segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Política

4º Bimestre - Turma 601




Futuro ministro das Cidades é primo de marqueteiro de Temer



Escolhido para comandar o ministério das Cidades, o deputado Alexandre Baldy (sem partido-GO) é primo de primeiro grau do marqueteiro do presidente Michel Temer, Elsinho Mouco.

Procurado pelo Blog, o deputado confirmou o parentesco com o marqueteiro. Ele disse sempre ter mantido relações distantes com Mouco, porque cresceu em Goiânia e o marqueteiro, em São Paulo.

A reportagem procurou Elsinho Mouco, que também trabalha para o PMDB.

Ele disse não ter nenhuma participação na indicação do deputado Alexandre Baldy para o ministério das Cidades.

"A relação política dele é com o presidente Rodrigo Maia. Somos primos, mas os seus pais se mudaram para Goiás na década de 60", afirmou.

Mouco é um dos mais próximos assessores de Temer e braço direito do ministro Moreira Franco.

Ele ocupa uma sala no Palácio do Planalto e é contratado pela agência Isobar- que tem um contrato milionário da Secretaria de Comunicação Social.

A agência divide com a agência TV1 um contrato de R$ 44 milhões.



Fonte: G1

Cultura

4º Bimestre - Turma 601



Leilão de obra de Leonardo da Vinci bate recorde com R$ 1,5 bilhão

Única pintura do gênio renascentista em coleção privada se torna obra de arte mais cara da História



NOVA YORK — O quadro "Salvator Mundi", do artista renascentista Leonardo da Vinci, foi leiloado por US$ 450,3 milhões, cerca de R$ 1,5 bilhão, e estabeleceu um novo recorde em leilões do mercado de arte, informou a Christie's. Bastaram apenas 19 minutos para que a pintura de cinco séculos alcançasse o valor, superando com folga o recorde anterior de US$ 179,4 milhões pago por "Les femmes d'Alger (Versión O)", de Pablo Picasso, em 2015.
A tela representa o Jesus Cristo, o "salvador do mundo", segurando uma esfera com a mão esquerda. A Christie's acreditava que a obra alcançaria o valor de US$ 100 milhões, mas o valor da venda superou todas as expectativas. Quatro pessoas por telefone e um presente à sala de leilão disputaram o quadro. A identidade do comprador final não foi revelada.
Duas pinturas — um De Kooning e um Gauguin — que haviam sido negociadas de forma privada por quase US$ 300 milhões em 2015, eram consideradas as obras de arte mais caras até agora.


ENVOLTO EM MISTÉRIO

A história da tela é tão misteriosa quanto o olhar de Jesus na pintura, comparado ao presente no quadro “Mona Lisa”, exposto no Museu do Louvre, em Paris. O “Salvator Mundi” foi comprado pelo Rei Carlos I da Inglaterra, na metade do século XVII, e leiloado pelo filho do Duque de Buckingham em 1763. Depois, ficou desaparecido até o início do século XX, quando reapareceu e foi adquirido por um colecionador britânico. Na época, se pensava ser o trabalho de um discípulo de da Vinci.
Com a autenticidade em dúvida, a pintura foi vendida novamente em 1958 num leilão em Londres por apenas US$ 60. Em 2005, foi adquirida por um consórcio de negociadores de arte por menos de US$ 10 mil, pois estava danificada e tinha algumas partes com pintura por cima. O consórcio trabalhou na restauração e na documentação da autenticidade, indicando o autor como Leonardo da Vinci.
O quadro pertencia ao bilionário russo Dmitry Rybolovlev. Ele comprou a tela por US$ 127,5 milhões do marchand suíço Yves Bouvier, que por sua vez a tinha adquirido por US$ 80 milhões. Mas desde a transação, ambos estão envolvidos em uma batalha judicial: o empresário russo acusa o marchand de ter ficado com percentuais exorbitantes sobre as obras que vendia.

Fonte: O Globo

Te contei?


4º Bimestre - Turma 601



'Liga da Justiça' em 'Injustice 2': Super-heróis ganham uniformes inspirados no filme

No game de luta, Aquaman, Mulher-Maravilha, Ciborgue, The Flash e Batman receberam 'skins' iguais às do longa-metragem.




Os super-heróis da Liga da Justiça ganharam uniformes inspirados no filme, que estreou na quarta-feira (15) no cinema, dentro do game de luta "Injustice 2", que coloca os personagens da DC para quebrar o pau entre si. Assista ao trailer acima.


As imagens mostram Aquaman, Mulher-Maravilha, Ciborgue, The Flash e Batman com "skins" especiais iguais às do longa-metragem. A novidade vale para as versões de consoles e de celulares de "Injustice 2".


Lançado em maio de 2017, "Injustice 2" é game de luta que supera em muitos pontos as histórias dos filmes da DC e aprimora antecessor, "Injustice: Gods Among Us".



Fonte: G1

Mundo

4º Bimestre - Turma 601





Companhia se desculpa após adiantar partida de trem em 20 segundos no Japão

Viagem de Tóquio a Tsukuba começou às 9:44:20 de terça-feira, e não às 9:44:40. Nenhum cliente reclamou, mas empresa se justificou por 'inconveniência' em um comunicado.





Uma companhia de trens no Japão pediu desculpas a seus usuários depois que um de seus trens partiu 20 segundos antes do horário previsto na última terça (14).


“Nos desculpamos sinceramente pela inconveniência”, dizia um comunicado da Tsukuba Express.


O detalhe é que, segundo a própria companhia, nenhum cliente tinha reclamado. Ainda assim, a companhia se sentiu na obrigação de explicar que o trem que deveria deixar às 9:44:40 a estação Minami Nagareyama, em Tóquio, com destino à cidade de Tsukuba, acabou partindo antecipadamente às 9:44:20.


A empresa diz que membros de sua equipe falharam ao checar a escala das partidas e por isso o erro foi cometido.


A viagem entre Tóquio e Tsukuba dura cerca de 45 minutos.



Fonte : G1

Educação


4º Bimestre - Turma 601



Mobilidade urbana lidera a lista dos assuntos mais buscados e que não caíram no Enem 2017

Levantamento do Google mostra que mobilidade, bullying e homofobia foram os termos mais associados ao possível tema do Enem 2017.





Um levantamento feito pelo Google e obtido com exclusividade pelo G1 mostra que "mobilidade urbana" foi o tema que liderou as "apostas" dos candidatos para a redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017. Segundo o levantamento, este foi o termo mais usado entre as pessoas que escolheram o Google para buscar informações sobre assuntos que poderiam cair na redação. Depois de "mobilidade urbana", aparecem "bullying" e "homofobia".

Em 5 de novembro, essas e a maior parte das demais apostas caíram por terra, quando os candidatos abriram a prova e descobriram que o tema escolhido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) foi "desafios para a formação educacional de surdos no Brasil".

Segundo os dados da empresa, as buscas indicam que "educação para surdos" era um dos termos menos procurados quando as pessoas queriam saber quais temas poderiam cair na redação do Enem.


"O tema deste ano, educação para surdos, representou 0,3% das buscas de mobilidade urbana para a prova", diz o Google.



A empresa não divulga o número absoluto de buscas, mas mostra uma comparação entre palavras e expressões diferentes, apontando, em termos percentuais, quais foram mais ou menos populares.




Veja abaixo a comparação mês a mês entre seis temas, segundo a ferramenta de buscas:



Levantamento do Google comparou buscas sobre a redação do Enem envolvendo seis temas (Foto: Divulgação/Google)



As buscas por "intolerância religiosa" foram mais altas no primeiro semestre do ano porque esse foi o tema da redação do Enem 2016 e, por isso, esteve mais presente nas procuras dos estudantes nos meses após a prova, mas perdeu fôlego quando eles começaram a pensar sobre qual assunto apareceria neste ano.



Mobilidade urbana


Um recorte mostrando o comportamento nos últimos quatro anos de quem buscava no Google informações sobre a redação do Enem, e juntaram o tema à procura, mostra que, todos os anos, o período que se aproxima das provas do Enem é quando o assunto "mobilidade urbana" recebe mais atenção de quem pesquisa sobre o exame.

Apesar de ser o termo mais buscado em 2017 por quem pesquisa prováveis temas da redação, "mobilidade urbana" foi uma aposta ainda maior no Enem 2016, quando as buscas tiveram um pico quase 12 vezes mais alto do que a média desde janeiro de 2014.




Buscas relacionadas à redação do Enem sobre 'mobilidade urbana' entre janeiro de 2014 e o início de novembro de 2017 (Foto: Divulgação/Google)




Bullying 


Nas vésperas do Enem 2017, o "bullying" foi o segundo tema mais buscado, pouco mais do que "homofobia". Mas, historicamente, esse não era um assunto que muitas pessoas relacionavam ao tema da redação do Enem nas procuras do Google. "Em termos da quantidade de buscas relacionadas ao tema da redação do Enem, ele é o quarto colocado, mas, em relação a ele mesmo, gerou um interesse muito maior este ano", explicou a ferramenta de busca.Veja abaixo o comportamento das buscas sobre a redação do Enem relacionadas ao "bullying nas últimas quatro edições do Enem:


Homofobia 


Segundo a ferramenta de buscas, "homofobia" foi o terceiro possível tema de redação mais buscado no ano, mas também foi um dos que mais cresceu nos últimos quatro anos.


"Homofobia, apesar de ter tido pequenos picos no mês do Enem em edições passadas, aumentou este ano quase 10 vezes a mais que a média dos meses anteriores", explicou o Google. Neste ano, ele foi o tema mais votado na enquete feita entre os leitores do G1.



Intolerância religiosa 



Já o assunto "intolerância religiosa" chegou a ser bastante relacionado à redação do Enem em 2015. Na época da prova, o pico foi quase o quádruplo da média mensal de buscas desde 2014. Na hora da prova, porém, o tema escolhido foi "violência contra a mulher".


No entanto, no ano seguinte, ele acabou aparecendo na redação do Enem 2016.








Apostas dos professores



Os quatro assuntos – "mobilidade urbana", "bullying", "homofobia" e o tema que efetivamente apareceu na redação do Enem 2017 – haviam sido mencionados entre 14 apostas de professores de quatro cursinhos para a prova deste ano.


No caso de bullying, a aposta é que o tema poderia ser tratado por meio de sua potencialização na internet – o chamado cyberbullying. Já o tema da redação deste ano no Enem não chegou a surpreender os professores por se tratar de um tema abrangente que já era esperado no Enem, o da inclusão de pessoas com deficiência. Porém, o enfoque bem específico – a educação de surdos – pegou muitos deles de surpresa.



Fonte:G1

Ciências




4º Bimestre - Turma 601



Como é Ross 128 b, o recém-descoberto planeta próximo à Terra com melhores condições para abrigar vida

Astrônomos encontraram planeta temperado, de tamanho semelhante à Terra e relativamente próximo ao Sistema Solar.




Astrônomos encontraram um planeta frio e do tamanho da Terra, relativamente perto do sistema solar.


As características do planeta recém-descoberto - apelidado de Ross 128 b - fazem dele um dos principais alvos na busca por vida no cosmos.


A 11 anos-luz de distância, Ross 128 b é o segundo planeta externo ao Sistema Solar mais próximo da Terra. Mas o que está mais perto, conhecido como Proxima b, parece ser menos habitável.


Descoberto em 2016, ele orbita a estrela Proxima Centauri, conhecida por ser uma estrela anã vermelha, bastante ativa. Isso significa que erupções poderosas periodicamente atingem Proxima b com radiações nocivas.


O co-descobridor de Ross 128 b, Nicola Astudillo-Defru, do Observatório de Genebra, na Suíça, disse à BBC News: "Porque Proxima Centauri atinge seu planeta com fortes erupções e radiações de alta energia, eu acredito que Ross 128 é bem mais propício para o desenvolvimento de vida".


"Mas ainda precisamos saber como é a atmosfera do Ross 128. Dependendo da composição e da refletividade de suas nuvens, esse planeta pode ser habitável, com água líquida, como a Terra, ou estéril, como Vênus."


Coordenador do estudo que descreve a descoberta, Xavier Bonfils, do Instituto de Planetologia e Astrofísica de Grenoble, na França, disse à BBC News que o Ross 128, embora esteja "um pouco longe da Terra", é um "ótimo alvo alternativo" (para a procura por vida extraterrestre).


O planeta foi descoberto com o uso do Buscador de Planeta de Alta Precisão Radial (Harps), instrumento que fica no Observatório La Silla, no Chile. O trabalho será publicado no jornal Astronomia e Astrofísica.


Astudillo-Defru disse que o achado é resultado de mais de uma década de "monitoramento intensivo" usando o instrumento Harps.


Com 1,35 vezes a massa do nosso planeta, Ross 128 é um pouco mais pesado que a Terra e orbita 20 vezes mais perto da sua estrela que a distância entre a Terra e o Sol. Mas como a estrela do planeta recém-descoberto é bem menor que o sol, ele recebe só um pouco mais de radiação que a Terra.
Assim, é esperado que tenha emperatura de superfície parecida com a da Terra.Na busca por mundos habitados fora do nosso Sistema Solar, astrônomos normalmente procuram por planetas com pouca massa, rochosos e com temperaturas similares às da Terra.


Mas esses indicadores são difíceis de detectar. A maioria dos 3,5 mil exoplanetas - externos ao sistema solar - estão na categoria dos chamados "Júpiteres Quentes"- gigantes de gás orbitando muito perto de suas estrelas e que não possuem condições adequadas para a existência de vida.


Do contingente menor de planetas com tamanho parecido ao da Terra, a maioria orbita estrelas anãs vermelhas - o tipo mais comum de estrela da Via Láctea. Porque esta categoria de estrela tem luz mais fraca, é mais fácil para os astrônomos detectarem planetas de pouca massa quando eles passam em frente (observados da Terra) e bloqueiam parte da luz.


Anãs vermelhas são geralmente mais ativas que as estrelas tipo-G, como o Sol, mas pode haver variação. A apenas 4,2 anos luz de distância, Proxima b pode ser o planeta mas próximo do sistema solar com temperatura amena. Mas recebe 30 vezes mais radiação ultravioleta que a Terra.


Ross 128 b, por outro lado, é o planeta mais próximo com menos radiação e clima temperado.


Astrônomos frequentemente falam sobre "zona habitável" ao redor de uma estrela - o raio de distância em que as temperaturas permitem que a água (essencial para a vida que conhecemos) permaneça líquida na superfície do planeta.


A localização da zona habitável depende da própria estrela: anãs vermelhas são estrelas com luz mais fraca, portanto mais frias que o sol, então sua zona habitável é mais próxima que a do sistema solar.


Ainda há incerteza sobre se o Ross 128 está na zona habitável, mas cientistas dizem que, com temperaturas entre -60°C e 20°C, ele pode ser considerado temperado.


Instrumento chamado 'Harps' ajudou a detectar o Ross 128 b, em observatório no Chile (Foto: ESO/A. GHIZZI PANIZZA)


Mas, como ressalta Astudillo-Defru, muita coisa depende da presença de atmosfera. Gases do efeito estufa podem aquecer a superfície e garantir pressão suficiente para manter a água em estado líquido.


Astrônomos querem estudar a composição atmosférica e química de planetas próximos e potencialmente adequados para a existência de vida, como o Ross 128 b. A detecção de gases como oxigênio pode potencialmente apontar para a presença de processes biológicos.



Mas Nicola Astudillo-Defru disse: "Os melhores indicadores biológicos ainda estão em debate. Por enquanto, temos o oxigênio (O2) e o ozônio como indicadores biológicos".


"Outros, como o dióxido de carbono ou o metano podem ser gerados tanto por eventos geológicos quanto por vida. Alguns gases já foram detectados em atmosferas de exoplanetas, mas essa investigação deve ganhar fôlego quando o Extremely Large Telescope (Telescópio Extremamente Grande, em tradução livre), do Observatório do Sul da Europa, e o Telescópio James Webb Space, da Nasa, entrarem em operação."


O 'Extremely Large Telescope', telescópio que entrará em operação na próxima década, poderá testar a existência de atmosfera no Ross 128 b (Foto: ESO)


Bonfils explica que o Extremely Large Telescope, que estará operacional na metade da próxima década, deverá garantir resolução angular para observar o Ross 128 b diretamente. "Conseguiremos ver se existe atmosfera e, eventualmente, procurar por O2, água e CH4 (metano)", disse Bonfils.


"Cada um (desses gases) seria um passo importante rumo à evidência de vida fora do sistema solar. Mas, individualmente, nenhum deles é definitivamente uma prova de vida. Há formas de produzir O2 e CH4 não biologicamente. Mas, por enquanto, não conhecemos nenhum falso positivo se os três (oxigênio, água e metano) forem detectados juntos".


Embora esteja hoje a 11 anos luz da Terra, o planeta Ross 128 está se locomovendo em direção à Terra e deve ultrapassar Proxima Centauri como o planeta mais próximo da Terra daqui a 79 mil anos - um piscar de olhos nos parâmetros cósmicos.


Fonte: G1

Ética e cidadania

4º Bimestre - Turma 601

Debate na UFF discute gênero com pastor pró-direitos humanos

Ex-vereador de Niterói Henrique Vieira é cientista social e teólogo






NITERÓI — Diante das polêmicas causadas pelo assunto e do crescimento dos discursos de ódio e intolerância no país, o projeto UFF Debate Brasil traz à discussão, terça-feira, o tema “Gênero: uma questão de direitos”. O evento reunirá os especialistas Bruna Benevides, presidente do conselho LGBT de Niterói; Eder Fernandes Monica, professor da Faculdade de Direito/UFF e membro do grupo de pesquisa Sexualidade, Direito e Democracia; e Henrique Vieira, cientista social, teólogo, pastor e ex-vereador de Niterói (2012 a 2016).
A mediadora será Bárbara Breder, professora do Departamento de Pscicologia da UFF e coordenadora do Laboratório de Psicanálise, Política, Cultura e Estudos de Gênero. Ela adianta que um dos objetivos da discussão é tentar lançar um novo olhar sobre o tema:
— A expectativa para esse debate é trazer, de uma maneira consciente e rigorosa, uma visão teórica científica e cultural sobre gênero e diversidade sexual. Torço para que a gente possa dialogar de uma maneira muito ética com a população, não só acadêmica mas com a comunidade no geral, pois este é um dos papéis da universidade.

Henrique Vieira diz compreender o gênero como uma construção social e histórica. Ele adianta que, no debate de terça-feira, ele pretende abordar a violência que existe na sociedade, que considera fruto do preconceito. Acrescenta que, como pastor, zela pela dignidade humana.
— Pela violência psicológica e física que os homossexuais e transsexuais sofrem, eu não posso ficar em silêncio. Hoje, existe um referencial na sociedade que evangélico é conservador e que tem um discurso de intolerância. Porém, essas são vozes das lideranças da religião que têm espaço na TV e na política. Eu faço parte da população evangélica que é pautada pela agenda dos direitos humanos. Tenho sempre, sobre todos os assuntos, o olhar da teologia, o amor que a Bíblia prega — afirma Vieira.
DIREITOS SEXUAIS
Eder Fernandes Monica, professor da Faculdade de Direito da UFF, destaca que o tema é uma nova discussão sobre Justiça social.


— É importante que se debata esse tema na sociedade atualmente. Devemos garantir a promoção da cidadania entre pessoas que se sentem à margem do sistema político e jurídico. Surge uma nova área: direitos sexuais.


Fonte: G1

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Saúde e Bem Estar

4º Bimestre - Turma 601



O que é a Dpoc, doença pulmonar silenciosa que mata 3 milhões de pessoas por ano e não tem cura

Sintomas passam despercebidos e estima-se que 80% dos afetados não sabem que têm a doença; fumantes - ativos e passivos - e pessoas que trabalham em locais com muita fumaça são grupos de risco.








Se você é fumante habitual, tem 90% de chance de sofrer da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (Dpoc), segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). E é provável que você nem saiba disso.

A Dpoc é caracterizada por uma redução persistente do fluxo de ar. Piora com o tempo e pode se agravar a ponto de levar à morte.

Ela se desenvolve de quadros persistentes de bronquite ou enfisema pulmonar. Na bronquite, há produção de muco e inflamação nas vias aéreas. No enfisema há destruição dos alvéolos, estruturas responsáveis pelo fluxo de ar nos pulmões.

Sua principal causa é a exposição à fumaça do cigarro, seja o fumante ativo ou passivo. A exposição a outros tipos de fumaça também pode causar a doença - quem trabalha com fornos de lenha em pizzarias ou carvoarias também corre risco.

E, geralmente, se manifesta de forma silenciosa: 80% das pessoas afetadas nem sequer sabem disso, segundo a Fundepoc, uma instituição argentina especializada na doença.

Também não há cura para a Dpoc e cerca de 3 milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência do mal, segundo a OMS, que afeta 384 milhões de pessoas em todo o mundo.

Do total de vítimas, 13,6% são adultos com mais de 35 anos da América Latina, de acordo com os dados da Fundepoc. No Brasil, a estima-se que 7 milhões de pessoas tenham Dpoc - mas somente 12% dos pacientes são diagnosticados.


Sintomas

Um dos grandes problemas da Dpoc é justamente que nem sempre ela é diagnosticada.

E os fumantes geralmente não se queixam ou vão ao médico por estarem tossindo ou apresentarem dificuldades respiratórias, adverte a OMS.

A doença evolui de forma lenta e normalmente só se torna visível a partir dos 40 ou 50 anos, assegura a mesma organização.

Os sintomas mais frequentes são a dispneia (dificuldade para respirar), tosse crônica e produção de fleumas (expectoração com muco).

A doença piora com o tempo, e atividades cotidianas como subir escadas ou carregar uma mala podem ser extremamente difíceis. A dificuldade para respirar, em princípio relacionada ao esforço, acaba aparecendo também quando se está em repouso. E às vezes ela é tão forte que pode chegar a incapacitar a pessoa por completo. Nesse caso, deve-se procurar o médico com urgência.


Riscos


As pessoas expostas à fumaça do cigarro têm maior probabilidade de sofrer da doença quando estiverem na faixa de 35 ou 40 anos. Mas não são as únicas em risco.

Há anos a Dpoc atingia mais os homens, uma vez que eles fumavam mais do que as mulheres. Agora, porém, o índice de tabagismo nos países de alta renda é semelhante entre os dois sexos.

Adicionalmente, nos países de baixa renda as mulheres são as que estão mais expostas ao ar interior contaminado.

Segundo a OMS, mais de 90% das mortes causadas pela doença ocorrem em países de renda média baixa porque as estratégias de prevenção não são eficazes e os tratamentos não estão disponíveis ou não são acessíveis para todos os doentes.


Incurável, mas evitável


A Dpoc não tem cura, mas pode ser evitada. Deixar de fumar ou reduzir a exposição à poluição, seja interior, exterior ou do tipo química, são exemplos de como se precaver.

A Dpoc também pode ser detectada por um "teste de sopro" chamado espirometria. Nesse teste, é usado um aparelho no qual a pessoa assopra para que seja avaliada a quantidade de ar que ela é capaz de colocar para dentro e para fora dos pulmões - e a velocidade com que faz isso.

Se o teste indicar alteração nessa capacidade respiratória, novos exames podem ser pedidos pelo médico para confirmar o diagnóstico dessa ou de outras doenças respiratórias.

Para aliviar os sintomas, existe tratamento com medicamentos e fisioterapia.

Aumentar nossa capacidade de fazer exercícios e levar uma vida mais saudável também podem reduzir o risco de morte.


Fonte: G1