terça-feira, 16 de abril de 2019

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1º Bimestre - Turma 801



PS5 TERÁ SUPORTE A 8K, RAY TRACING E DRIVE SSD, CONFIRMA SONY

Novo console não chega em 2019


Em entrevista ao Wired, o arquiteto-chefe do PS4, Mark Cerny, revelou uma porção de novidades sobre o próximo console PlayStation -- ainda sem nome oficial, o hardware é chamado entre os fãs de PS5. No texto, a Sony confirma que o console terá suporte a tecnologia Ray Tracing, resolução 8K e substituirá o disco rígido por um drive SSD (Solid-State Drive).

Cerny, que retorna como arquiteto-chefe no PS5, ainda ressalta que o console não chegará em 2019, mas não confirma nenhuma janela de lançamento. Segundo ele, vários estúdios já estão explorando kits de desenvolvimento do console. Por ter sua arquitetura baseada parcialmente no PS4, o novo PlayStation terá retrocompatibilidade com a atual geração do console. O PS5 também vai manter o uso da mídia física e também podemos esperar por games sendo lançados em ambas as gerações (PS4 e PS5), embora Cerny não tenha revelado quais jogos serão.

A CPU do console é baseada na terceira geração do chip AMD da linha Ryzen e contém oito núcleos com a nova 7nm Zen 2 microarquitetura da empresa. Já a GPU terá suporte a Ray Tracing, tecnologia que simula o comportamento dos raios de luz em ambientes 3D, oferecendo reflexos, distorções e outros efeitos realistas. Cerny afirma ao Wired que a aplicação do Ray Tracing no PS5 vai além de implicações gráficas. "Se você quisesse realizar testes para ver se o jogador pode ouvir certas fontes de áudio os se os inimigos podem ouvir os passos dos jogadores, o Ray Tracing é útil para isso", explica Cerny.

Com um drive SSD, o PS5 promete melhorar significativamente a performance do console. Em uma demonstração prática, Cerny comparou a duração de uma viagem rápida no game Marvel's Spider-Man. No PS4 Pro, a ação levou 15 segundos para ser completada, enquanto no devkit do novo PlayStation, foram apenas 0.8 segundos. Além disso, Cerny confirma que o PS5 terá suporte para gráficos em 8K, mas o Wired indica que a empresa está ciente de que o foco atual do mercado ainda está no 4K.

Com um chip AMD, o PS5 também terá uma unidade customizada para áudio 3D, uma característica inédita para a arquitetura dos consoles. "Como um gamer, é um pouco frustrante o fato de que o áudio não mudou muito entre o PS3 e PS4. Com o próximo console, o sonho é mostrar o quão diferente a experiência de áudio pode ser quando aplicamos quantidades significativas de potência de hardware nesse sistema." Confirmando o que foi dito recentemente por um desenvolvedor, Cerny também afirma que o PS5 terá suporte ao modelo atual do óculos de realidade virtual da Sony, o PSVR. Entretanto, ele não confirma se uma nova versão do acessório será produzida para acompanhar o próximo PlayStation.

Há outros detalhes em segredo, incluindo o design do PS5. Vale lembrar que a Sony não estará na E3 2019, então ainda é cedo para supor quando o console será totalmente revelado ao público.


Fonte: ign

Cultura

1º Bimestre - Turma 801

Veja o que foi salvo e o que foi destruído no incêndio da Catedral de Notre-Dame, em Paris
'Santa Coroa', órgão e esculturas de mármore foram preservados. Telhado e 'flecha' não resistiram.

Combinação de fotos mostra o altar da catedral de Notre-Dame antes, em imagem de arquivo de junho de 2018, e depois do incêndio — Foto: Ludovic Marin/AFP/Arquivo; Ludovic Marin/AFP



A destruição provocada pelo incêndio que atingiu a Catedral Notre-Dame de Paris ainda não foi oficialmente avaliada, mas parte de suas relíquias, como a Santa Coroa, puderam ser salvas.

O incêndio começou às 18h50 de Paris na segunda-feira (15) e só foi extinto na manhã de terça-feira (16). Apesar do trabalho intenso dos 400 bombeiros, parte da estrutura foi consumida pelas chamas, que só foram controladas depois de nove horas de incêndio.

Todo o telhado e toda a armação foram destruídos, parte da abóbada e a "flecha" (torre mais alta) caíram. Porém, no geral, a estrutura do prédio resistiu bem, segundo o ministro do Interior da França, Laurent Nuñez.

Coroa


Foto de arquivo de março de 2014 mostra a Santa Coroa durante cerimônia na catedral de Notre-Dame, em Paris — Foto: Philippe Wojazer/Reuters/Arquivo



A Santa Coroa que, segundo a tradição católica foi utilizada por Jesus Cristo antes da crucificação, não sofreu danos. Ela é considerada a relíquia mais valiosa guardada na igreja.

Ela é composta de um "círculo de juncos unidos por fios de ouro, com um diâmetro de 21 centímetros", segundo o site da catedral.

O mesmo foi feito com outras duas relíquias da Paixão de Cristo, como um pedaço da cruz e um prego que teria perfurado seu corpo.





Esculturas de 
mármore

As esculturas em mármore dentro da catedral não foram queimadas, apenas danificadas pela fumaça. Entre elas, a monumental Virgem, de Nicolas Coustou, encomendada por Louis XIV e esculpida entre 1712 e 1728.



Escultura dos apóstolos


Patrick Palem, especialista em restauração patrimonial, caminha pelas estátuas que ficavam ao redor da torre da catedral de Notre-Dame em Paris. Estruturas tinham sido removidas para restauração para ateliê em Marsac-sur-Isle  — Foto: Georges Gobet / AFP

Dezesseis esculturas de cobre representando os 12 apóstolos e quatro evangelistas, que faziam parte da agulha, foram salvas por sorte, segundo a Rádio França Internacional. A catedral estava sendo restaurada desde 2018 e, há cinco dias, as estátuas foram retiradas para reparos.


Vitrais


Foto de arquivo de novembro de 2012 mostra vitral do lado norte de Notre-Dame de Paris  — Foto: Patrick Kovarik / AFP

O porta-voz da Catedral Notre-Dame, André Finot, constatou que os três imensos vitrais da igreja, de 13 metros de diâmetro, chamados de "rosáceas", resistiram. "Essas joias do século XII e XIII nem se mexeram", comemorou o assessor de comunicação do monumento. No entanto, o calor pode ter afetado a cor dos vidros.


Órgão


Órgão na catedral de Notre Dame de Paris, em Paris, em foto de 26 de junho  — Foto: Ludovic Marin / AFP


O imenso órgão da Notre-Dame não foi queimado, o que Vincent Dubois, um dos responsáveis pelo instrumento, considerou "um milagre", em entrevista à rádio France Info.

No entanto, o instrumento ainda deve passar por uma avaliação. Ele acredita que os seus tubos podem ter sido afetados pelo calor e pelos jatos d'água utilizados pelos bombeiros para abater as chamas.

O instrumento deverá ser desmontado e colocado em um local protegido até que o teto da catedral seja reconstruído.

O instrumento, com seus cinco teclados e cerca de 8 mil tubos, foi construído a partir do século XV. Ele foi sendo ampliado progressivamente até alcançar seu tamanho atual no século XVIII.

Ele também sobreviveu à Revolução Francesa sem danos, "com certeza graças à interpretação de músicas patrióticas", segundo o site da catedral.



Túnica de São Luís


A túnica de São Luís, um dos reis mais famosos da França, também escapou das chamas, de acordo com a AFP.



Telhado



A Catedral de Notre-Dame. A "flecha" - a torre mais alta da Catedral - foi destruída no incêndio desta segunda (15). — Foto: Joël Saget/AFP


O telhado da igreja, que datava do século XIII, foi completamente destruído. Com uma centena de metros de comprimento e 13 de largura, o mais antigo da França, esta obra-prima da arquitetura não poderá ser recuperada.

Arquitetos e especialistas da polícia e do governo detectaram “algumas vulnerabilidades” também na estrutura de sustentação do telhado e na ala norte.


‘Flecha’ (Torre mais alta)


Imagens da Catedral de Notre-Dame antes e depois do incêndio desta segunda (15). — Foto: Olivier Morin/Bertrand Guay/Geoffroy van der Hasselt/AFP












Inaugurada em 15 de agosto de 1859, a ‘flecha’ (torre mais alta) desmoronou no início da noite de segunda-feira, diante dos olhos dos parisienses e turistas incrédulos que acompanhavam a tragédia no local.

A estrutura de cerca de 500 toneladas de madeira e 250 toneladas de chumbo chegava a 96 metros de altura. A estrutura é de autoria do arquiteto Eugène Viollet-le-Duc.


Trabalhos de reconstrução


Especialistas dizem que a reconstrução da catedral pode levar décadas. O governo francês já deu início aos trabalhos para viabilizar a restauração do famoso monumento, que recebe 13 milhões de visitantes por ano. A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, lançará oficialmente uma coleta de fundos.

Bilionários e doadores privados estão se mobilizando para financiar a reconstrução da catedral. Duas das maiores fortunas da França, as famílias Arnault e Pinault, anunciaram uma ajuda de € 200 milhões e € 100 milhões, respectivamente.

 — Foto: Infografia: Rodrigo Sanches/G1


Fonte: G1

domingo, 14 de abril de 2019

Ética e cidadania

1º Bimestre - Turma 801


Mulheres surdas não conseguem denunciar violência doméstica por falta de intérpretes

'Nunca tive a possibilidade de me comunicar na minha própria língua', conta uma das portadoras de deficiência auditiva que encontrou dificuldades para denunciar a agressão


Mulheres com deficiência auditiva encontram barreiras ainda maiores Foto: Lari Arantes / .


RIO- Depois de quase cinco anos sofrendo com a violência de seu marido, Carla* precisou de três tentativas — em 2014, 2017 e neste ano — para conseguir encaminhar um pedido de medida protetiva na Delegacia da Mulher do Rio. Sua surdez impedia a comunicação com os funcionários, já que o local não conta com um intérprete para auxiliar portadores de deficiência auditiva. Devido à demora do processo — também por falta de testemunhas —, ela voltou a sofrer agressões e pensou que fosse morrer antes de conseguir a medida.

— Na polícia, não havia intérprete para me auxiliar. Tive de fazer o registro escrito, de um jeito bem informal, fazendo mímica. Me senti exposta — disse ela, por meio de uma intérprete. — Se eu vou até lá é porque realmente estou precisando de ajuda. Tem de haver um apoio humano e tecnológico.

Com a ajuda de uma profissional que se voluntariou para intermediar a comunicação, Carla finalmente conseguiu, no mês passado, que a polícia encaminhasse o pedido à Justiça para restringir o acesso de seu ex-companheiro a ela.

Sua demanda ainda não foi julgada, mas, mesmo se ela conseguir a medida protetiva, diz que continuará desprotegida e dependente de outros caso seu agressor volte a ameaçá-la.

— Eu não tenho autonomia. Se eu vir ele chegando, me ameaçando ou algo do tipo, vou ter que mandar mensagem pedindo para alguém chamar a polícia.

A falta de intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais) em delegacias, hospitais e outros órgãos públicos é uma dificuldade adicional para as deficientes auditivas que precisam registrar agressões domiciliares.

Carla chegou a procurar também a Defensoria Pública do Rio, mas não obteve a ajuda necessária. Segundo Pedro González, coordenador do Núcleo de Atendimento à Pessoa com Deficiência, a DP não disponibiliza um intérprete porque essa obrigação é da delegacia.

A Polícia Civil informou que, embora não haja intérpretes exclusivos para atendimento a portadores de deficiência auditiva, todos os casos são encaminhados para solução. Disse ainda que estuda como melhorar esse tipo de atendimento.

Sem a ajuda do poder público, Carla só conseguiu fazer a denúncia com a ajuda de Lygia Neves, também surda, que encontrou uma tradutora voluntária.

Lygia, que já foi vice-coordenadora da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos, diz que as dificuldades das mulheres surdas são pouco discutidas.

— A Carla conseguiu uma intérprete só porque ela se voluntariou. Não era uma obrigação dela, esses profissionais cobram por hora. O certo seria o governo pagar — afirma Lygia.

Ela destaca a importância das testemunhas, que precisam ter coragem de falar por quem não tem voz na justiça, e afirma que o Rio deveria ter um local especializado para lidar com essas questões, como há em São Paulo e em Belo Horizonte, que têm delegacias para pessoas com deficiência.

No Rio, quem precisa desse auxílio pode recorrer à Central Carioca de Intérpretes de Libras, serviço da prefeitura que funciona sob agendamento. Desde o ano passado, no entanto, a central conta com apenas três intérpretes para atender a todo o município do Rio.


Serviço da prefeitura que disponibiliza intépretes de Libras funciona com número reduzido de funcionários
A Central Carioca de Intérpretes de Libras que tem como missão acompanhar as pessoas com deficiência auditiva e intermediar a comunicação nos órgãos públicos através de tradutores de Libras (Língua Brasileira de Sinais), mas no momento o serviço está paralisado. Por questões contratuais o número de intérpretes foi reduzido, e a central conta agora com apenas três intérpretes para atender todo o município do Rio.

Esse é um serviço da Subsecretaria da Pessoa com Deficiência da Prefeitura do Rio de Janeiro que funciona mediante agendamento, que pode ser feito através do telefone, Whatsapp ou pelos equipamentos acessíveis disponibilizados em dez bairros do município. A pessoa que necessita de intérprete pode solicitar um acompanhamento para diversos locais, como lojas, bancos, hospitais ou delegacias.

A sede funcionava na Subsecretaria da Pessoa com Deficiência, mas por uma questão contratual, foi dividida em polos, atualmente localizados em Vila Isabel, Campo Grande e São Conrado, e conta com apenas três intérpretes para atender toda a demanda da cidade.

A Central Carioca de Intérpretes de Libras informou que costumava contar com cerca de dez intérpretes, e agora funciona com número reduzido devido aos contratos que venceram em agosto do ano passado. A previsão é que haja um chamamento público em julho desse ano. Até lá os tradutores permanecem sobrecarregados e o serviço não opera mais com demanda espontânea, que é o atendimento imediato sem a necessidade de agendamento.

A intérprete Alyne Medeiros, de 30 anos é uma das três que ainda permanecem na Central Carioca de Intérpretes de Libras. Ela disse que, por conta do número reduzido, se um surdo precisa de auxílio com urgência, ela entra em contato com a pessoa que já tem um atendimento agendado para estudar a possibilidade de remarcar para tentar priorizar os casos de denúncia de agressão, por exemplo.

Alyne disse que nunca atendeu um caso de violência contra mulheres surdas, mas sabe que seus companheiros de trabalho já lidaram com isso algumas vezes.


Fonte: G1

Política

1º Bimestre - Turma 801



CCJ da Câmara abre sessão para votar PEC da reforma da Previdência

Após comissão concluir fase de debates na noite desta terça (16), governistas querem tentar aprovar relatório que recomenda admissibilidade do texto. Oposição quer tentar adiar votação.


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara abriu às 10h49 desta quarta-feira (17) a sessão convocada para votar o parecer do deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG) que recomenda a admissibilidade no parlamento da proposta da reforma da Previdência.

A sessão teve início quando 59 dos 66 integrantes da comissão já haviam registrado presença. O quórum para abrir a reunião era de 34 deputados.

Só a partir da conclusão desta fase, que assegura que o texto é constitucional, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera as regras de aposentadoria poderá ter andamento no Congresso Nacional.

A oposição madrugou na porta do plenário da CCJ para assegurar os primeiros lugares na fila de acesso ao recinto. Pelo regimento interno da Câmara, os requerimentos têm que ser votados conforme a sua ordem de apresentação.

A intenção da oposição era apresentar o chamado "kit obstrução", como são chamados os recursos regimentais para atrasar a tramitação de propostas. Entre as ações de obstrução estão, por exemplo, os pedidos de adiamento da votação e de inversão da pauta, para que seja feita a leitura da ata antes da votação.

A proposta de reforma da Previdência enviada ao parlamento em fevereiro pelo governo Jair Bolsonaro é considerada crucial pela equipe econômica para a recuperação das contas públicas.

Confusão no plenário


A reunião desta quarta-feira da CCJ começou em clima tenso. A oposição fez diversos questionamentos sobre os procedimentos, mas todos foram rejeitados pelo presidente da comissão, deputado Felipe Francischini (PSL-PR).

Com maioria na comissão, deputados favoráveis à PEC da Previdência conseguiram aprovar um requerimento para inverter a ordem dos trabalhos e, com isso, pular a etapa de leitura da ata.

Em protesto à derrubada de seus requerimentos pelo presidente da CCJ, deputados oposicionistas cercaram a mesa de Francischini, gerando um tumulto no plenário.


Fase de debates

Após sofrer atrasos em razão de pressões dos partidos do Centrão para analisar prioritariamente a PEC do Orçamento Impositivo, a análise do relatório de Marcelo Freitas ocorreu nesta terça-feira (16). A sessão se estendeu por mais de 12 horas.

Nos últimos dias, a previsão dentro da Câmara era de que a fase de discussão do parecer da PEC da Previdência na CCJ iria levar mais de um dia por conta do grande número de deputados inscritos para debater o relatório.

Inicialmente, havia mais de cem inscritos para discursar, o que, pelos cálculos de técnicos da comissão, poderia ultrapassar 20 horas, inviabilizando a votação do parecer ainda nesta semana.

Ao longo desta terça-feira, parlamentares favoráveis à reforma da Previdência – principalmente integrantes da bancada do PSL, partido de Bolsonaro – adotaram a estratégia de abrir mão do tempo a que teriam direito para discursar e conseguir agilizar o andamento dos trabalhos.

Com essa manobra governista, a fase de debates na CCJ foi encerrada na noite desta terça-feira. Ao todo, cerca de 90 deputados discursaram no plenário da comissão (55 contrários; 19 favoráveis; 14 líderes). O enxugamento no número de oradores permitiu que fosse convocada para esta quarta-feira a votação da proposta.

Fonte: G1





Educação

1º Bimestre - Turma 801


Projeto de lei que pretende regulamentar a educação domiciliar no Brasil prevê provas anuais e cadastro no MEC

Medida visa criar regras para quem prefere educar os filhos em casa. Antes de entrar em vigor, o texto precisa tramitar no Congresso.


O projeto de lei com as regras que pretendem regulamentar a educação domiciliar no Brasil prevê provas anuais de certificação de aprendizagem e cadastro dos estudantes no Ministério da Educação (MEC).

O texto, que ainda precisa tramitar no Congresso para entrar em vigor, foi divulgado nesta quinta (11) pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Pela manhã, o presidente Jair Bolsonaro assinou o projeto em um evento sobre os 100 dias de governo.

A educação domiciliar é uma modalidade de ensino em que pais ou tutores assumem o processo de aprendizagem das crianças, ensinando a elas os conteúdos ou contratando professores particulares para isso. No entanto, não há regras para a prática.

Em setembro de 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que, com a atual legislação, os pais não podem tirar filhos da escola para ensiná-los em casa. Entretanto, a maioria dos ministros admitiu que a prática poderá se tornar válida se for aprovada uma lei que permita avaliar não só o aprendizado, mas também a socialização do estudante educado em casa.



Ministros em sessão do STF que julgou ação sobre educação dos filhos pelos pais em casa — Foto: Carlos Moura/SCO/STF


Agora, o projeto de lei traz, segundo o governo, "os requisitos mínimos que os pais ou responsáveis legais deverão cumprir para exercer esta opção, tais como o cadastro em plataforma a ser oferecida pelo Ministério da Educação e possibilidade de avaliação".

Confira os principais pontos:

Garante aos pais a liberdade de optar entre a educação escolar ou domiciliar

Exige o cadastro obrigatório dos estudantes em uma plataforma do Ministério da Educação

O MEC fará análise e aprovação do cadastro

Para se cadastrar no MEC, os pais precisam apresentar certidão com antecedentes criminais e a carteira de vacinação atualizada

Os estudantes precisarão fazer provas anuais de avaliação da aprendizagem.

Se as crianças forem reprovadas por dois anos seguidos, ou três anos não consecutivos, os pais perderão o direito de educar os filhos nesta modalidade

É preciso apresentar um plano pedagógico individual proposto por pais ou responsáveis legais

Os pais ou os responsáveis legais deverão manter registro periódico das atividades pedagógicas do estudante


Principais pontos do projeto de lei da educação domiciliar — Foto: Igor Estrela/Arte G1


Equilíbrio


O objetivo, de acordo com o projeto, é assegurar "a isonomia de direitos entre os estudantes em educação escolar e os estudantes em educação domiciliar". Isso porque, segundo a Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned), as famílias e estudantes relatavam preconceito por serem adeptos desta modalidade.

O texto prevê que os estudantes da educação domiciliar poderão participar de "concursos, competições, avaliações nacionais instituídas pelo Ministério da Educação, avaliações internacionais, eventos pedagógicos, esportivos e culturais, incluídos aqueles em que for exigida a comprovação de matrícula na educação escolar como requisito para a participação", diz o documento.

No artigo 205, a Constituição trata a educação como um “direito de todos e dever do Estado e da família”, a ser “promovida e incentivada com a colaboração da sociedade”. O objetivo é o “pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê que os menores tenham "acesso à escola pública e gratuita próximo de sua residência".

De acordo com o governo, o projeto de lei pretende preencher a lacuna legal para que os adeptos da educação domiciliar não sejam recriminados por abandono intelectual.

Críticas e debate

As críticas mais comuns ao método são sobre a possibilidade de a criança ter uma socialização mais restrita e não ter acesso a outras formas de ver o mundo. Outras dizem respeito à proteção dos menores, já que a escola geralmente identifica violências praticadas dentro de casa contra as crianças.

Para Cesar Callegari, sociólogo, membro do CNE e ex-secretário de Educação Básica do MEC, o projeto deve ser rejeitado no Congresso.

"A não ser em casos excepcionais já previstos nas normas nacionais em vigor, a educação domiciliar é prejudicial à formação integral das crianças e jovens e afronta um importante direito estabelecido pela recém aprovada BNCC." - Cesar Callegari, ex-secretário de Educação Básica do MEC

Para Carlos Vinícius Reis, diretor-executivo da Associação Nacional da Educação Domiciliar (Aned), a questão da socialização é um mito.

"Na escola, as crianças ficam restritas a um grupo. Na educação domiciliar, ela pode ir a museus, praticar atividades esportivas, ter acesso a mais de um grupo de socialização" - Carlos Vinícius Reis, diretor-executivo da Aned


Famílias que são críticas aos métodos atuais de educação estão se voltando à educação domiciliar — Foto: Divulgação


Fonte: G1

sábado, 6 de abril de 2019

Saúde

1º Bimestre - Turma 801

A dieta moderna mata mais do que o cigarro, alerta estudo
A má alimentação aumenta o risco de obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e câncer - problemas que somam 11 milhões de mortes por ano

Item Alimentação e Bebidas é o motor da inflação em novembro


A alimentação diária seguida por grande parte da população mundial é responsável por mais mortes do que o cigarro, alerta estudo publicado na quinta-feira no periódico científico The Lancet. O relatório indica que uma em cada cinco mortes ocorridas em 2017 estava associada ao consumo excessivo de sal, açúcar ou carne, ou por carência de cereais integrais e frutas. Os pesquisadores ainda destacaram que a má alimentação aumenta o risco de obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e câncer – problemas que juntos somaram 11 milhões de mortes em 2017.

A pesquisa está alinhada com outros dois estudos publicados em janeiro que ressaltaram o vínculo entre alimentação, meio ambiente e mudança climática. “Estes três fenômenos interagem: o sistema alimentar não é apenas responsável pelas pandemias de obesidade e desnutrição, como também gera entre 25% e 30% das emissões de gases do efeito estufa”, escreveram os cientistas. Mas, ao contrário do estudo sobre a dieta da saúde planetária que insistia na redução drástica no consumo de carne e ovos, por exemplo, o novo relatório está longe da privação, indicando apenas a adição de alimentos mais saudáveis à dieta.

Para chegar a esses resultados, a pesquisa analisou quase vinte anos de dados dietéticos de 195 países, além de estudos epidemiológicos sobre riscos e benefícios para a saúde relacionados à nutrição, rastreando também morte prematura e deficiências provocadas por mais de 350 doenças.


Fonte: Veja

Mundo

1º Bimestre - Turma 801



Ajuda humanitária às vítimas do ciclone Idai é alvo de roubos em Moçambique

Justiça local está investigando os casos e três pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no esquema.

Água começa a retroceder após inundações causadas pelo ciclone Idai em Moçambique — Foto: REUTERS/Mike Hutchings

A Justiça de Moçambique anunciou na sexta-feira (5) ter aberto uma série de investigações sobre roubo e desvio da ajuda humanitária enviada em caráter de emergência e que deveria ser distribuída às vítimas do ciclone Idai, que deixou quase 600 mortos no país. "É um crime grave", afirmou Joaquim Tomo, porta-voz do escritório do procurador da província de Sofala.

Três pessoas já foram presas, acusadas de roubar sacos de arroz, farinha, feijão e soja. "Continuamos a receber várias denúncias sobre roubo de alimentos. Estamos investigando cada uma dessas acusações", reiterou.

O diretor do Instituto Moçambicano de Gestão de Situações de Emergência, Augusto Maita, desmentiu na sexta-feira o envolvimento de seus funcionários no caso. "O perigo dessa onda de desinformação é que ela pode colocar em questão a confiança nas instituições do governo por parte daqueles que precisam dessa ajuda", diz.

Depois da passagem do ciclone Idai, em meados de março, ONU fez um apelo por doações da ordem de € 250 milhões em todo o mundo, o que foi rapidamente atendido por diversos países e ONGs. O coordenador da ajuda humanitária da ONU no local, Sebatian Stampa, garante que a ajuda humanitária está sendo repassada aos necessitados. "Distribuímos alimentos a mais de 500 mil pessoas, então, é claro que em alguns casos essa ajuda é recuperada por alguns que não precisam", reconheceu.

Balanço de vítimas é revisado para 843 mortos

O balanço de vítimas da passagem do ciclone Idai pela África Austral foi revisado para 843 mortos em Moçambique, Zimbábue e Malaui. O anúncio foi feito neste sábado (6) pelo escritório da ONU de Coordenação para Casos Humanitários. O maior número de vítimas é contabilizado em Moçambique, que registrou 598 mortos e mais de 1.640 feridos até o momento.

Depois da passagem do fenômeno, o país também sofre com a deterioração das condições sanitários, o que resultou em uma epidemia de cólera. No total, são 1.428 casos confirmados da doença, que já deixou cinco mortos.

De acordo com a ONU, 1,85 milhão de pessoas foram afetadas com a passagem do ciclone Idai no Moçambique. Entre elas, milhares perderam suas casas e seguem desabrigadas.

Zimbábue e Malaui

No Zimbábue, 259 pessoas morreram na passagem do ciclone Idai, segundo números da Organização Internacional para as Migrações (OIM). Cerca de 200 pessoas ficaram feridas. O Malaui registrou 60 mortes, além de 672 pessoas feridas.

Ciclone Idai atingiu Moçambique, Zimbábue e Malauí. — Foto: Karina Almeida/G1

Fonte: G1


Ciências

1º Bimestre - Turma 801

Por que o aquecimento global avança mais rapidamente no Canadá?

'As pessoas estão começando a sentir a mudança climática – está começando a ser algo que é parte de suas experiências pessoais', diz o professor Matthew Hoffmann, da Universidade de Toronto.



O Canadá está esquentando, na média, a um ritmo duas vezes mais rápido que o resto do mundo, segundo um relatório oficial do país.

O relatório do clima do governo também alerta que as mudanças já são evidentes em muitas partes do país e devem se intensificar, segundo as projeções.

O documento indica que muitos dos efeitos do aquecimento global já vistos são provavelmente irreversíveis.

A temperatura anual média no Canadá aumentou, no total, em cerca de 1.7° C desde 1948, quando temperaturas começaram a ser medidas no país todo.

Os maiores aumentos foram registrados no Norte, nas Pradarias e no norte da Columbia Britânica.

A temperatura média no norte do país aumentou em cerca de 2.3° C desde então.

"Embora tanto a ação humana quanto variações naturais do clima tenham contribuído para o aquecimento observado no Canadá, o fator humano é predominante", diz o relatório.

"É provável que mais da metade do aquecimento observado no Canadá seja devido à influência das atividades humanas."

O relatório foi publicado ao mesmo tempo em que o governo criou impostos sobre emissões de carbono em quatro das dez Províncias dos país, que não conseguiram criar seus próprios planos de como trabalhar para diminuir sua contribuição com a mudança climática.

Quais os efeitos?

Os efeitos do aquecimento global no Canadá incluem mais eventos meteorológicos extremos. Temperaturas mais altas podem significar que haverá mais ondas de calor e um maior risco de incêndios e secas em algumas partes do país.

Os oceanos devem se tornar mais ácidos e menos oxigenados, o que pode prejudicar a vida marinha.

Partes do oceano ártico canadense terão períodos sem gelo durante o verão dentro de algumas décadas, segundo a projeção.

O aumento no nível do mar também pode aumentar o risco de alagamento na costa e chuvas mais intensas podem causar alagamentos em centros urbanos.

Por que o fenômeno acontece?

O Canadá está aquecendo mais rapidamente devido a uma série de fatores, incluindo a perda de neve e gelo no mar, o que está aumento a absorvição de radiação solar e causando maior aquecimento da superfície do que em outras regiões do planeta, diz o relatório.

Apesar das projeções desoladores, o relatório afirma que o aquecimento poderia ser limitado que houve uma ação global para reduzir "emissões de carbono para próximo de zero no início da segunda metade do século e reduzir substancialmente as emissões de outros gases causadores do efeito estufa."

O país é um dos quase 200 que assinaram o Acordo de Paris – um pacto global para combater a mudança climática que almeja tentar limitar o aumento das temperaturas no mundo.

O governo canadense diz que honrará o compromisso assumido no Acordo de Paris cortando as emissões em 30% até 2030 - o volume de referência é o de 2005. Apesar disso, o relatório oficial indica que é improvável que o país atinja as metas de redução sem esforços mais significativos.

A opinião pública está mudando?

O professor Matthew Hoffmann, da Universidade de Toronto, disse à BBC que o novo relatório reforça os alertas sobre os impactos da mudança climática feitos pelo Painel Intergovernamental em Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês).

"Esse (novo relatório) é mais uma reafirmação da urgência desse problema" , disse ele.

A sociedade civil parece estar em um "ponto de virada" sobre a questão, com a opinião pública mudando no sentido de apoiar ações do governo para acabar com o problema.

Hoffmann relembra os recentes protestos de estudantes no Reino Unido, no Canadá e em outros países pressionando para que os governos tomem uma ação concreta para lidar com o problema.

"As pessoas estão começando a sentir a mudança climática – está começando a ser algo que é parte de suas experiências pessoais", diz ele.

O que mais o governo está fazendo?

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, avisou os governos provinciais há dois anos que eles precisavam ter um plano sobre como iriam ajudar a cumprir as metas nacionais de redução até primeiro de abril deste ano.

As quatro Províncias que o país acusa de não terem apresentado os planos são Ontario, Manitoba, Saskatchewan e Nova Brunswick.

Nessas Províncias, o imposto sobre emissões de carbono vai ser adicionado ao custo dos combustíveis. Serão 4.4 centavos de dólar canadense (R$ 0,11) por litro, inicialmente, o equivalente a 20 dólares canadenses por tonelada de carbono produzido. Essa taxa vai dobrar até 2022.

No entanto, as famílias devem ser compensadas pelo governo federal na forma de incentivos para ações de combate à mudança climática.

O partido conservador, de oposição, disse que irá acabar com o imposto se ganhar as eleições gerais em outubro.



Fonte: G1