corporal.




Fonte: G1

Educação



3º Bimestre - Turma 701


Professora se dedica a ensinar língua e cultura brasileiras a crianças em Dubai


Ao morar nos Emirados Árabes, ela percebia que alguns pequenos de origem brasileira estavam perdendo sua conexão com o Brasil, por isso criou um projeto para ensinar o idioma, contos e brincadeiras.



Como manter crianças brasileiras que vivem anos num país estrangeiro conectadas à cultura de seu lugar de origem? Residente em Dubai, nos Emirados Árabes, a paulistana Magaly Dias, professora de português do ensino médio, se deparou com esse problema quando mudou para lá, em 2007.

Ela acompanhava o marido a trabalho e, além de cuidar da filha que então tinha 5 anos, passou a dar aulas de português para estrangeiros. Depois de um ano vivendo em Dubai, teve a ideia de fazer um aniversário para a filha com o tema de festa junina – só que a pequena já não sabia do que se tratava a festividade.
“Minha filha já estava estudando em uma escola em que a primeira língua é o inglês, absorvendo a cultura local e se distanciando das raízes brasileiras”, lembra Magaly.


Na concepção da professora, a preservação da língua nativa sempre foi muito importante, por isso, pensou que apenas a conversação em português na rotina familiar e a preservação dos costumes brasileiros manteriam sua filha conectada às raízes.

A mãe começou a perceber que, por mais que a filha tivesse pais brasileiros falando português, o ambiente externo representava algo muito maior. "A criança absorvia muito mais da escola, dos amigos, da TV. É muito comum nos afastarmos da nossa língua quando moramos por muito tempo longe do nosso país”, diz Magaly.


“Decidi fazer alguma coisa para que ela não perdesse o idioma e as referências culturais do Brasil, comecei por leituras intensivas e novas brincadeiras para reforçar as aulas de português. Em uma dessas dinâmicas, minha filha pediu para ler os livros de histórias para os amiguinhos, também de nacionalidade brasileira. As crianças acabaram gostando e isso resultou em novos encontros de leitura na minha casa”, lembra a professora.


O grupo foi aumentando e a professora identificou que as crianças, mesmo sendo filhos de brasileiros, tinham uma proficiência linguística totalmente diferente uma da outra, e algumas delas já estavam perdendo totalmente o idioma.

Ela resolveu preparar um material didático para atender a necessidade de todos. O tempo das atividades era dividido com histórias, contos, apresentações de datas importantes e brincadeiras do universo infantil brasileiro.

Com isso, as crianças compartilhavam entre elas momentos de aprendizado e diversão na mesma língua, fora do convívio dos pais e de suas rotinas familiares.


“Podemos nos unir para preservar as ramificações da nossa terra, para que as crianças olhem para a cultura do seu país natal com afetividade, respeito e amor”, avalia a professora.


Assim foi nascendo em Dubai o projeto voluntário “A hora do Conto”. O grupo era composto por crianças de várias idades.

Como vivenciava uma experiência que flutuava entre dois universos -- o da cultura local e o da tentativa de preservação da cultura brasileira – Magaly passou a pesquisar alguns trabalhos internacionais para entender melhor como trabalhar e construir uma didática apropriada.

Os estudos abriram novos caminhos para projetos internacionais, congressos e encontros.

Em 2016, o projeto Hora do Conto ganhou o Prêmio Itamaraty de Diplomacia Cultural, entregue pelo embaixador do Brasil nos Emirados Árabes.

Há três anos o projeto foi incorporado à LanguageOne, uma organização holandesa com sedes em vários países, inclusive nos Emirados, que preserva a cultura do país de origem da criança através da língua.

A Hora do Conto virou um projeto educativo para fazer parte das atividades da entidade em Dubai, saindo da casa de Magaly. Com o apoio de mais três professoras, e também com a ajuda de sua filha, atualmente o projeto tem aulas semanais bem diversificadas.

As crianças são divididas por faixa etárias em diferentes salas. Elas escrevem em português sobre suas próprias experiências, aprendem gramática, praticam atividades lúdicas e fazem apresentações no auditório da escola ao final do período escolar.

“A língua, quando ensinada, ultrapassa os objetivos gramaticais e vem carregada de sentimento. As crianças nos entendem como pessoas, com a nossa visão de mundo muito própria de um olhar brasileiro. Resgatar a própria vivência cultural e mostrar aos nossos filhos traz a proximidade com nossas raízes”, afirma.



Fonte: G1

Cultura

3º Bimestre - Turma 701




Museu Nacional tem um milhão de peças para compor futuro acervo

São itens de botânica e animais, que estavam em anexos, além de meio milhão de livros. 
Trabalhos de mapeamento digital prosseguem.




Ainda falta muito para a reconstrução do Museu Nacional, mas o acervo do que será exposto já conta com um milhão de itens, além do que será doado nos próximos meses. Essa parte da coleção, de 20 milhões de peças, não foi destruída pelo incêndio do último domingo (2). Estavam em anexos do Museu que não foram atingidos pelas chamas.


"São coleções de botânica, de vertebrados e de invertebrados, além de biblioteca com 500 mil livros de mais de 150 anos", disse nesta quinta-feira (6) Cristiana Serejo, vice-diretora do museu.



No esqueleto que está de pé, prossegue o trabalho de mapeamento digital com drones e um scanner 3D. A "esquadrilha" de robôs voadores ganhou o reforço de um equipamento da Coppe/UFRJ. Agora, são três drones sobrevoando dentro e fora do museu.



O drone da Coppe será usado na lateral direita e nos fundos do prédio. A intenção é verificar onde pode ter peças que possam ser recuperadas e que sejam resgatadas com precisão quando a entrada nos escombros for liberada pela PF e pelo Corpo de Bombeiros.




Protocolos de escavação


Segundo a vice-diretora Cristiana Serejo, o reitor da UFRJ Roberto Leher se reuniu com diretores administrativos para traçar protocolos das escavações.

"É prioridade fazer o escoramento e a cobertura do prédio, para que as equipes técnicas possam entrar para ver o que pode ser recuperado, de forma científica. Também serão montados contêineres para que se possa fazer esse trabalho de identificação e restauração das peças" disse Cristiana, acrescentando que o trabalho da perícia da PF está previsto para terminar no domingo.

A vice-diretora disse também que a Sociedade Brasileira de Zoologia se prontificou a doar equipamento e material para os alunos. E que a intenção é que as aulas sejam retomada na semana que vem, no prédio do Horto.


Doações


Cristiana disse que o Museu Nacional recebeu série de ofertas de outras instituições e museus até do exterior para que o espaço volte a funcionar. E que a direção vai avaliar essas ofertas.


"Vamos aceitar de alguma maneira. O museu vai reabrir com certeza", afirmou.


Cristiana lembrou que grande parte das pesquisas foi salva, já que os departamentos tinham backup do material, e um dos servidores não foi danificado pelo incêndio.



Fonte: G1

Saúde e Bem Estar

3º Bimestre - Turma 701





Mais de 90% das crianças foram vacinadas contra sarampo e pólio; 17 estados ainda não atingiram meta

Campanha foi prorrogada até o dia 14 de setembro. Rio de Janeiro tem menor índice de vacinação.





Mais de 10 milhões de crianças entre um e cinco anos de idade foram vacinadas contra o sarampo e a poliomelite na atual campanha de vacinação do governo. Os dados são do Ministério da Saúde, que informou também que 17 estados brasileiros ainda não atingiram a meta vacinal proposta.


Quem deve ser vacinado contra o sarampo e a pólio?


O Ministério da Saúde quer vacinar 95% das crianças do país desta faixa etária contra estas doenças. Até a quarta-feira (5), 91,3% do público-alvo já havia sido vacinado.

Em todo o país, já foram aplicadas mais de 20,4 milhões de doses das vacinas (aproximadamente metade de sarampo e a outra metade, de pólio).

A campanha foi prorrogada até o dia 14 de setembro. Até lá, o ministério espera que as 976 mil crianças que ainda faltam recebam a vacina.

O Rio de Janeiro continua com o menor índice de vacinação. Veja abaixo a situação dos estados que ainda não atingiram a meta:

  • Rio de Janeiro (76% para o sarampo; 74,4% para a pólio)
  • Roraima (78,6% para o sarampo; 77,8% para a pólio)
  • Distrito Federal (82,9% para o sarampo; 83,3% para a pólio)
  • Piauí (83,5% para o sarampo; 83,8% para pólio)
  • Acre (85,5% para sarampo e pólio)
  • Bahia (87,9% para o sarampo; 88,5% para pólio)
  • Rio Grande do Sul (88,5% para sarampo; 89% para pólio)
  • Amazonas (92% para o sarampo; 89,1% para pólio)
  • Alagoas (89,6% para sarampo e pólio)
  • Tocantins (90% para sarampo e pólio)
  • Rio Grande do Norte (89,8% para o sarampo; 90,4% para pólio)
  • São Paulo (89,7% para sarampo; 90,6% para pólio)
  • Pará (86% para sarampo e pólio)
  • Minas Gerais (91,9% para sarampo; 92,2% para pólio)
  • Paraná (93% para sarampo; 93,6% para pólio)
  • Mato Grosso do Sul (93,4% para sarampo; 93,8% para pólio)
  • Mato Grosso (92,3% para sarampo e pólio)


Todas as crianças entre um e cinco anos devem se vacinar, independentemente da situação vacinal.

"É preciso que os gestores de saúde, bem como pais e responsáveis, se conscientizem da importância da vacinação contra essas doenças. Para estarmos protegidos contra a pólio e sarampo é preciso atingir a meta de 95% nacionalmente”, afirmou o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

Objetivos da campanha

A campanha tem por objetivos:

  • Vacinar quem nunca se protegeu;
  • Completar todo o esquema de vacinação de quem não tomou todas as doses;
  • Dar uma dose de reforço para quem já se vacinou completamente (ou seja, tomou todas as doses necessárias à proteção).

Esse tipo de campanha que inclui o reforço da dose, informa o Ministério da Saúde, acontece de quatro em quatro anos e já estava prevista no orçamento da pasta. Esse ano, no entanto, a campanha é ainda mais importante dada à volta da circulação do sarampo no território brasileiro e a ameaça da poliomielite.

Surto de sarampo

O Brasil teve 8 mortes por sarampo em 2018, informou o ministério. Foram 4 mortes em Roraima (3 estrangeiros e um brasileiro) e 4 no Amazonas (todos brasileiros, sendo 2 do município de Manaus e 2 do município de Autazes). Os estados têm surto da doença e juntos já registraram 1533 casos confirmados de sarampo.


Até o dia três de setembro, foram 1.579 casos de sarampo confirmados em todo país.


Já em relação à poliomelite trata-se de uma precaução, já que 312 cidades estão abaixo da meta preconizada para o controle da doença. Não há, contudo, casos de paralisia infantil no Brasil.


O país erradicou a poliomielite do território em 1994.



Fonte: G1