segunda-feira, 17 de junho de 2019

Te contei?

2º Bimestre - Turma 801



Watch Dogs Legion terá mais de 250 locações e morte permanente de personagens

Direto da E3 2019, conversamos com Joel Burgess, diretor de mundo do jogo




Apesar de ter vazado alguns dias antes da revelação oficial, Watch Dogs Legion foi apresentado oficialmente durante a conferência da Ubisoft na E3 2019 com um vídeo extenso de gameplay que elevou as expectativas do público.

Terceiro jogo da franquia, Legion promete deixar o jogador livre para controlar qualquer personagem da Londres do game. Parece exagero, mas a promessa é de que realmente será possível escolher e assumir o controle de qualquer um dos personagens que estiverem perambulando pelas ruas da cidade. Não há um protagonista — é necessário encontrar e usar as habilidades das pessoas para conseguir completar as missões.

Para ajudar a esclarecer algumas das (muitas!) dúvidas que ainda restaram sobre o jogo, conversamos com Joel Burgess da Ubisoft Montreal, diretor do mundo de Watch Dogs: Legion.

NerdBunker: Você pode explicar em qual espaço temporal Watch Dogs Legion está situado, em relação aos outros dois jogos da franquia?

Joel Burgess: Watch Dogs Legion se passa no futuro. Watch Dogs 1 e 2 eram meio que contemporâneos com os dias atuais, e em Legion estamos trabalhando com ficção especulativa. O jogo se passa em Londres alguns anos no futuro, e é uma Londres em que as coisas ficaram bem extremas em alguns aspectos. Então temos um regime autoritário na cidade, o próprio governo não é mais efetivo, as pessoas estão divididas e mais assustadas do que estiveram em um bom tempo. Isso cria uma abertura onde vários oportunistas e extremistas podem tirar vantagem e explorar a situação em benefício próprio.

A decisão de não usar um protagonista e sim toda a cidade como protagonista é algo bem legal. Você pode falar um pouco mais sobre isso?

É sempre interessante explicar esse jogo para as pessoas, porque, olha, a trajetória faz muito sentido. Há um único protagonista em Watch Dogs 1, você tem esse grupo bem interessante de amigos em Watch Dogs 2, e então, em Watch Dogs 3 você tem um elenco muito maior de personagens. As pessoas assumem que são 20 ou 40, ou 50, mas não — é literalmente qualquer um que você vê andando na rua (exceto durante as cutscenes, porque você não pode usar a ação de “hackear” durante as cenas). Todo mundo que você vê no mundo do jogo pode ser “hackeado” e então o sistema dá a esses personagens uma vida, compromissos, relacionamentos, problemas, e você pode interagir com isso.

É algo que foi muito difícil de implementar tecnologicamente falando, mas quando você enxerga os principais temas do jogo, é como se nós tivéssemos que fazê-lo, certo? Em essência, esse é um jogo sobre a divisão da sociedade, e a necessidade das pessoas trabalharem juntas mesmo com passados e problemas diferentes. É um jogo sobre superar essas diferenças e tomar o poder de volta das pessoas que estão se aproveitando da população.



Com tantos personagens para usar, podemos encontrar os protagonistas do jogos anteriores em Legion?

Não estou autorizado a falar sobre isso (risos).

Um dos pontos fortes do segundo jogo foi o componente online, podemos esperar por isso no terceiro?

Não estamos falando muito sobre o online na E3, mas vamos dar mais detalhes nos próximos meses, então fiquem ligados. O que podemos falar é que, claro, sabemos que o online é uma grande parte da identidade de Watch Dogs e estamos tentando encontrar a melhor forma de construir em cima desse legado. A ideia inicial é trazer todos os personagens e os sistemas que você gostar das partes mais focadas em história, em single-player do jogo, e você poderá levar esses personagens para a experiência online, então é algo interconectado. E o multiplayer será para até quatro jogadores, no formato cooperativo.




Interessante! Agora vamos falar sobre morte permanente.

Hmm, sim!

Eu fiquei com bastante medo de perder alguns dos meus personagens.


A permadeath é algo muito importante para esse jogo. E é um desses tópicos que é bastante… A morte permanente é uma coisa muito interessante para discutir em jogos. A primeira impressão é de uma emoção negativa, mas isso também cria uma experiência bastante positiva em certos jogos. E quando você olha para Legion, a morte permanente meio que tem que estar ali.

Existem alguns motivos de game design para implementar esse sistema, mas só da ideia de que você está tirando pessoas de suas vidas cotidianas e colocando-as em situações extraordinárias, em que os personagens sairiam de sua rotina para ajudar a DedSec, ter o permadeath realmente é sobre as pessoas estarem arriscando suas vidas para lutar pelo que acreditam. O sistema de morte permanente no jogo é um jeito de lembrar da tensão dessas pessoas.

Temos até sistemas para a rotina das pessoas. Digamos que eu e você somos melhores amigos, e que sempre nos encontramos em um pub todos os dias as 17h, bebemos por algumas horas e depois continuamos nossas vidas. Se algo acontecesse e eu fosse morto, você não iria mais para o pub. Você poderia ir para o hospital se eu tivesse me machucado, ou lamentar a minha morte em algum lugar específico… Existe essa consistência no que diz respeito ao jeito que os personagens reagem ao mundo e a morte é apenas uma parte disso.

Para encerrar, quão grande é o mundo de Watch Dogs: Legion?

Em termos de tamanho de mapa, eu não conferi recentemente, mas diria que é comparável ao de Watch Dogs 2, mas a composição é bem diferente. Eu trabalhei em muitos jogos de mundo aberto antes de vir para a Ubisoft Montreal — para mim o tamanho não é o mais importante. É a densidade de um mundo aberto que realmente importa. E quando você está fazendo uma cidade como Londres, você tem uma densidade extrema. O que realmente importava para nós não era necessariamente criar o maior mapa ou algo do tipo, mas conseguir fazer um mapa verdadeiramente rico em lugares. Lugares oferecem diferentes tipos de gameplay, seja uma loja de roupas ou um pub, ou locais voltados para combate, e nos certificamos de que enquanto os jogadores estão fazendo uma missão ou recrutando alguém ou até mesmo só passeando, que eles consigam sentir que estão em uma nova área, com a cultura consistente. Temos mais de 250 locações dentro do jogo, e elas são bem diversas entre si.




Fonte: jovemnerd

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Ética e cidadania

2º Bimestre - Turma 801

Game da Cidadania desafia jovens que vão à Feira do Livro de Brasília

Iniciativa da CGU ocorre no âmbito da 35ª Felib na Biblioteca Nacional


A Controladoria-Geral da União (CGU) lançou hoje (7) a primeira edição do Game da Cidadania, no âmbito da 35ª Feira do Livro de Brasília (Felib), que ocorre até o próximo dia 16, no Complexo Cultural da República, próximo à Biblioteca Nacional, no centro de Brasília. A atividade é realizada em plataforma virtual da CGU e voltada a adolescentes de 12 a 17 anos. O objetivo do game é estimular a reflexão e a conduta ética e cidadã entre o público jovem que frequenta a Felib.

De acordo com a coordenadora do Núcleo de Educação Cidadã da CGU, Audria Constantin, o lançamento do jogo dentro da Felib foi proposital, para atingir o público-alvo: “Queríamos um espaço com bastante jovens circulando para que eles pudessem conhecer o Game, por isso tivemos a ideia da feira. A feira tinha um tema voltado para a educação, que é no foco principal”.

Os interessados em participar do Game da Cidadania devem acessar o site da plataforma e se cadastrar. Após a inscrição, começa a segunda etapa do jogo, com base em técnicas de jogo virtuais. Com o tema Cidadania todo Dia, o jogo apresenta situações de conflitos éticos do cotidiano para que o participante escolha o posicionamento correto.

Os classificados seguem, então, para a última etapa e quem conseguir acertar todas as questões e fizer a pontuação máxima poderá enviar um vídeo de um minuto, com o tema Um Minuto de Cidadania, produzido por ele mesmo para concorrer a dez prêmios de mil reais. Os melhores vídeos, avaliados por uma comissão julgadora, serão também publicados nas páginas e redes sociais da CGU, para tornar o participante um protagonista na ação de combate à corrupção.

Fonte: agenciabrasil.ebc

Educação

2º Bimestre - Turma 801


TRF-1 derruba liminar que suspendeu corte de orçamento nas universidades federais

Suspensão foi determinada por juíza da Bahia. Advocacia-Geral da União recorreu ao Tribunal Regional Federal sob argumento de que era preciso cumprir Lei de Responsabilidade Fiscal.


O desembargador federal Carlos Moreira Alves, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, revogou liminar (decisão provisória) da Justiça Federal da Bahia que suspendeu os cortes nos orçamentos de universidades federais.

O recurso foi apresentado pela AGU (Advocacia-Geral da União). A decisão de suspender o bloqueio de recursos no orçamento foi tomada pela juíza Renata Almeida de Moura, da 7ª Vara Federal, em Salvador, em resposta a uma ação apresentada pelo Diretório Central dos Estudantes da Universidade de Brasília (UnB).

Na decisão, o presidente do TRF-1 afirma que o entendimento da Justiça Federal pode "impor, a um só tempo, grave lesão à ordem e à economia públicas", pois "intervém em assunto da seara do Poder Executivo" e tem "o condão de suspender bloqueios e, consequentemente, permitir o desembolso imediato do montante de R$ 1,704 bilhão, de acordo com o Ministério da Educação".

Segundo o desembargador, isso "inevitavelmente interferirá nas contas da pasta como um todo, impactando sua organização financeira e orçamentária e outras políticas setoriais que também necessitam de ser afetadas para fazer frente à determinação legal de equilíbrio dos gastos públicos".

Para o magistrado, há ainda, um "potencial efeito multiplicador de demandas desta natureza, com risco de desencadeamento de realocação de todo e qualquer orçamento, com severos prejuízos à coletividade em outras políticas públicas do Estado".

"Sem embargo de lamentar a necessidade do contingenciamento, é certo que se operaram eles não somente no âmbito do Ministério da Educação, mas também no dos demais órgãos do Poder Executivo Federal", disse ainda o desembargador.

Argumentos da AGU

A AGU afirmou que o bloqueio foi feito em cumprimento à Lei de Responsabilidade Fiscal, que determina que o poder público deve limitar a movimentação financeira sempre que a arrecadação não for compatível com as metas de resultado primário ou nominal, o que ocorreu nesse caso, diz o recurso.

Disse ainda que a necessidade de contingenciamento foi apontada no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 1º Bimestre de 2019 e que o decreto afetou também outros ministérios.

Para a AGU, suspender os bloqueios apenas para as universidades, como determinado pela liminar, obrigaria o Ministério da Educação a repassar R$ 1,7 bilhão para as instituições de ensino – verba que necessariamente terá que ser retirada de outras áreas fundamentais, como a educação básica, livros didáticos ou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

“Vale frisar que a educação superior recebe uma destinação de recursos significativamente relevante em relação ao orçamento global do Ministério da Educação, possuindo orçamento bem maior que a educação básica, quando se sabe que o orçamento total do MEC é na ordem de R$ 149,7 bilhões e, desse montante, o ensino superior é responsável por R$ 65,3 bilhões, enquanto o valor correspondente à Educação Básica é R$ 42,2 bilhões”, diz o recurso.

Segundo a AGU, o contingenciamento não significa anulação da verba, uma vez que os recursos poderão ser gradativamente desbloqueados para repasse de acordo com a evolução da receita, como ocorreu parcialmente com os limites de movimentação financeira do Ministério da Educação no montante de R$ 1,58 bilhão.

A AGU afirma que a liminar, “ao ignorar a sistemática das normas orçamentárias, causa grave lesão à ordem pública por um duplo fundamento: desconsidera o planejamento orçamentário do Poder Executivo Federal, subvertendo por completo a legislação aplicável; e, ao assim agir, acaba por se imiscuir em seara que não é própria da função jurisdicional típica, o que viola a Separação de Poderes”.

Fonte: G1

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Política

2º Bimestre - Turma 801

Por ordem judicial, Bolsonaro se desculpa por dizer que deputada não merecia ser estuprada

Nota de retratação foi publicada após Bolsonaro ter sido condenado. Em fevereiro, ministro do STF rejeitou recurso da defesa do presidente e manteve indenização por danos morais.

Jair Bolsonaro (quando ainda era deputado) e a deputada Maria do Rosário — Foto: Gabriela Korossy e Luis Macedo / Câmara dos Deputados


O presidente Jair Bolsonaro publicou nesta quinta-feira (13) em suas redes sociais uma nota de retratação na qual pede desculpas à deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), após determinação judicial (leia a íntegra ao final desta reportagem).

Bolsonaro foi condenado por ter afirmado, em 2014 – quando ainda era deputado federal –, que Maria do Rosário não merecia ser estuprada porque a considera "muito feia" e ela não faz o "tipo" dele.

Conforme a decisão, o presidente teria que veicular uma nota de retratação, sob pena de multa diária. A Justiça também determinou o pagamento de indenização de R$ 10 mil a Maria do Rosário por danos morais.

Em fevereiro deste ano, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo, rejeitou recurso do presidente e manteve a decisão da Justiça do Distrito Federal, que havia determinado pagamento da indenização à parlamentar.

“Em razão de determinação judicial, venho pedir publicamente desculpas pelas minhas falas passadas dirigidas à Deputada Federal Maria do Rosário Nunes”, diz a nota publicada pelo presidente, que acrescenta:

“Naquele episódio, no calor do momento, em embate ideológico entre parlamentares, especificamente no que se refere à política de direitos humanos, relembrei fato ocorrido em 2003, em que, após ser injustamente ofendido pela congressista em questão, que me insultava, chamando-me de estuprador, retruquei afirmando que ela 'não merecida ser estuprada'’.

Bolsonaro ainda declarou na nota que tem "integral e irrestrito respeito às mulheres" e que as "mulheres brasileiras constituem uma prioridade" de seu governo, o que é demonstrado por meio de "ações concretas".

Ele também lembrou que, na posse como presidente da República, houve "protagonismo" feminino, com o discurso em libras da primeira-dama Michelle Bolsonaro.

"Nos primeiros meses de governo reforcei a Lei Maria da Penha permitindo a adoção de medidas protetivas de urgência para mulheres ou a seus dependentes, em casos de violência doméstica ou familiar (Lei 13.827/19). Essas são algumas das nossas ações em tão pouco de governo em prol das mulheres e meninas do nosso país", diz a nota.

O G1 procurou a deputada Maria do Rosário após a publicação da nota pelo presidente. A parlamentar informou que se manifestará após a leitura da manifestação do presidente e consulta ao seu advogado.

Quando a Justiça determinou o pagamento de indenização e a publicação da nota, em maio, Rosário publicou um vídeo em suas redes sociais e afirmou se tratava de uma "vitória importante". "É uma vitória do respeito, da dignidade. Ela afirmou ainda que doará o valor da indenização para entidades que atuam em defesa das mulheres", declarou.

Íntegra da nota de retratação publicada por Bolsonaro em redes sociais — Foto: Reprodução

Fonte: G1

Ciências

2º Bimestre - Turma 801

Índia planeja lançar em julho sua segunda missão espacial na Lua

Objetivo é coletar dados sobre a presença de água na Lua e sua composição mineral, diz a Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO). Agência também pretende enviar missão 
tripulada com três astronautas em 2021.

Cientistas a agência espacial indiana trabalham em módulos lunares da missão Chandrayaan-2, em Bengaluru — Foto: Reuters


A Índia pretende lançar no próximo dia 15 de julho sua segunda missão à Lua, a Chandrayaan-2, que explorará o polo sul da superfície lunar. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (13) pela Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO).

Trata-se da missão "mais complexa já realizada" pela organização e coletará dados sobre a presença de água na Lua e sua composição mineral, além de realizar diversos experimentos, afirmou em entrevista coletiva o chefe do programa, Kailasavadivoo Sivan.

Segundo Sivan, a sonda lunar será lançada às 2h51 (horário local de 15 de julho, o equivalente às 18h21 de 14 de julho no horário de Brasília). A previsão é que a sonda faça o pouso na Lua entre os dias 6 e 7 de setembro.

A nação asiática anunciou, também, a intenção de lançar uma nova missão com três astronautas a bordo, durante sete dias, em dezembro de 2021.

Descida controlada

O aparelho, com um peso total de 3,8 toneladas, inclui um robô que tocará a superfície da Lua e que, durante sua vida útil. percorrerá cerca de 500 metros. Além disso, uma sonda permanecerá na órbita lunar durante um ano.

"O corpo composto permanecerá em uma órbita circular de cerca de 100 km em torno da Lua e, quando o momento for propício, o módulo de alunissagem se separará do orbital", indicou Sivan.


O módulo deve descer aos poucos, reduzindo a órbita "de forma controlada" e utilizando a força dos motores para preparar o pouso na Lua. Esse processo, no total, dever dura apenas 15 minutos.

Sivan destacou que "esses 15 minutos serão o momento mais aterrorizante para o nosso escritório, não só para as pessoas do ISRO, mas também será um momento aterrorizante para todos os indianos, porque esses 15 minutos de voo são a operação mais complexa que o ISRO já tentou".

O lançamento da Chandrayaan-2 estava previsto inicialmente para 2018 e é a segunda missão de exploração lunar da Índia projetada depois que sua versão anterior, Chandrayaan-1, foi posta em órbita lunar em novembro de 2008.

A Índia, com um dos programas espaciais mais ativos do mundo, começou a colocar satélites na órbita terrestre em 1999 e faz parte do exclusivo grupo de países que dispõem de sistema de navegação por satélite, no qual figuram também os os Estados Unidos (GPS) e a Rússia (GLONASS), entre outros.

Agência espacial indiana pretende enviar três pessoas à Lua em 2021 — Foto: NASA


Fonte: G1

Saúde e Bem Estar

2º Bimestre - Turma 801

Ebola mata criança em Uganda; há um surto da doença na República Democrática do Congo

Autoridade de Uganda confirmou uma morte e duas infecções em uma mesma família que havia feito uma viagem a um país vizinho.


Integrante da equipe médica para o tratamento de ebola em Uganda — Foto:  Isaac Kasamani/AFP


As autoridades sanitárias de Uganda anunciaram a morte de uma criança de cinco anos que testou positivo para ebola no país, em meio ao surto que afeta a vizinha República Democrática do Congo (RDC), além de terem confirmados dois novos casos.

"O jovem paciente de cinco anos morreu devido ao ebola", informou nesta quarta-feira (12) a ministra da Saúde ugandense, Jane Ruth Aceng, que também revelou que outras duas amostras testaram positivo, razão pela qual o país já conta com três casos confirmados da doença.

A vítima mortal pertencia a uma família congolesa que tinha viajado para a RDC para auxiliar um doente de ebola e que retornou na segunda-feira (10) à cidade fronteiriça de Kasese, no oeste da Uganda.

Os outros dois afetados, da mesma família, estão internados em um centro médico de tratamento de ebola na cidade de Bwera, serão tratados em Uganda e não repatriados como estava sendo especulado. Caso morram, também serão enterrados em território ugandense.

Uganda analisou um total de 51 exames relacionados com possíveis casos de ebola desde que o surto foi declarado na RDC, onde deixou 1.396 mortos (1.302 confirmados em laboratório) de um total de 2.071 casos, mas esta é a primeira vez que amostras testaram positivo.


A ministra explicou que o país está preparado para dar uma resposta ao ebola desde que foi declarado este surto, que já é o segundo maior e letal do mundo, após o que atingiu a África Ocidental em 2014, deixando mais de 11,3 mil mortos.

Fronteiras com a RDC são controladas

As passagens fronteiriças entre a RDC e os países vizinhos foram reforçadas desde o começo da epidemia e mais de 65 milhões de pessoas passaram por controles nestes mais de 10 meses.

Apenas pela passagem de Kasindi (RDC), pela qual a família afetada que está sendo tratada em Uganda chegou ao país, passam a cada dia entre 20 mil e 25 mil pessoas, segundo dados do Ministério da Saúde congolês.

Epidemia matou 11,3 mil entre 2013 e 2016

O surto de ebola mais devastador em nível mundial foi declarado em março de 2014, com casos que se remontam a dezembro de 2013 em Guiné, país do qual se estendeu à Serra Leoa e à Libéria.

Quase dois anos depois, em janeiro de 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS) proclamou o fim dessa epidemia, na qual morreram 11,3 mil pessoas e mais de 28,5 mil foram contagiadas, números que, segundo esta agência da ONU, podem ser conservadores.


Fonte: G1

Mundo

2º Bimestre - Turma 801

Trump anuncia envio de drones e soldados à Polônia e Rússia reage

Governo russo afirmou que iria monitorar as ações americanas para que elas não ameaçassem a segurança do país; anúncio dos EUA foi feito nesta quarta-feira (12).


Trump encontrou-se com o presidente da Polônia, Andrzej Duda, nesta quarta-feira (12), na Casa Branca. — Foto: Kevin Lamarque/Reuters



O governo russo afirmou, nesta quinta-feira (13), que vai monitorar de perto os planos dos Estados Unidos de enviar drones de vigilância e mil soldados americanos à Polônia, segundo o que foi anunciado no dia anterior pelo presidente Donald Trump.

O vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabok, afirmou que a manobra americana demonstrava o que chamou de "intenções agressivas". O país declarou que irá garantir que as ações dos EUA não ameacem a segurança nacional.

A intenção de Trump seria de deter ameaças potenciais vindas da Rússia. Trump anunciou o envio das tropas na quarta-feira (12), quando se encontrou com o presidente da Polônia, Andrzej Duda, na Casa Branca. O presidente dos EUA também criticou a Alemanha por ser "refém" de Moscou na questão energética.

O reforço não atendeu à ambição da Polônia de ter uma maior presença de tropas americanas em seu território, entretanto. Cerca de 5 mil soldados dos EUA estão alocados na Polônia, como parte da presença da Otan no país.

Mais cedo na quarta-feira, Trump havia antecipado o envio de 2 mil soldados à Polônia, o que tornou o anúncio oficial uma ducha de água fria para Duda — que pretende abrigar uma base permanente dos EUA no país.

"Ele gostaria de 250 mil soldados", brincou Trump.

O presidente polonês foi diplomático ao ser questionado sobre quantos soldados americanos gostaria de receber, dizendo que "sempre depende dos Estados Unidos".

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, recebeu com agrado o anúncio de tropas adicionais na Polônia e tuitou que isto mostra "o forte compromisso dos Estados Unidos com a segurança europeia...".

Situada na Europa oriental, na antiga área de influência soviética, a Polônia é um membro da Otan e defende um vínculo mais estreito com os Estados Unidos.

Duda, preocupado com os antecedentes da Rússia e sua apropriação de territórios na Geórgia e Ucrânia durante a última década, tem tentado seduzir Trump com a ideia de uma base militar que possa abrigar milhares de soldados.

Mas uma grande base militar dos Estados Unidos tão próxima da fronteira russa poderia irritar o Kremlin e gerar uma resposta do governo de Vladimir Putin, como uma maior presença militar em Kaliningrado, na região de fronteira com a Polônia, ou a instalação de uma base russa na Bielorrússia, aliada de Moscou.


Fonte: G1