segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Cultura

4º Bimestre - Turma 601



Leilão de obra de Leonardo da Vinci bate recorde com R$ 1,5 bilhão

Única pintura do gênio renascentista em coleção privada se torna obra de arte mais cara da História



NOVA YORK — O quadro "Salvator Mundi", do artista renascentista Leonardo da Vinci, foi leiloado por US$ 450,3 milhões, cerca de R$ 1,5 bilhão, e estabeleceu um novo recorde em leilões do mercado de arte, informou a Christie's. Bastaram apenas 19 minutos para que a pintura de cinco séculos alcançasse o valor, superando com folga o recorde anterior de US$ 179,4 milhões pago por "Les femmes d'Alger (Versión O)", de Pablo Picasso, em 2015.
A tela representa o Jesus Cristo, o "salvador do mundo", segurando uma esfera com a mão esquerda. A Christie's acreditava que a obra alcançaria o valor de US$ 100 milhões, mas o valor da venda superou todas as expectativas. Quatro pessoas por telefone e um presente à sala de leilão disputaram o quadro. A identidade do comprador final não foi revelada.
Duas pinturas — um De Kooning e um Gauguin — que haviam sido negociadas de forma privada por quase US$ 300 milhões em 2015, eram consideradas as obras de arte mais caras até agora.


ENVOLTO EM MISTÉRIO

A história da tela é tão misteriosa quanto o olhar de Jesus na pintura, comparado ao presente no quadro “Mona Lisa”, exposto no Museu do Louvre, em Paris. O “Salvator Mundi” foi comprado pelo Rei Carlos I da Inglaterra, na metade do século XVII, e leiloado pelo filho do Duque de Buckingham em 1763. Depois, ficou desaparecido até o início do século XX, quando reapareceu e foi adquirido por um colecionador britânico. Na época, se pensava ser o trabalho de um discípulo de da Vinci.
Com a autenticidade em dúvida, a pintura foi vendida novamente em 1958 num leilão em Londres por apenas US$ 60. Em 2005, foi adquirida por um consórcio de negociadores de arte por menos de US$ 10 mil, pois estava danificada e tinha algumas partes com pintura por cima. O consórcio trabalhou na restauração e na documentação da autenticidade, indicando o autor como Leonardo da Vinci.
O quadro pertencia ao bilionário russo Dmitry Rybolovlev. Ele comprou a tela por US$ 127,5 milhões do marchand suíço Yves Bouvier, que por sua vez a tinha adquirido por US$ 80 milhões. Mas desde a transação, ambos estão envolvidos em uma batalha judicial: o empresário russo acusa o marchand de ter ficado com percentuais exorbitantes sobre as obras que vendia.

Fonte: O Globo

Um comentário:

  1. Que engraçado não é mesmo!Uma obra que já custou US$ 60 e agora custar US$ 450,3 é bastante impressionante,mas ela também é muito misteriosa por se parecer com a Mona lisa.

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