Debate na UFF discute gênero com pastor pró-direitos humanos
Ex-vereador de Niterói Henrique Vieira é cientista social e teólogo
NITERÓI — Diante das polêmicas causadas pelo assunto e do crescimento dos discursos de ódio e intolerância no país, o projeto UFF Debate Brasil traz à discussão, terça-feira, o tema “Gênero: uma questão de direitos”. O evento reunirá os especialistas Bruna Benevides, presidente do conselho LGBT de Niterói; Eder Fernandes Monica, professor da Faculdade de Direito/UFF e membro do grupo de pesquisa Sexualidade, Direito e Democracia; e Henrique Vieira, cientista social, teólogo, pastor e ex-vereador de Niterói (2012 a 2016).
A mediadora será Bárbara Breder, professora do Departamento de Pscicologia da UFF e coordenadora do Laboratório de Psicanálise, Política, Cultura e Estudos de Gênero. Ela adianta que um dos objetivos da discussão é tentar lançar um novo olhar sobre o tema:
— A expectativa para esse debate é trazer, de uma maneira consciente e rigorosa, uma visão teórica científica e cultural sobre gênero e diversidade sexual. Torço para que a gente possa dialogar de uma maneira muito ética com a população, não só acadêmica mas com a comunidade no geral, pois este é um dos papéis da universidade.
Henrique Vieira diz compreender o gênero como uma construção social e histórica. Ele adianta que, no debate de terça-feira, ele pretende abordar a violência que existe na sociedade, que considera fruto do preconceito. Acrescenta que, como pastor, zela pela dignidade humana.
— Pela violência psicológica e física que os homossexuais e transsexuais sofrem, eu não posso ficar em silêncio. Hoje, existe um referencial na sociedade que evangélico é conservador e que tem um discurso de intolerância. Porém, essas são vozes das lideranças da religião que têm espaço na TV e na política. Eu faço parte da população evangélica que é pautada pela agenda dos direitos humanos. Tenho sempre, sobre todos os assuntos, o olhar da teologia, o amor que a Bíblia prega — afirma Vieira.
DIREITOS SEXUAIS
Eder Fernandes Monica, professor da Faculdade de Direito da UFF, destaca que o tema é uma nova discussão sobre Justiça social.
— É importante que se debata esse tema na sociedade atualmente. Devemos garantir a promoção da cidadania entre pessoas que se sentem à margem do sistema político e jurídico. Surge uma nova área: direitos sexuais.
Fonte: G1
Fonte: G1

Seria bom se eles con seguissem debater corretamente sobre esse assunto que traz ódio para muitas pessoas do Brasil,mas só conseguimos chegar a um ponto se todos conversarem corretamente sobre esse assunto que não se deve ser desrespeitado.
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