domingo, 1 de julho de 2018

Saúde e Bem Estar

2º Bimestre - Turma 701



Consumo errado de alimentos no inverno reduz imunidade e pode aumentar fome, diz Unicamp
Especialistas da Unicamp, em Campinas e Limeira, alertam sobre alimentos termogênicos e a importância de ter consciência alimentar na estação mais fria do ano.





Basta a temperatura cair para o apetite a aumentar. O inverno é a época do ano em que é mais difícil evitar as comidas calóricas, o que deixa muitas pessoas apreensivas, com medo de ganhar peso. Para pesquisadores da Unicamp, no entanto, a alimentação reforçada é indispensável para manter a imunidade elevada e evitar doenças comuns nessa estação.
A atenção também deve se voltar para opções que esquentam o organismo momentaneamente, mas, em vez de saciar, provocam aumento da fome. Café, chocolate, gengibre, canela, pimenta e alguns chás são exemplos termogênicos, e responsáveis por um gasto de energia que o corpo precisa suprir.


Professora e doutora em ciências de alimentos na Faculdade de Engenharia de Alimentos em Campinas (SP), Glaucia Pastore explica que a manutenção da temperatura corporal exige a aceleração do metabolismo e o consumo de mais calorias.

"O frio faz com que o nosso corpo precise queimar mais calorias para equilibrar a temperatura corporal. Você faz isso digerindo mais alimentos. [...] É uma estação muito curiosa porque a comida que você come vai ser metabolizada mais depressa. Precisa gerar mais energia do que o corpo humano está acostumado", afirma.




A baixa nas temperaturas leva à redução da resistência do organismo, e o crescimento de vírus e bactérias é favorecido.


"Quando você gasta energia para equilibrar a temperatura, a sua imunidade cai um pouco. Por isso que, no geral, no inverno a gente fica mais doente", diz a professora.



Para que isso não aconteça, é preciso se agasalhar bem no frio e não é recomendada a redução ou a restrição de calorias.

"Alimentos mais consistentes com valor calórico mais elevado, acabam fornecendo uma boa sustentação", diz Glaucia.





Alimentos termogênicos

Apesar de causar a sensação instantânea de conforto e calor, quem não quer ganhar uns quilos a mais precisa tomar cuidado com os alimentos termogênicos.



"Quando você toma uma coisa com gengibre, num primeiro momento você sente um calor, mas na sequência da transformação bioquímica vai gastar a sua energia. Talvez sinta mais fome, vontade de comer mais", afirma a professora.



O ideal é manter o equilíbrio e combinar os alimentos. Caldos quentes e sopas garantem um bom aporte calórico e o chocolate quente também é uma boa opção para repor o que o corpo necessita.

"É um bom alimento, tanto ele como o cacau, que seria melhor porque a concentração de substâncias protetoras do organismo é maior. Vai dar um aquecimento e uma boa quantidade de energia".



Hábitos saudáveis

Doutoranda da Faculdade de Ciências Aplicadas em Limeira (SP), Josiane Miyamoto lembra que não há problema em consumir um pouco a mais de calorias quando se mantém hábitos saudáveis ao longo do ano.


"Uma pessoa que é ativa e se cuida, independente da estação, não será prejudicada por querer comer essas comidas mais pesadas, vez ou outra. Gastamos mais energia no inverno”.


Ela ainda pontua que dietas muito restritivas podem fazer mal.

"Se você não se sente confortável em levar aquilo por muito tempo, quer dizer que tem radicalismo intrínseco. Isso causa, inclusive, o desequilíbrio no consumo de certos grupos de alimentos, e acaba trazendo consequência a longo prazo".

O professor da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) e coordenador do Laboratório de Nutrição e Metabolismo em Campinas, Mário Maróstica, reforça que o importante é escolher bem o que se esta ingerindo.


"A facilidade em engordar e a alimentação dependem muito de pessoa para pessoa. A questão é manter as escolhas corretas e ter uma alimentação consciente, sempre”, afirma.





Equilíbrio + calorias + vitamina C


Outro aliado para aumentar a resistência do organismo é o consumo de vitamina C, destaca Glaucia Pastore. Menos solicitados nos dias mais frios, os sucos cítricos precisam ser consumidos para reforçar a nutrição.



"O sucos cítricos, laranja, limão, morango, abacaxi, são importantes porque têm alto teor de vitamina C, que nessa fase é muito importante porque evita a perda de resistência. No inverno o metabolismo acelera muito e, se não tiver esta vitamina, estamos sujeitos a baixar a resistência", explica.




Fonte: G1

Cultura

2º Bimestre - Turma 701




Conexão Rússia: A cultura russa



A cultura russa na literatura

A leitura é um hábito extremamente comum entre os russos. Compram bastante livros, ainda que consumissem mais na época da União Soviética do que atualmente. Mas até hoje chama bastante atenção quando você visita a casa de alguém e se depara com as prateleiras recheadas de livros. É comum dizer que o tipo de livro que uma pessoa lê diz mais sobre qualquer coisa que ela possa contar sobre si mesma.

A cultura russa: A Disciplina

Existe uma forte associação entre o comportamento dos russos com os militares, altamente disciplinados. Isso tem um fundo de verdade, pois os russos realmente possuem uma maneira de educar seus filhos bastante rígida. É comum correr o risco de ser até abordado por um desconhecido na rua se você fizer alguma coisa errada. É até normal.

Em geral, os russos não conseguem seguir as regras. Atravessam as ruas no sinal fechado, fumam em locais proibidos, pisam na grama ao lado de um aviso que indica ser proibido, não formam filas para entrar nos transportes públicos.


Fonte: Elena Klein

Ética e cidadania

2º Bimestre - Turma 701




TRE-MT propõe disciplina de cidadania na grade curricular de escolas

Proposta foi encaminhada ao ministro da Educação, à Seduc e, ainda, a todos os senadores e deputados federais brasileiros.




O presidente do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais do Brasil, e do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, desembargador Márcio Vidal, propôs a inclusão da disciplina obrigatória de cidadania na base curricular do ensino fundamental brasileiro dos estudantes.

Segundo Vidal, a disciplina deve abordar temas vinculados à sociologia, direitos e deveres do cidadão, filosofia (ética e moral), psicologia social e organização social e política do país, além da estrutura e organização estatal.

A proposta foi encaminhada ao ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva, ao secretário de Estado de Educação Marco Marrafon, e, ainda, a todos os senadores e deputados federais brasileiros.

De acordo com a proposta, que foi aprovada na íntegra pelos demais membros do Colégio de Presidentes, o conteúdo programático pretende fazer a formação do cidadão consciente dos direitos, mas também dos deveres com as outras pessoas.

O desembargador Márcio Vidal argumentou que o cidadão brasileiro não demonstra preparo para lidar – de maneira responsável e respeitosa – com as mudanças em curso, em especial aquelas causadas pelas facilidades de interação com o outro, por meio das mídias sociais.


Fonte: G1

Ciências

2º Bimestre - Turma 701



Um visitante surpreendente






Lembra que mais ou menos 8 meses atrás eu falei aqui sobre um visitante interestelar que passou pelo nosso Sistema Solar? A história completa você pode ver aqui. Em resumo, um asteroide com forma de charuto e com 400 metros de comprimento, fez uma passagem rápida pelo Sistema Solar. As características de sua órbita, combinadas com sua alta velocidade, levaram os astrônomos do mundo inteiro a concluir que se tratava de um asteroide formado em outro sistema estelar e que fez uma passagem rápida por aqui.

O asteroide ganhou o nome de Oumuamua (algo como batedor ou explorador na língua havaiana), mas tem a designação oficial de 1l/Oumuamua. De tão sensacional a descoberta, muita gente cogitou em lançar uma sonda tosca, basicamente uma câmera com antena de rádio, para tirar imagens do objeto mais de perto. Mas a ideia não vingou, pois fazer uma coisa dessas não é tão fácil quanto nos filmes. Sem sonda, o jeito foi usar todos os principais telescópios da Terra e fora dela para acompanhar o visitante.

E os resultados dessa vigília estão sendo publicados essa semana na revista Science, de tão interessantes.

O trabalho liderado por Marco Micheli, da Agência Espacial Europeia, mostra que Oumuamua está saindo do Sistema Solar mais rápido do que deveria! Sim, o asteroide está sendo empurrado para fora do nosso sistema planetário.

Vindo do espaço profundo, Oumuamua foi capturado pela força gravitacional do Sol e com isso foi atraído para o nosso sistema. Sua velocidade, claro, foi aumentando até fazer sua máxima aproximação com o Sol, que aconteceu dia 09 de setembro do ano passado. Depois de fazer uma curva de quase 90 graus, o asteroide começou a deixar o Sistema Solar. Nessa fase a gravidade do Sol age de forma inversa, ou seja, desacelerando o asteroide.

O time de Micheli, além de tentar tirar alguma informação da composição do asteroide, mediu com precisão a posição e a velocidade do asteroide nessa trajetória de escape. A surpresa veio quando Micheli e seus colaboradores viram que Oumuamua estava sempre “adiantado” em relação às posições previstas pela mecânica orbital. Em princípio, seria só o caso de calcular a influência da gravidade do Sol na velocidade do asteroide, que é a de diminui-la. Mas uma medida precisa da velocidade e da posição de Oumuamua necessita que se coloque também a influência dos planetas do Sistema Solar, principalmente os gigantes Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, bem como outros efeitos como a pressão da radiação solar.

Mesmo com tudo isso somado, ainda assim Oumumua estava mais adiante da posição prevista, ou seja, mais rápido do que deveria. E agora?

Isso não é exatamente uma novidade para objetos do Sistema Solar, só que de outra categoria: os cometas!

Esse comportamento de alteração de velocidade é observado em cometas e não de asteroides. Quando eles se aproximam do Sol, e não precisa ser muito, basta chegaram na órbita de Júpiter, a radiação solar aquece o núcleo dos cometas. Como eles são compostos por material muito volátil, isto é, muito gelo de água, metano e gás carbônico por exemplo, eles vaporizam rapidamente. Muitas vezes eles chegam até a formar jatos que agem como foguetes. Se os jatos estão na direção do movimento, o núcleo acelera. Se estão na direção oposta ao movimento, o núcleo desacelera. Outros efeitos também incluem fazer o núcleo girar e até mesmo um desviar de sua órbita.

Outro efeito do aquecimento, digamos, mais suave é a simples evaporação do núcleo, como a gente vê numa pedra de gelo seco. É um processo suave, que contribui muito pouco para aumentar a velocidade, mas isso acontece de forma contínua. No fim, o efeito total pode ser detectado.

Como consequência, Oumumua seria reclassificado como um cometa, como se imaginava quando foi descoberto, mas tem um probleminha nisso. Quando núcleos de cometas do nosso Sistema Solar se evaporam, mesmo que de maneira suave, sem jatos, ele expele grande quantidades de poeira. Além disso, há a formação de cauda e uma nuvem que cerca o núcleo, chamada de coma. Nada disso foi observado em Oumumua, nem mesmo com o Hubble. E o que dizem Micheli e colaboradores?

É possível que a poeira presente no núcleo do cometa tenha tamanho maior do que a poeira observada em cometas locais, ou mesmo que a quantidade de poeira em relação a quantidade de gelo seja menor em Oumuamua. As duas hipóteses fariam com que a poeira expelida do núcleo, mesmo que existisse, não fosse detectada.

O artigo de Micheli e colaboradores pontua que não só a relação entre poeira e gelo e o próprio tamanho da poeira devem diferentes dos valores observados para cometas do Sistema Solar, mas também a própria composição química de Oumuamua deve ser diferente. O artigo termina dizendo que apenas uma sonda que possa investigar o objeto no local é que pode dar respostas definitivas sobre sua natureza e suas propriedades físicas. Como isso está mais para Hollywood do que para a NASA, o jeito é trabalhar daqui da Terra mesmo.


Fonte: G1

Educação

2º Bimestre - Turma 701




90% das universidades federais tiveram perda real no orçamento em cinco anos; verba nacional encolheu 28%

Levantamento obtido pelo G1 mostra que gastos do governo com as federais são os mais baixos desde 2010. MEC diz que os cortes tiveram início na gestão anterior.



As universidades federais tiveram em 2017 o menor repasse de verbas em sete anos, segundo dados exclusivos obtidos pelo G1. Entre as 63 instituições, 90% operam com perdas reais em comparação a 2013, ou seja, na prática o orçamento para gastos não obrigatórios está menor. Nesse período, o repasse total garantido pelo MEC encolheu 28,5%.

A redução da verba está na contramão da recente política de expansão da rede federal de ensino superior, iniciada em 2008 e que inclui a criação de novas universidades (do zero ou a partir do desmembramento de federais já existentes), a construção de novos campi e o aumento de matrículas. Expandir a participação do setor público na educação superior é uma metas do Plano Nacional de Educação (PNE).

O levantamento considera um período de 10 anos para evitar comparações concentradas em anos eleitorais, que podem gerar repasses atípicos. Mas concentra-se nos repasses feitos a partir de 2013 porque foi nesse ano que o MEC concluiu a criação das quatro últimas federais do conjunto de 63 (veja o raio-x de cada uma delas). Esse número se manteve até 2018, quando quatro novas federais foram criadas.

O valor "empenhado" representa uma reserva de dinheiro, ou seja, o valor que o governo federal se compromete a repassar para uma determinada ação. Após empenhado, o valor pode acabar não sendo usado pelas universidades por vários motivos, mas o Ministério da Educação diz que não tem ingerência sobre as demais fases da execução do orçamento.

A análise já leva em conta a correção dos valores segundo a inflação acumulada até janeiro deste ano e considera o total das despesas que podem variar, porque não são obrigatórias por lei. Por causa das mudanças metodológicas do sistema de orçamento federal, o Siop, até 2015 os dados também incluem uma pequena parte das despesas consideradas obrigatórias ou valores que foram repassados via emenda parlamentar (entenda a metodologia ao final da reportagem).

Os dados foram entregues ao G1 pelo próprio Ministério da Educação, por meio de um levantamento feito pela Subsecretaria de Planejamento e Orçamento do MEC (SPO).


Neste conjunto de reportagens você vai ver:


Os valores corrigidos pela inflação mostram que em 2017, a verba repassada pelo MEC às universidades federais para gastos não obrigatórios por lei praticamente dobrou em comparação com 2008, mas, considerando os últimos sete anos, no ano passado ela ficou no valor mais baixo.
Ao mesmo tempo, a expansão de vagas tem sido constante desde 2009; só entre 2012 e 2016, o aumento de matrículas foi de 10%, segundo os microdados do Censo da Educação Superior.
Gráficos mostram a situação de cada uma das 63 universidades federais em operação em 2017; 90% delas receberam, no ano passado, valor abaixo do recebido em 2013 ou 2014 (para as universidades mais novas), mesmo considerando a correção pela inflação.
O G1 verificou a situação de 18 universidades em 9 estados e no Distrito Federal: a diminuição das verbas provocou, entre outros, a demissão de funcionários terceirizados e o congelamento no valor das bolsas de auxílio estudantil.


Fonte : G1