sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Te contei?

3º Bimestre - Turma 801



Estação Central do MetrôRio recebe eventos de literatura, exposição e troca de livros



Uma parceria entre o MetrôRio e a Biblioteca Estação Leitura promove, a partir desta sexta-feira (13/09) , três eventos culturais na estação Central: o encontro literário “Coletivo Poesia”, o troca-troca de livros e a exposição “Vozes do Cordel”, na galeria Arte e Literatura, que fica anexa à biblioteca popular. As atividades serão todas gratuitas.

O “Coletivo Poesia” será comandado pelo jornalista e poeta Claufe Rodrigues e mistura bate-papo sobre literatura com recitais feitos pelos convidados. A ação acontece às 19h30.

Já a mostra “Vozes do Cordel” reunirá fragmentos de versos do cordelista Edmilson Santini, ao lado de reproduções de xilogravuras (técnica de gravura em que se utiliza madeira como matriz) do artista Ciro Fernandes. A arte forma um mosaico de palavras e imagens. Os autores vão autografar as obras, que serão distribuídas ao público.

Será promovida, ainda, mais uma edição do troca-troca de livros. Cada pessoa pode levar até três livros usados, em bom estado, que serão trocados pelos títulos expostos nas prateleiras. Vale ressaltar que materiais didáticos ou escolares não são aceitos. O funcionamento é das 14h às 20h.

A Biblioteca Estação Leitura fica na estação Central do MetrôRio e tem como objetivo a difusão de cultura, através do incentivo à leitura, oferecendo fácil acesso aos livros e de forma gratuita. Além disso, são feitos periodicamente talks shows e atividades literárias. A biblioteca funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 14h às 20h.


Fonte:diariodorio

Ética e cidadania

3º Bimestre - Turma 801


Museu de Arte do Rio recebe evento sobre digitalização de acervos históricos

Pesquisadores brasileiros vão se reunir nos dias 25 e 26 de setembro


Rio – O incêndio no Museu Nacional foi um dos momentos mais lamentáveis e um golpe duro na preservação do patrimônio histórico do Brasil. A tecnologia pode ser utilizada para para proteger itens importantes de um país. Pesquisadores brasileiros vão se reunir nos dias 25 e 26 de setembro, no Museu de Arte do Rio (MAR) para um evento internacional intitulado “Preservação de Acervos na Era Digital” do Preserva.ME.



Exemplo da união bem sucedida entre tecnologia e história é a impressão em 3D de peças destruídas no incêndio do Museu Nacional, que só foi possível pela utilização do acervo digital de tomografias das peças, produzido antes da tragédia. Além da digitalização, o futuro da preservação histórica aponta também para o compartilhamento do conhecimento.
“O ponto base que a gente procura enfatizar com as pessoas e com as instituições é que precisamos nos unir. Nos unir para conseguir leis melhores e incentivos melhores para que uma tragédia como a que acometeu o Museu Nacional não aconteça novamente com nenhuma instituição”, defendeu o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, durante edição de 2018 do Preserva.ME.

Instituições responsáveis pela preservação histórica em âmbito nacional, como a Fundação Biblioteca Nacional, já possuem iniciativas avançadas no campo da preservação digital. A BNDigital, fundada em 2006, disponibiliza mais de 1 milhão e meio de documentos para acesso livre. Seu coordenador, Joaquim Marçal, é um dos palestrantes do Preserva.ME 2019 e aponta as duas frentes da preservação digital. “Na Biblioteca, lidamos com essas duas preocupações. Ao mesmo tempo que reproduzimos toda a documentação do passado, também cuidamos daquilo que já foi produzido em âmbito digital”, explica.

Discussões sobre preservação de dados científicos, curadoria digital, digitalização de acervos, plataformas e softwares voltados para gestão de acervos digitais também estão na programação do evento, que conta com palestrantes do Arquivo Nacional, Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, Science Museum Group (Reino Unido), Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS) e University of North Carolina (EUA). As inscrições para o Preserva.ME estão esgotadas, mas o evento será transmitido ao vivo pela página no Facebook da Memória da Eletricidade.

Fonte:istoe


Cultura

3º Bimestre - Turma 801

Deputada diz que departamentos de Artes Visuais e Cênicas da UNESP foram extintos

Sâmia Bonfim


A deputada federal Sâmia Bonfim (Psol) alerta, em seu Twitter, que os departamentos de Artes Visuais e Artes Cênicas da UNESP podem ter sido extintos. Ela diz: "fui informada que os departamentos de Artes Visuais e de Artes Cênicas da UNESP foram extintos. Segundo norma da universidade, não podem haver departamentos com menos de 10 professores. 

A deputada ainda ressalta que "no entanto, a decisão é política, já que foi opção da reitoria não fazer novas contratações."

Confira o Twtter de Sâmia Bonfim:

Fui informada que os departamentos de Artes Visuais e de Artes Cênicas da UNESP foram extintos. Segundo norma da universidade, não podem haver departamentos com menos de 10 professores. No entanto, a decisão é política, já que foi opção da reitoria não fazer novas contratações.


Fonte:brasil247

Educação

3º Bimestre - Turma 801



Você conhece os riscos dos grupos de WhatsApp entre pais e professores?


A influência da tecnologia em nossas vidas fica cada dia mais evidente. Pagar um boleto por uma foto no celular; falar com alguém que está longe por uma chamada de vídeo; passar compras do supermercado no caixa de forma ‘automatizada’, sem o atendimento de uma pessoa; são algumas das inúmeras experiências que hoje nos mostram o quanto podemos nos beneficiar com os avanços tecnológicos.

Justamente por facilitarem tanto nosso dia a dia, fica mais difícil percebermos a tênue linha que separa as coisas boas das ‘armadilhas’ que alguns desses recursos podem trazer com o uso. O WhatsApp é uma dessas ferramentas. Sabemos que ele facilita muito a vida e quase não nos lembramos de como era a comunicação antes dele, não é mesmo? Mas você já analisou o tipo de informação enviada pelo aplicativo e como a sua equipe pedagógica faz uso dele?

Para o gestor escolar é importante analisar o uso da ferramenta por essa ótica, porque os pais querem praticidade e agilidade na troca de informações. No entanto, ao recorrer-se a aplicativos como WhatsApp para a comunicação com os responsáveis, a escola pode perder o controle desse fluxo de comunicação, e então surgem problemas como:


Produtividade x Retorno Instantâneo


Sabemos que todos estamos cada vez mais imediatistas, tudo nos encaminha para essa prática. Pensando nisso, nada mais comum do que um pai que envia recado para a escola pelo WhatsApp ‘exigindo’ retorno rápido da equipe pedagógica. E o que acontece quando um professor precisa interromper a aula a cada nova mensagem recebida para dar retorno a um pai? Perda de produtividade, uma cultura do ‘retorno instantâneo’ e a queda no avanço do ensino, uma vez que ao interromper a aula os alunos perdem o foco no conteúdo, etc.

Enviar fotos das crianças em atividades extras ou até mesmo uma lista de materiais para a próxima aula pode ser motivo para dúvidas surgirem e as conversas se acumularem. O que poderia ser uma ferramenta para facilitar a troca de informações acaba por impossibilitar esse fluxo e dificultar a rotina do professor em sala.


Profissional x Pessoal


Ao utilizar aplicativos de mensagens instantâneas com os pais, a equipe pedagógica abre o precedente de aproximação em horários indevidos, muitas vezes em momentos de lazer desse colaborador ou quando o mesmo não pode responder pela escola, como em casos financeiros, por exemplo.

Controlar o uso desses recursos torna-se ainda mais difícil também porque a equipe utiliza-o para responder aos pais, mas também pode contatar familiares e resolver outros assuntos durante o período de aula, em que a atenção deve ser total nos alunos. Ou seja, a situação sai do controle do gestor escolar e acaba por tornar-se uma ‘armadilha’.


Feedback x Reclamações Perdidas


Por não ser uma ferramenta com o fim específico de comunicação escolar, aplicativos de mensagem instantânea podem privar a escola de coletar informações importantes para melhorias na instituição. É comum ouvirmos os relatos de gestores escolares com problemas nos famosos “Grupos de Conversas” entre pais e professores ou entre os próprios pais.

O objetivo desses grupos é apenas registrar reclamações sobre a escola ou algum fato específico, mas nem sempre o gestor visualiza essas conversas, e nesses momentos as informações se perdem. É importante para a instituição de ensino pensar na evolução desses chats. Até que ponto a escola tem controle sobre o que sua equipe pedagógica responde aos pais?

Conversas em aplicativos como WhatsApp têm validade jurídica e já são considerados em vários casos como prova para determinadas ações. O retorno dos pais também precisa ser catalogado, afinal uma sugestão ou reclamação levantada por um deles pode ser objeto de melhorias que irão afetar toda a comunidade escolar, e perder insights assim pode deixar a escola em desvantagem no mercado educacional.


Ruídos na Comunicação x Telefone sem Fio


Ao não conseguir acompanhar todas as conversas que ocorrem no ambiente virtual, o gestor escolar acaba perdendo a visão dos acontecimentos. Imagine a situação aonde um conflito entre dois alunos chega ao conhecimento dos responsáveis e esses discutem no grupo de WhatsApp da turma para defender seus filhos. Logo a situação foge do controle e vira o famoso “barraco”.

Em situações como essa, caberia à escola intermediar a conversa, mas por estar em um meio não moderado pela instituição isso toma proporções inesperadas e pode inclusive culminar em ações judiciais. Ruídos como esses na comunicação dentro da comunidade escolar podem ter resultados ruins não somente para a escola, mas também para os alunos, que às vezes são expostos a situações constrangedoras e não têm como reverter os fatos.


Fonte:clipescola

Política

3º Bimestre - Turma 801



Pesquisa da Global Web Index cria alerta sobre o uso dessas ferramentas para a disseminação de informações falsas


As mídias sociais começaram como uma maneira de compartilhar informações sobre sua vida com amigos, mas elas logo se transformaram em uma força que é capaz de moldar vidas. Um estudo do instituto de pesquisa Global Web Index sobre quais países gastam mais tempo em redes sociais destaca alguns dos principais problemas dessa prática.

internet global


Nos países em que é mais popular, a mídia social teve um grande impacto na política e nas eleições. As Filipinas lideram a lista, gastando em média mais de quatro horas por dia nas redes. O comportamento dos cidadãos do país refletiu na política - o presidente Rodrigo Duterte transformou o Facebook em uma ferramenta para ganhar e manter o poder.

Enquanto isso o WhatsApp, propriedade do Facebook, foi uma fonte importante para a disseminação de informações falsas nas últimas eleições na Nigéria, o país é o segundo colocado no ranking dos que mais utilizam mídia social.

Moradores do México e Turquia, terceiro e quarto colocados, respectivamente, gastam pouco mais de três horas por dias conectados às redes sociais. O relatório Digital in 2019, realizado pela We Are Social em parceria com o Hootsuite, destaca que, no Brasil, a rede social mais utilizada é o YouTube, que atinge pouco mais de 98 milhões de usuários. Mesmo assim, o país não foi considerado na pesquisa.

Os mercados emergentes continuam a gastar mais tempo nas redes sociais durante um dia típico. Isso pode ser impulsionado pela demografia mais jovem desses locais. Para chegar a esses resultados, os pesquisadores ouviram 575 mil internautas do mundo todo, com idades entre 16 e 64 anos. Abaixo, o ranking completo da pesquisa. 


Reprodução


Fonte:olhardigital

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Mundo

3º Bimestre - Turma 801

Twitter bloqueia contas de Raul Castro e de mídia estatal cubana

Segundo a rede social, políticas da plataforma proíbem que os usuários artificialmente manipulem conversas por meio de múltiplas contas.

Jovem verifica celular em Cuba perto de um hotspot de internet  — Foto: Tomas Bravo/Reuters


O Twitter bloqueou nesta quinta-feira (12) as contas do líder do Partido Comunista cubano Raul Castro e dos principais meios de comunicação estatais de Cuba, um movimento que a União Cubana de Jornalistas (UPEC) denunciou como "grande censura". A conta da UPEC (@cubaperiodistas) também foi suspensa.

Dezenas de contas de jornalistas da mídia estatal cubana também foram bloqueadas na noite de quarta-feira (11).

O Twitter não explicou ou avisou sobre a medida, escreveram meios de comunicação estatais em seus sites. Questionado sobre as suspensões das contas, um porta-voz do Twitter afirmou à agência Reuters que as políticas contra manipulação da plataforma proíbem que os usuários artificialmente manipulem conversas por meio de múltiplas contas.



Conta no Twitter de Raul Castro é suspensa no Twitter — Foto: Reprodução



Repercussão

A medida ocorreu no momento em que o presidente Miguel Diaz-Canel estava se dirigindo ao país na TV estatal, alertando para uma crise de energia devido a sanções dos EUA.

"O que há de novo aqui é o escopo maciço desse ato de guerra cibernética, claramente planejado, que visa limitar a liberdade de expressão de instituições e cidadãos cubanos e silenciar os líderes da revolução", afirmou em comunicado.

A UPEC disse que a plataforma, no passado, suspendeu contas individuais que foram recuperadas.

"Exigimos que se restabeleçam imediatamente as contas bloqueadas que, em nenhum caso, violaram as políticas do Twitter, enquanto a plataforma pisa flagrantemente nos direitos dos comunicadores, os impede de exercer o seu trabalho e tenta amordaçar um fato informativo de primeira ordem no nosso país", afirmou em comunicado.

No entanto, segundo a rede Deutsche Welle, jornalistas cubanos independentes e figuras da oposição apontaram que é irônico que o governo da ilha, que há décadas controla com mão de ferro a mídia do país, afirme estar sofrendo censura.

"A imprensa oficial cubana descobre a 'liberdade de expressão' graças ao Twitter”, ironizou o site 14ymedio, fundado pela dissidente Yoani Sánchez.



Fonte:G1

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Saúde e Bem Estar

3º Bimestre - Turma 801

A importância da comunicação para o cuidado do paciente



Um dos maiores desafios humanos é a adequada comunicação interpessoal. Essa questão se torna crítica na área de saúde quando necessitamos assegurar a assistência de maneira efetiva, especialmente nos processos de transição do cuidado profissional oferecido ao paciente. Ao assisti-lo, há a necessidade de identificar a melhor terapia no intuito de oferecer resultados favoráveis dentro das perspectivas possíveis para o tratamento do indivíduo que objetive a melhoria da saúde. Para o planejamento terapêutico, que deve ocorrer desde o primeiro contato até a alta, é fundamental que o mesmo seja realizado observando as práticas baseadas em evidências quer para o tratamento, do cuidado até a reabilitação, tendo em vista que as instituições de saúde são dinâmicas, possuem diferentes unidades de negócio e uma diversidade de clientes, o que gera possibilidades de ocorrência de falhas ou até mesmo evento adverso.

Para garantir qualidade e segurança no atendimento ao paciente, o cuidado centrado no indivíduo deve ser prioridade, fortalecendo o processo de cuidar, assegurado pela boa comunicação interprofissional, e também a adequada a comunicação com o paciente. A prestação de atenção integral dos serviços oferecidos aos pacientes é fundamental para prevenir problemas, possibilitando encontrar melhores soluções às enfermidades já observadas.

Estabelecer diálogo com o paciente e seus familiares ou responsáveis contribui para ajustar o planejamento terapêutico as suas necessidades, respeitar as crenças e cultura do paciente e atender as expectativas das partes.

Na coordenação da transferência do cuidado também é necessário o envolvimento dos profissionais, dos pacientes e seus familiares ou responsáveis, sendo fundamental o adequado entendimento entre as partes frente ao processo terapêutico, monitorando constantemente sua efetividade, incentivando a promoção da saúde e o acompanhamento da transição interprofissional do cuidado realizado. O paciente, os familiares ou responsáveis e os profissionais envolvidos na transição do cuidado devem interagir de maneira que a comunicação e a informação sejam seguras a todos.

Desta forma, é possível diminuir as ocorrências mais prevalentes relacionadas com a transferência interprofissional do cuidado: erros de medicação, a prática não segura e a não avaliação na realização da reconciliação. Também, observamos a ausência do planejamento na admissão do paciente fazendo ocorrer aumento nos dias de internação e, consequentemente, onerando ainda mais os custos do cuidado de saúde. Esse é um cenário mundial.

Sistematizar a informação por meio de protocolo contribui com o processo de transferência do cuidado, assim como é fundamental nesta etapa investir em sistemas informatizados robustos para agregar informações, contribuindo com alertas para garantir que todas as fases sejam realizadas, disponibilizando, por exemplo, dados referentes à medicação permitindo seu monitoramento e até a melhoria do planejamento. Segundo a metodologia Joint Commission International (JCI), planejar e projetar processos de gestão de informações para atender as necessidades de informações internas e externas permite gestão segura e eficaz.

O implemento efetivo do processo de transição do cuidado de forma sistematizada contribui para a sua continuidade, evitando omissão, erros ou duplicidade nas informações das recomendações do tratamento.
As diferenças étnicas, culturais, idiomáticas ou religiosas, também podem influenciar na transição do cuidado, tornando o processo vulnerável se não houver a busca do entendimento com a quebra destas barreiras, o que facilitará o processo de acesso e recebimento de cuidados, conforme o manual de padrões da Joint Commission International.

Portanto, o fortalecimento da comunicação interpessoal – profissionais, pacientes ou familiares – e o fluxo de informações informatizadas do processo é primordial para uma gestão segura na transferência do cuidado.


Fonte:saudebusiness




segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Ciências

3º Bimestre - Turma 801

Tecnologia pode tirar ciências humanas da Idade Média, diz Pierre Lévy

Filósofo trabalha em linguagem artificial para reorganizar o conhecimento humano


Quando Pierre Lévy, 63, começou a escrever sobre cibercultura, a internet toda era mato.

O filósofo franco-canadense é um dos pioneiros a tratar da relação entre sociedade e computador, em particular num mundo conectado. Orgulha-se de escrever sobre o assunto desde o começo dos anos 90. 

Para ele, as ciências humanas precisam passar por uma revolução, como passaram as naturais, e a tecnologia é a chave para atingir um “patamar mínimo” no tratamento dessa área. “Nas humanidades ainda estamos na Idade Média.” 

Sua teoria passa por inteligência coletiva, aquele conhecimento acumulado e compartilhado por toda uma espécie ou grupo. Pode ser pela organização de animais como formigas, que trocam informações entre si, mas ganha força em seres humanos, com a capacidade de usar a linguagem —linguagem esta, diz, potencializada pelas tecnologias de comunicação.

“Em vez de desenvolver máquinas inteligentes [com inteligência artificial], deveríamos usar os computadores para nos tornar mais inteligentes”, contesta.

O filósofo quer reorganizar o conhecimento humano. Trabalha numa linguagem artificial que faria humanos conversarem diretamente com máquinas sem o intermédio da programação. 

Em 2020, pretende lançar um livro explicando a gramática da nova língua (sem data e editora definidos) e, depois disso, se aposentar. “Pra mim, aposentadoria é só não dar mais aula e ter mais tempo para escrever.”


Pierre Levy, de terno, fala e gesticula com as mãos


Lévy nasceu na Tunísia, mas desenvolveu sua carreira acadêmica na Universidade de Sorbonne, na França. A partir deste semestre, será pesquisador da Universidade de Montreal após 17 anos trabalhando na Universidade de Ottawa, ambas no Canadá, onde vive desde 1998. 

Falou à Folha por cerca de 50 minutos em videochamada, sempre em tom espirituoso —ria, fazia vozes, caras e bocas— e com as malas já prontas para vir ao Brasil. Participará do Fronteiras do Pensamento, em Salvador, nesta terça-feira (10).

Hoje, vivemos em um mundo extremamente conectado. Temos computadores em todos os lugares. O que isso muda para a sociedade? [Risos] Muda muito! Para mim, a chegada de computadores pessoais, depois, a internet, o smartphone e por aí vai, transformam o sistema de comunicação da nossa sociedade. Acho que a primeira grande revolução na história da comunicação foi a invenção da escrita, que levou a uma sociedade mais hierarquizada, dividida entre aqueles que sabem ler e escrever e aqueles que não sabem. Então houve uma segunda grande revolução, a invenção do alfabeto, dos algarismos arábicos com o número 0 e a invenção do papel pelos chineses. Depois houve a invenção da imprensa e, na sequência, rádio e televisão. Essas invenções automatizaram a transmissão de linguagem e de símbolos. 

Cada vez que temos grandes transformações no sistema de comunicação, temos uma transformação na cultura e na civilização. E estamos atualmente nesse estágio porque em nosso novo sistema de comunicação toda informação é acessível. É onipresente. Todas as pessoas estão interconectadas, o que é ainda mais importante. E, acima de tudo, temos robôs que são capazes de automaticamente transformar símbolos, como fazer traduções ou cálculos estatísticos. Isso é completamente novo.

Aconteceu no espaço de apenas 20 ou 30 anos. É muito difícil pensar no que serão as implicações dessa mudança na comunicação, mas estamos apenas no começo dessa nova civilização.

Seu trabalho foca-se no conceito de inteligência coletiva. Poderia explicar o que é? [Risos] Sempre essa pergunta! A inteligência coletiva é algo muito velho, de antes da espécie humana. Abelhas, por exemplo, acumulam mel para elas próprias e para a comunidade toda. Formigas conseguem sinalizar entre si onde estão as coisas boas para comer. Comunicação, coordenação e colaboração entre animais sociais é muito frequente. Isso é ainda mais forte entre mamíferos e, claro, primatas. Nós somos primatas e animais sociais, então temos essa habilidade de inteligência coletiva, mas temos algo que os outros animais não têm: linguagem.

Linguagem permite que nós acumulemos conhecimento de geração para geração, e serve para criar novas formas de coordenar e cooperar, muito mais complexas do que no mundo animal. 

Então, cada vez que nós somos capazes de empoderar nossa habilidade linguística, por exemplo com o desenvolvimento da escrita, dos meios de comunicação em massa e, agora, com a comunicação digital, nós aumentamos nossa inteligência coletiva. 

Para mim, inteligência coletiva é um projeto na era digital que é quase o oposto de inteligência artificial. Em vez de usar computadores para desenvolver máquinas inteligentes, deveríamos usar os computadores para nos tornar mais inteligentes. É claro que não sou contra o aspecto técnico de inteligência artificial, mas acho que o objetivo geral não deveria ser inteligência artificial, mas inteligência coletiva.

Já podemos ver esse aumento da inteligência coletiva. Inteligência é nada mais do que habilidade cognitiva. Memória é uma das mais importantes dessas habilidades. Há muita memória em comum que está à disposição de todos. Podemos aumentar nossa memória [com o conteúdo disponível digitalmente], nossa capacidade racional, por exemplo, ao analisar todos esses dados que estão na rede. Podemos aumentar nossa habilidade de coordenar e colaborar, por exemplo, pelo uso de redes sociais. Não só para o público geral, mas também para empresas, governos. 



Fonte:folha.uol